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Marx Contra o Estado: Notas Sobre a Aproximação entre Marxismo e Anarquismo

2020.05.12 02:27 Glenarvon Marx Contra o Estado: Notas Sobre a Aproximação entre Marxismo e Anarquismo

"A frase de Engels "Olhai a Comuna de Paris. Era a ditadura do proletariado" deve ser tomada a sério, como base para fazer ver o que não é a ditadura do proletariado como regime político (as diversas formas de ditadura sobre o proletariado, em seu nome)."
O conflito entre marxistas e anarquistas é muito antigo, e remonta desde a cisão pessoal entre Marx e Bakunin, até a perseguição de anarquistas por marxistas instalados no poder, como durante a Revolução Russa.
Ainda assim, a influência mútua das duas correntes é considerável. Há influência de autores anarquistas em autores marxistas, como David Harvey citando Murray Bookchin como uma influência, o reconhecimento por Marx da obra "O Que É a Propriedade?" de Proudhon como um "trabalho científico", a associação de William Morris com Kropotkin e outros anarquistas, entre outros. Por outro lado, a influência do marxismo em autores anarquistas também é notável, desde o já citado Bookchin até anarquistas mutualistas como Kevin Carson (que cita a corrente autonomista do marxismo como uma influência). De que modo isso é possível?
O principal conceito usado para se defender uma interpretação "estatal" do marxismo é o de "ditadura do proletariado". E, em adição a isso, as 10 medidas revolucionárias propostas por Marx e Engels no Manifesto Comunista, que envolvem, entre outras coisas, a centralização de indústrias como as ferrovias nas mãos do Estado, além de outras medidas defensoras de uma centralização estatal.
O conceito de "ditadura do proletariado" é um caso exemplar de como um nome pode facilitar a interpretação reducionista de uma ideia. O conceito de "ditadura" que Marx emprega, comum a sua época, não possui a conotação atual de governo autoritário por uma minoria, mas sim de "autoridade completa em um aspecto". No caso, uma autoridade da classe trabalhadora sobre a burguesia, exercida por meio da revolução, com o objetivo de pôr fim ao sistema capitalista. Para Marx, qualquer órgão que sirva ao propósito de por em prática o poder político da classe trabalhadora, mesmo que organizado de forma direta e horizontal, será uma "ditadura do proletariado", e, por extensão, um "Estado".
Essa diferença na definição de o que constitui um Estado é talvez a fonte principal de desentendimento entre anarquistas e marxistas em muitos casos. É por essa razão que, olhando para a Comuna de Paris, Bakunin escreve em seus textos, especialmente em "A Comuna de Paris e A Noção de Estado", que a Comuna havia abolido o Estado e o substituído pelo governo direto dos trabalhadores, enquanto Marx, em A Guerra Civil na França, olha para a Comuna e a descreve como uma ditadura do proletariado. Como podem os dois terem observado o mesmo fenômeno e o interpretado de maneira tão diferente?
Para Bakunin, o Estado é definido primeiramente por sua relação de dominação. A base da análise do anarquismo é a hierarquia social. Para Bakunin, o Estado é definido por ser uma instituição burocrática, imposta pela força, e necessariamente regida por uma elite política, criando uma hierarquia coercitiva onde aqueles no controle do maquinário estatal (e a classe dominante que defendem) exercem poder sobre o resto da população. Assim, ao eliminar as estruturas burocráticas e hierárquicas do Estado Burguês (e seus órgãos defensores, como o exército permanente e a polícia) e substituí-las por formas horizontais de democracia direta, a Comuna havia efetivamente abolido o Estado e suas relações de dominação política.
Para Marx, os órgãos políticos da Comuna, mesmo que horizontais e sem as típicas hierarquias coercitivas do Estado, são uma "ditadura do proletariado", pois representam a organização do poder político dos trabalhadores em oposição à burguesia, sendo através deles que as ações políticas da classe trabalhadora são organizadas.
Em A Guerra Civil na França, porém, Marx nota a estrutura com a qual as decisões da Comuna são organizadas. Marx nota que:
"(...) a classe operária não pode apossar-se simplesmente da maquinaria de Estado já pronta e fazê-la funcionar para os seus próprios objectivos." (A Guerra Civil na França, Capítulo III)
Sobre a forma política da Comuna de Paris, Marx escreve:
"O primeiro decreto da Comuna (...) foi a supressão do exército permanente e a sua substituição pelo povo armado.
A Comuna foi formada por conselheiros municipais, eleitos por sufrágio universal nos vários bairros da cidade, responsáveis e revogáveis em qualquer momento. A maioria dos seus membros eram naturalmente operários ou representantes reconhecidos da classe operária. A Comuna havia de ser não um corpo parlamentar mas operante, executivo e legislativo ao mesmo tempo. Em vez de continuar a ser o instrumento do governo central, a polícia foi logo despojada dos seus atributos políticos e transformada no instrumento da Comuna, responsável e revogável em qualquer momento. O mesmo aconteceu com os funcionários de todos os outros ramos da administração. Desde os membros da Comuna para baixo, o serviço público tinha de ser feito em troca de salários de operários. Os direitos adquiridos e os subsídios de representação dos altos dignitários do Estado desapareceram com os próprios dignitários do Estado. As funções públicas deixaram de ser a propriedade privada dos testas-de-ferro do governo central. Não só a administração municipal mas toda a iniciativa até então exercida pelo Estado foram entregues nas mãos da Comuna." (Idem)
Para Marx, a organização horizontal da Comuna, com os postos administrativos sendo eleitos por democracia direta e revogáveis a qualquer momento (não muito distante do modelo de Confederalismo Democrático adotado em Rojava hoje) foi essencial para seu sucesso político. Marx continua:
"Uma vez estabelecido o regime comunal em Paris e nos centros secundários, o velho governo centralizado teria de dar lugar, nas províncias também, ao autogoverno dos produtores. Num esboço tosco de organização nacional que a Comuna não teve tempo de desenvolver, estabeleceu-se claramente que a Comuna havia de ser a forma política mesmo dos mais pequenos povoados do campo, e que nos distritos rurais o exército permanente havia de ser substituído por uma milícia nacional com um tempo de serviço extremamente curto. As comunas rurais de todos os distritos administrariam os seus assuntos comuns por uma assembleia de delegados na capital de distrito e estas assembleias distritais, por sua vez, enviariam deputados à Delegação Nacional em Paris, sendo cada delegado revogável a qualquer momento e vinculado pelo mandai imperatif (instruções formais) dos seus eleitores. As poucas mas importantes funções que ainda restariam a um governo central não seriam suprimidas, como foi intencionalmente dito de maneira deturpada, mas executadas por agentes comunais, e por conseguinte estritamente responsáveis. A unidade da nação não havia de ser quebrada, mas, pelo contrário, organizada pela Constituição comunal e tornada realidade pela destruição do poder de Estado, o qual pretendia ser a encarnação dessa unidade, independente e superior à própria nação, de que não era senão uma excrescência parasitária. Enquanto os órgãos meramente repressivos do velho poder governamental haviam de ser amputados, as suas funções legítimas haviam de ser arrancadas a uma autoridade que usurpava a preeminência sobre a própria sociedade e restituídas aos agentes responsáveis da sociedade. Em vez de decidir uma vez cada três ou seis anos que membro da classe governante havia de representar mal o povo no Parlamento, o sufrágio universal havia de servir o povo, constituído em Comunas, assim como o sufrágio individual serve qualquer outro patrão em busca de operários e administradores para o seu negócio. (...) A Constituição Comunal teria restituído ao corpo social todas as forças até então absorvidas pelo Estado parasita, que se alimenta da sociedade e lhe estorva o livre movimento."
Com esse elogio da democracia direta dos communards e a crítica ao carreirismo, é difícil não se perguntar o que Marx acharia dos estados que seriam instituídos em seu nome no futuro.
Em "A Comuna de Paris e A Noção de Estado", Bakunin escreve:
"(...) partidário incondicional da liberdade, essa condição primordial da humanidade, penso que a igualdade deve se estabelecer no mundo pela organização espontânea do trabalho e da propriedade coletiva das associações produtoras livremente organizadas e federadas nas comunas, e pela federação também espontânea das comunas, mas não pela ação suprema e tutelar do Estado."
No capítulo III de A Guerra Civil na França, Marx escreve, de forma similar:
"A própria existência da Comuna implicava, como uma coisa evidente, liberdade municipal local, mas já não como um obstáculo ao poder de Estado, agora substituído."
Apesar de suas discordâncias, Marx e Bakunin concordam em relação à organização da Comuna de Paris enquanto movimento revolucionário da classe trabalhadora. A confusão dos dois sobre sua definição de Estado fica mais clara nos comentários de Marx à obra Estatismo e Anarquia, de Bakunin.
Em Estatismo e Anarquia, Bakunin escreve:
"Então não haverá governo nem estado, mas se houver um estado, haverá governadores e escravos.”
Marx responde a esse trecho:
"Isto é, somente se a dominação de classe desapareceu, e não há estado no atual sentido político."
Isso deixa explícita a diferença no modo de pensamento dos dois. Bakunin deixa clara sua definição do Estado em relação a suas hierarquias coercitivas burocráticas, enquanto Marx enfatiza sua definição do Estado como a organização que realiza os interesses de uma classe. Isso leva a um desentendimento progressivamente maior ao longo do texto.
Bakunin continua:
“Esse dilema é resolvido de modo simples na teoria dos marxistas. Por governo popular eles compreendem o governo do povo por meio de um pequeno número de líderes, escolhidos pelo povo.”
Aqui Bakunin não entende que a "ditadura do proletariado" que Marx descreve não precisa ser um governo de poucos membros, mas algo como a Comuna. Mas, como Bakunin define o Estado por suas relações de dominação, presume então que ela aconteceria necessariamente de forma similar ao Estado Burguês ("eleição" de uma elite política que controlará o aparato burocrático do Estado).
A isso Marx responde:
"Asneira! Isso é baboseira democrática, imbecilidade política. A eleição é uma forma política presente na menor comuna e artel russo. O caráter da eleição não depende deste nome, mas da base econômica, da situação econômica dos eleitores e, assim que as funções deixaram de ser políticas, existe 1) nenhuma função de governo, 2) a distribuição das funções gerais tornou-se um assunto de negócios, que não dá uma domínio, 3) a eleição não tem nada do seu caráter político atual."
O que é descrito é basicamente uma variação do que diz em A Guerra Civil na França: que os cargos eleitos serão puramente administrativos e revogáveis, sem a dominação política do Estado Burguês. O que Marx não entende é que Bakunin entende o Estado por suas relações de dominação, então critica o trecho como se Bakunin estivesse criticando a noção de eleições em si, e não a forma política que tomam em um Estado. Um está filtrando as falas do outro pelo próprio ponto de vista. Isso se torna enfim explícito em um trecho onde parecem concordar:
Bakunin: “Os alemães são cerca de quarenta milhões. Por exemplo, todos os quarenta milhões serão membros do governo?”
Marx: "Seguramente! Uma vez que a questão começa com o auto-governo da comunidade."
"Auto-governo da comunidade" é exatamente do que Bakunin se declara partidário em seu texto sobre a Comuna.
Ainda assim, as críticas de Bakunin não vêm sem uma base, e ainda temos as medidas centralizadoras recomendadas por Marx no Manifesto Comunista.
Nesse caso, é preciso entender como a Comuna de Paris influenciou o pensamento de Marx.
Marx, por sua ideia da "concepção materialista da história", acreditava que a teoria deveria ser informada pela prática (conceito que não é estranho aos anarquistas). Como sua teoria era referente a como a classe trabalhadora atua como agente de transformação social, então a Comuna de Paris, vista por Marx como o primeiro exemplo de uma "ditadura do proletariado", iria exigir que ele revisse seu trabalho de modo a levá-la em conta, incluindo sua organização política.
Foi por esse motivo que, em 1872, um ano após a Comuna, Marx e Engels adicionaram um prefácio à edição alemã do Manifesto (publicado em 1848), onde escrevem:
"A aplicação prática destes princípios — o próprio Manifesto o declara — dependerá sempre e em toda a parte das circunstâncias historicamente existentes, e por isso não se atribui de modo nenhum qualquer peso particular às edidas revolucionárias propostas no fim da secção II. Este passo teria sido hoje, em muitos aspectos, redigido de modo diferente. Face ao imenso desenvolvimento da grande indústria nos últimos vinte e cinco anos e, com ele, ao progresso da organização do partido da classe operária, face às experiências práticas, primeiro da revolução de Fevereiro, e muito mais ainda da Comuna de Paris — na qual pela primeira vez o proletariado deteve o poder político durante dois meses —, este programa está hoje, num passo ou noutro, antiquado. A Comuna, nomeadamente, forneceu a prova de que 'a classe operária não pode simplesmente tomar posse da máquina de Estado [que encontra] montada e pô-la em movimento para os seus objectivos próprios'."
De forma similar, em um texto redigido dois anos depois, em 1850, a "Mensagem da Direcção Central à Liga dos Comunistas", onde em um trecho afirmaram que "tal como na França em 1793, o estabelecimento da centralização mais rigorosa é hoje, na Alemanha, a tarefa do partido realmente revolucionário", foi adicionada por Engels uma nota de rodapé em 1885, onde escreve:
"Há que lembrar hoje que esta passagem assenta num mal-entendido. Considerava-se então como certo — graças aos falsificadores bonapartistas e liberais da história — que a máquina administrativa centralizada francesa fora introduzida pela grande Revolução e manejada, designadamente pela Convenção, como arma indispensável e decisiva para a vitória sobre a reacção monárquica e federalista e sobre o inimigo externo. Mas é actualmente um facto conhecido que durante toda a Revolução, até ao 18 de Brumário, o conjunto da administração dos departamentos, distritos e comunas consistia em serviços públicos eleitos pelos próprios administrados e agia com inteira liberdade, nos limites das leis gerais do Estado; que este autogoverno provincial e local, semelhante ao americano, se tornou precisamente a mais poderosa alavanca da Revolução, e isso até ao ponto em que Napoleão, imediatamente após o seu golpe de Estado do 18 de Brumário, se apressou em substitui-la pela administração dos prefeitos ainda hoje existente, a qual, portanto, foi desde o começo um puro instrumento da reacção."
Ou seja, há admissão por parte do próprio Marx (e de Engels) que suas antigas teorias sobre a prática revolucionária da classe trabalhadora foram tornadas antiquadas pelo evento da Comuna de Paris.
A crítica de Bakunin, apesar de não entender exatamente o próprio Marx, foi um aviso sobre as interpretações centralizadoras e estatais que sua obra poderia receber. Bakunin disse que se pode "pegar o revolucionário mais apaixonado: dando-lhe poder ilimitado, em alguns anos será pior que o próprio czar". Marx não pretendia dar poder ilimitado a um auto-proclamado líder revolucionário, mas alguns de seus intérpretes futuros não seguiam o mesmo princípio.
Mas, assim como é possível fazer uma interpretação autoritária da obra de Marx, também é possível fazer uma interpretação "libertária". A história aos anarquistas mostra que é um erro associar-se à primeira, mas a segunda, correntes marxistas anti-autoritárias e comprometidas com a democracia radical, ainda existe, e, se quisermos que o anarquismo seja o movimento de massas que ele almeja ser, não podemos ignorar ou rejeitar por inteiro a outra grande corrente anti-capitalista que temos.
Esse texto se chama "notas" com razão: é mais um pensamento geral que uma tese específica.
Para outros anarquistas, uma lista de autores e correntes da ala "libertária" do marxismo que possam interessar:
Caso esse texto seja lido por algum marxista, que não o rejeite imediatamente como um "desvio anarquista" do pensamento marxista, alguns autores anarquistas interessantes seriam:
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2019.10.27 13:16 Subversivo-Maldito No dejes de ver está debate titulado: "500 claves de la transición"...[Tercera Parte]

No dejes de ver está debate titulado: "500 claves de la transición"...[Tercera Parte]
En este debate, el "Quijano-Trevijano" dice cosas por las que, o bien es tildado de "loco", o bien, es motivo de "risa condescendiente": ¡Hombre, Antonio, no te pases..." (dicho, entre risas, y, con cara de que "este tío está loco")......!
En el debate, Antonio García Trevijano expone y debate con otros contertulios en el mítico programa LA CLAVE, dirigido por José Luis Balbín...En su repetición del 1 de noviembre de 1991 se tratan temas ( sobre la verdadera o falsa democracia, las causas de la transición, la corrupción y las Formas de Estado y Gobierno ) que nos ayudan a comprender mejor la situación actual por la que atravesamos.
Resumo algunas de las intervenciones de Trevijano [Tercera Parte]:
Los INTELECTUALES tienen muy poco poder en España ya que el raciocinio ha dejado de ser un instrumento para la acción política...La política la mueven las pasiones no el raciocinio...El poder político es pasional...y son las ambiciones y los intereses los que mueven la política...En este contexto al ARTE DE LA RAZÓN solamente le quedaría el intentar descubrir que tipo de ambiciones podrían CAMINAR AL SERVICIO DE LA RAZÓN...con el objeto de MEJORAR la vida de la gente...
Es necesario crear en nuestro País una OPINIÓN AUTÓNOMA que venga no de arriba hacia abajo, sino de abajo hacia arriba...Lo que sucede es que, desde la Transición, la opinión viene de arriba hacia abajo...Por ello, no existe opinión pública autónoma en España...Y es que mientras la PRENSA sea controlada, por los poderes económicos, es muy dificil esperar cambios que puedan beneficiar a la democracia...En estos momentos sería necesaria una prensa dedicada a la formación de una hegemonía cultural...
El Pueblo Español tampoco supo estar a la altura de los acontecimientos durante la Transición...En los primeros momentos se dejó seducir por un tipo de "Demagogia Obrera" en dónde la "Oligocracia" parecía atacar a los empresarios, lo que motivó muchas veces huelgas y reivindicaciones imposibles que no hicieron más que bajar la producción...Se utilizó también la "Demagogia Popular" hablando de "madurez del pueblo", así como de su gran "preparación democrática", cuando, en realidad, era un auténtido analfabeto en cuestiones democráticas después de muchos años de dictadura...Pero interesaba halagar a los que irían a votar en unas listas ya prefabricadas...Ramón Tamames aprovecha, de nuevo, la ocasión y, al "rebufo" cita como ejemplo de estulticia popular el Referendum de la OTAN en dónde, 5 días antes ganaba en las encuestas el NO, y, 5 días después ganó el SI... Según Tamames todo ello se debió a la utilización del miedo y la coacción en los medios de información para manipular el voto popular...
[Fuente: https://youtu.be/vcQ-ia2RY54]
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2019.04.05 16:43 maco379 Investigación Especial: Como Poroshenko encabezó la corrupción en Ucrania

Investigación Especial: Como Poroshenko encabezó la corrupción en Ucrania
La campaña electoral de Petro Poroshenko está llegando a su fin. Se han gastado millones de hryvnias para poner al actual presidente como el único candidato capaz de sacar a Ucrania de la crisis. Para crear tal imagen, Pyotr Alekseevich se preparó bastante y, mucho antes de las elecciones, 2019 encontró una manera de multiplicar sus activos utilizando esquemas ilegales, incluido el que conoció Rotterdam Plus.

Sus compañeros y asociados lo apoyaron en este asunto: Oligarch Rinat Akhmetov, destacado empresario y político Igor Kononenko, ex subsecretario del Consejo de Seguridad Nacional y Defensa Oleg Gladkovsky, Fiscal General Yury Lutsenko, Ministro de Energía e Industria del Carbón Igor Nasalik, ex jefe de la NBU Valery Gontarev Jefe del Servicio Fiscal del Estado de Ucrania (SFSU) Roman Nasirov, diputado popular del "Bloque de Petro Poroshenko" Yury Buglak, asesor presidencial sobre asuntos financieros Makar Pasenyuk, empresario Boris Lozhkin, ex jefe de la Comisión Nacional para la Regulación Estatal en la Esfera de Energía y Servicios Públicos (NKREKU) Dmitry Vovk, Director Adjunto del Fondo de Propiedad Estatal de Ucrania (SPFU) Vladimir Derzhavin empleados en las filas del Servicio de Seguridad de Ucrania, el Ministerio del Interior y la oficina del fiscal.
¿Cómo Petro Poroshenko pudo aumentar sus activos, estando en la presidencia del presidente?
Distinguimos dos direcciones. El primero es recibir efectivo en función de los resultados de las actividades de las empresas estatales, así como de las compañías en las que el capital social es propiedad del estado. En este escenario, el retiro de las finanzas se realiza mediante la transferencia de efectivo, o mediante transferencias bancarias a las compañías offshore controladas a través de empresas ucranianas, que están supervisadas por Igor Kononenko, Yuri Buglak y Roman Nasirov. La primera dirección también incluye el desembolso de los fondos proporcionados por el FMI y el BIRF, así como el financiamiento y apoyo de proyectos estratégicos en la industria y la energía. La segunda dirección es la adquisición del control total (participación en la gestión) o la privatización de empresas estratégicas y activos de alto rendimiento a través de su quiebra. En el futuro, se invierte el efectivo acumulado y se legaliza el capital recibido. Los sectores clave de la economía nacional en los que está interesado Poroshenko son la energía (incluida la producción de hidrocarburos), la ingeniería y el sector bancario. Todos los fondos recaudados durante la implementación de varios esquemas de corrupción se utilizaron en parte para respaldar el trabajo de la mayoría parlamentaria, los eventos no oficiales y el financiamiento del trabajo de los medios de comunicación controlados.

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La mano derecha de Petro Poroshenko en esquemas de corrupción.
El asistente principal del actual presidente en la implementación de esquemas de corrupción es Igor Kononenko. Es él quien supervisa la designación de representantes de altos cargos en empresas, a cambio de brindarles a los dueños de negocios una actitud leal de los organismos estatales, asistencia y protección para tomar las decisiones reglamentarias necesarias.

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Las protegidas de Kononenko en las empresas e instituciones estatales son: Vsevolod Kovalchuk (NEK Ukrenergo), Oleg Kozemko (PJSC Centrenergo), Igor Syrota (PJSC Ukrgidroenergo), Nikolai Gavrilenko (Ukrtransneft), Miroslav Khalkkoko (GP) Ukrtransgaz "), Oleg Prokhorenko (Subsidiaria" Ukrgazdobycha "), Slawomir Novak (SE" Ukravtodor "), Vladimir Derzhavin (Fondo Estatal de Propiedades de Ucrania), Konstantin Vorushilin (Fondo de Garantía de Depósitos de los Individuos), Konstantin Likarchuk (Estado Servicio de Reserva de Ucrania) Igor Tregubenko ( P "Transkhimammiak"), Dmitry Vovk (Comisión Nacional de Regulación de la Energía).
Además, Kononenko es responsable de la operación de seis compañías de redes eléctricas, en las cuales las participaciones controladoras son propiedad del estado: Kharkivoblenergo, Nikolayevoblenergo, Khmelnitskoblenergo, Ternopoloblenergo, Cherkasyoblenergo y Zaporizh'eoblenergo.
¿Cómo son las entregas de carbón de Donetsk según el esquema de Rotterdam Plus?
No es un secreto para nadie que el escandaloso y conocido plan "Rotterdam plus" haya recibido el mayor alcance. Decidimos realizar nuestra propia investigación, en la que trataríamos de descubrir puntos clave, presentar pruebas irrefutables y la esencia del esquema de corrupción, y también revelar la lista de personas y organizaciones directamente involucradas en ella.
Los principales beneficiarios de Rotterdam Plus son Poroshenko y Akhmetov, quienes, en esencia, dividen el botín entre ellos en una proporción de 50/50. Probablemente, el creador ideológico del esquema fue un oligarca Akhmetov, que tiene minas en los Donbas. Una cobertura estatal y la legalización de "compras" de carbón a precios increíblemente altos proporcionaron a Poroshenko. Para ello, el presidente ucraniano ha creado todo un imperio energético.


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El actor clave en el esquema, organizando la interacción entre Poroshenko y Akhmetov, es Kononenko. Sin embargo, es necesario comprender el papel de sus jugadores en la implementación del esquema de suministro de carbón.

Vamos a contar todo en orden:

  1. El Fondo Estatal de la Propiedad organiza citas para los consejos de supervisión de las compañías de energía de los miembros supervisados ​​(como A. Vizir y O. Denisenko), proporciona control sobre los flujos financieros y la enajenación de la propiedad.
    1. El Ministerio de Energía e Industria del Carbón aprueba las normas de reservas de carbón en TPP / TPP, inicia inspecciones de NAEK Energoatom en el momento en que es necesario ocultar la participación en esquemas de corrupción de funcionarios de alto rango.
    2. El Servicio Fiscal del Estado (GFS) garantiza el retiro rápido y la seguridad del retiro de fondos de las compañías y su conversión, proporciona datos sobre compañías que son contrapartes en transacciones de valores y servicios, oculta las verdaderas cifras para la importación de antracita de L / DNR y Rusia, falsifica datos sobre la importación de carbón según el esquema Rotterdam Plus. GFS bajo el liderazgo de Roman Nasirova realizó con regularidad una auditoría exhaustiva de las operaciones y generó resultados positivos
.4. La Oficina Nacional Anticorrupción de Ucrania (NABU) lleva a cabo inspecciones y auditorías de compañías involucradas en esquemas de corrupción de lavado de dinero, designa a “perpetradores” y oculta a los organizadores.
  1. El Comité Antimonopolio no nota signos de un monopolio en DTEK, que en la UE estaría sujeto a la separación con el establecimiento de un rendimiento fijo del 20% (el llamado "monopolio natural").
  2. El Servicio de Seguridad de Ucrania, el Ministerio del Interior y la Oficina del Fiscal de Ucrania, así como sus departamentos regionales, organizan inspecciones, procesamientos e inician causas penales contra los perpetradores de los planes fraudulentos de los principales funcionarios, diputados y funcionarios del estado, e “inyectan” a ciudadanos inocentes.
  3. La Comisión Nacional que implementa la regulación estatal en los campos de energía y servicios públicos (NKREKU) establece la fórmula para calcular la tarifa para la generación térmica (la compra de carbón y la venta de electricidad térmica a través del sistema Rotterdam plus), aprueba los programas de inversión para las empresas de energía, distribuye los super beneficios de la fórmula. Rotterdam Plus ”en relación al 50/50 con DTEK.
  4. Las mayores empresas generadoras de energía, PJSC "Centrenergo" y DTEK, compran carbón y gas natural a precios inflados, organizan el retiro de fondos propios (el principal beneficio del esquema) y la quiebra artificial de activos, ocultan los montos reales del beneficio recibido de la aplicación de tarifas (condiciones Los contratos de compra de carbón son información clasificada, las compras se realizan sin competencia).
  5. La empresa de la UCI ("Capital de inversión de Ucrania") controlada por Poroshenko y Pasenyuku compra bonos de DTEC Finance plc., Luego los revende, pasa las pérdidas y ganancias por sí misma y rompe los esquemas de fondos que Poroshenko va a pagar.
  6. NEK "Ukrenergo" establece artificialmente el modo de carga máxima para las unidades de potencia, crea una escasez de energía, lo que aumenta la participación de PJSC "Centrenergo" y DTEK en el suministro total de electricidad a la red.
  7. NAEC Energoatom proporciona orientación sobre las manipulaciones con las unidades de energía de las centrales nucleares (en particular, con la central nuclear Zaporozhye, la más grande en términos de capacidad).
  8. La central nuclear de Zaporizhzhya organiza la inacción artificial de las unidades de potencia 1ª y 2ª, y también aumenta el tiempo de reparación de la 3ª y 4ª.
  9. Oschadbank emite préstamos estatales para subsidiar compañías de energía “no rentables” para prevenir su quiebra ficticia
.14. SE "Energorynok" acepta la electricidad generada de las empresas generadoras, la distribuye a través de Energoset Holding Company (también conocida como Energomerezha, un monopolista en el campo de la transmisión y venta de electricidad en áreas de concesión de licencias) a representantes comerciales y al público, acumula fondos de consumidores domésticos e industriales de Ucrania. , realiza pagos anticipados de electricidad.
  1. La Compañía Nacional del Carbón (32 minas), las minas de L / DNR y la Federación de Rusia aseguran el funcionamiento de las centrales eléctricas de las compañías de energía suministrando carbón barato desde L / DNR y Rusia.El bloqueo de Donbass, que resultó en la terminación de los suministros directos de carbón de L / DPR, es el principal requisito previo para la implementación exitosa del esquema Rotterdam Plus.
Se sabe que hasta el 90% de los costos de las dos empresas de generación de energía más grandes de Ucrania (DTEK de propiedad privada y Centrenergo del estado) se expresan en la compra de carbón.


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La fórmula introducida por NKREKU a partir de 2016 hace posible comprar legalmente carbón a un precio que se está formando en las bolsas europeas. Al mismo tiempo, el "precio europeo" es mucho más alto que el costo del carbón de Rusia, y más aún el carbón de las minas de Donbass.

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Resolución del Reglamento Nº 289 de la Comisión Nacional de Energía y Energía del 3 de marzo de 2016 sobre el procedimiento para determinar el precio de mercado mayorista de electricidad previsto.

En consecuencia, habiendo aislado a Ucrania del carbón de Donetsk y creando artificialmente una grave escasez de electricidad en el país, el esquema inventado por R. Akhmetov y aprobado por P. Poroshenko se convirtió en un extremo.


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Plan de adquisición de carbón para el sistema Rotterdam Plus
La esencia del esquema de corrupción a gran escala radica en el hecho de que el estado que asigna el dinero del presupuesto para la compra de carbón para centrales eléctricas en realidad compra carbón ya sea directamente de empresas L / DN, o carbón de Donetsk vendido a Rusia a través de compañías controladas, o antracita rusa a precios que oscilan entre 38 y 77 Dólares (según 2017). Sin embargo, el carbón se suministra a las centrales térmicas del país a un precio de su costo ficticio de alrededor de $ 150 por tonelada, según la tarifa establecida por NKREKU. El "proyecto" tiene dos centros de beneficio: márgenes de la empresa importadora y la empresa intermediaria.

El esquema real de las compras ficticias de carbón.
A través de empresas offshore falsas a precios de 2017. Al mismo tiempo, las compras de carbón se financiaron a expensas de la población ucraniana mediante el pago de tarifas eléctricas, así como subsidios del presupuesto estatal y de bancos estatales, como Oschadbank y Eximbank.


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El costo de la electricidad en las ciudades de Ucrania en 2018
Se realiza un recargo de alrededor de $ 100 por tonelada a través de las empresas de la costa y se establece en las cuentas de numerosas empresas intermediarias (relacionadas con el entorno de Poroshenko), situadas entre el importador de carbón y el consumidor final. Posteriormente, el super beneficio se distribuye entre los propietarios como un porcentaje de 50/50 DTEK privado y los gerentes del PJSC estatal "Centrenergo" representado por Akhmetov por un lado y Poroshenko, Kononenko por el otro.


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Información sobre las reservas planificadas y reales de carbón en los almacenes de las unidades de PJSC "Centrenergo".
Según los cálculos aproximados, el beneficio anual del carbón L / DNR comprado a través de Rusia (o en Rusia) fue de al menos ($ 105-76.9 $ = $ 22.7) × 1.1 millones de toneladas (consulte las estadísticas de aduanas a continuación) = 25 millones de dólares. El costo promedio de una tonelada de carbón Donbass en 2017 es de $ 37.6. El beneficio de la compra de carbón de Donetsk asciende directamente a $ 173.6 millones, mientras que el ingreso total total al trabajar bajo este esquema alcanza los $ 198.6 millones por año.La eficiencia y la rentabilidad del plan están demostradas por las estadísticas de aduanas del Servicio Federal de Aduanas de Rusia y el SFS de Ucrania para 2017. La discrepancia en los datos de 2.1 millones de toneladas de antracita (290%) no corresponde a la máxima subestimación teóricamente explicable de valor y volumen. Se excluye la minimización de los derechos de exportación (no más del 10-15%), ya que Rusia tiene un arancel de exportación de cero en la exportación de carbón, incluyendo antracita.


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El volumen de carbón que extrae L / DNR y se vende a Rusia es de 2,8 millones de toneladas (2,1 millones de toneladas de las cuales se devuelven a Ucrania). Dado que L / DNR son repúblicas no reconocidas y no existen legalmente para el FCS de Rusia, todas las entregas de L / DNR se realizan utilizando entidades legales ucranianas.
De lo contrario, el FCS no podrá identificar los productos L / DNR. También es interesante el hecho de que todos estos suministros no se reflejan en las estadísticas de las aduanas ucranianas, ya que Ucrania no controla la frontera entre el DPR y el LPR con Rusia.
Pruebas irrefutables del esquema. Según los datos de aduanas de Ucrania para 2017, durante este período Ucrania importó activamente antracita de varios fabricantes de Rusia: Obukhov Mine Management (propiedad de R. Akhmetov), ​​Yuzhtrans, Sibantratsit, Pechora Mining Company. Es característico que estas empresas no tengan contratos de suministro directo. Los titulares de contratos son empresas registradas en alta mar. Por ejemplo, DATORO CORP, Antex Intertrade Ltd, Benecoal International Limited, I-COAL Sp z o.o.

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Entregas de carbón del "departamento de minas de Obukhov"a través de DTEK Trading

Es característico que algunas de estas empresas ya hayan logrado "iluminarse" en las investigaciones de los medios sobre el suministro de carbón de Rusia y L / DPR a Ucrania. En particular, el panameño DATORO CORP. Uno de sus directores es el griego Lazoros Leonidis. Un hombre con ese nombre hasta 2016 poseía casi el 20% de las acciones de TAScombank de un hombre de negocios y político ucraniano Sergey Tigipko. La compañía importó antracita de la Federación Rusa en 2016. En 2017, continuaron las entregas. La empresa era titular de un contrato de JSC "Russian Railways Logistics".


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Importación de antracita con la participación de DATORO CORP de la Federación Rusa en 2017 Benecoal International Limited, dirigida por Jeffrey Brown, también es titular de un contrato. Esta persona es el director de Sun Generation Limited, que es propiedad de Igor Morkotonov, socio comercial del jefe del Ministerio de Asuntos Internos de Ucrania, Arsen Avakov. A su vez, Benecoal es el titular de los contratos para el suministro de carbón producido por la empresa minera Pechora. Empresa polaca I-COAL Sp z o.o. También es titular de un contrato de la empresa minera Pechora. La compañía es conocida por competir con la compañía georgiana Sakhnakhshiri GIG Group, que ganó una licitación en 2016 por el suministro de carbón para Centrenergo. En 2017, I-COAL continuó suministrando antracita Pechora a Ucrania.
La historia de ZNPP + NAEK "Energoatom"
Se debe prestar especial atención a la historia de la central nuclear Zaporozhye y, en particular, a la correspondencia en febrero-marzo de 2017 entre el Director del Expert Center LLC Vyacheslav Popov y el asesor del presidente de la Compañía Nacional de Generación de Energía Atómica (NAEK) Energoatom George Balakan.
Analiza el esquema de corrupción para obtener beneficios de altos funcionarios y la elite empresarial de Ucrania (Igor Kononenko, Rinat Akhmetov, Yuriy Nedashkovsky, etc.) y personalmente por el Presidente de Ucrania, Petro Poroshenko, a través del programa de adquisición de carbón Rotterdam Plus.Según George Balakan, el proceso de obtención de beneficios sugirió el cierre de una y una larga reparación de los generadores diésel de otras unidades de potencia de la central nuclear Zaporizhzhya para crear un déficit de energía. Originalmente, estaba previsto arrestar cuentas con fondos para la reparación de unidades de energía, pero por razones de seguridad los conspiradores rechazaron esta decisión.Para reponerlo, se asumió el uso del carbón comprado bajo el esquema “Rotterdam plus” en L / DPR con la mediación de Rinat Akhmetov. Por supuesto, el patrocinio administrativo de todas las acciones se llevó a cabo a través del partido "Petro Poroshenko Bloc" personalmente por el Presidente de Ucrania.
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Gracias a las acciones de Igor Kononenko, se designó a personas leales para ocupar cargos de administración de empresas de energía nuclear, incluida la Empresa Nacional de Energía Atómica (NAEK) Energoatom, que luego retrasó el lanzamiento de las unidades ZNPP.

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La correspondencia señala que Yuriy Nedashkovsky y Oleksandr Shavlakov trabajaron en interés del partido del Bloque Petro Poroshenko
. Sus acciones han contribuido a obtener beneficios indebidos en el marco del trabajo sobre el plan de compra de carbón Rotterdam Plus. La cantidad de energía que podría superponerse durante el funcionamiento normal de ZNPP se recuperó mediante el uso de carbón.

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Sobre la base del texto de la correspondencia, la implementación del plan criminal se llevó a cabo en cinco niveles.
De particular interés es el hecho de que, a través de sus acciones criminales relacionadas con la reparación de unidades de energía, la administración de ZNPP y Energoatom NAEK en realidad han reducido su vida útil en 10 años. La segunda parte de la carta se refiere al hecho de que la SBU decidió nombrar a los perpetradores.
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Uno de los informes menciona la preparación de Yury Nedashkovsky en caso de ser interrogado por los servicios especiales de Ucrania.

La investigación muestra que el nivel de corrupción en Ucrania ha alcanzado proporciones increíbles. Solo podemos determinar el hecho de que todos los activos de Poroshenko, acumulados como resultado del "trabajo" como presidente, fueron pagados por la población del país. No puede haber dudas sobre la independencia energética de L / DPR y Rusia, o la eliminación de la regulación manual de los precios de la electricidad, ni sobre la actividad excedente equilibrada de las minas estatales, o sobre cómo deshacerse de los problemas de las estaciones de calefacción. Por otro lado, la fórmula de Rotterdam Plus, además de otros planes presidenciales de retiro de dinero, contribuyó al hecho de que nuestro país, junto con la población, se convirtió de nuevo en la risa no solo ante los ojos de otros países sino también de su propio gobierno.




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2019.04.05 16:20 maco379 Investigación Especial: Como Poroshenko encabezó la corrupción en Ucrania

La campaña electoral de Petro Poroshenko está llegando a su fin. Se han gastado millones de hryvnias para poner al actual presidente como el único candidato capaz de sacar a Ucrania de la crisis. Para crear tal imagen, Pyotr Alekseevich se preparó bastante y, mucho antes de las elecciones, 2019 encontró una manera de multiplicar sus activos utilizando esquemas ilegales, incluido el que conoció Rotterdam Plus.
Sus compañeros y asociados lo apoyaron en este asunto: Oligarch Rinat Akhmetov, destacado empresario y político Igor Kononenko, ex subsecretario del Consejo de Seguridad Nacional y Defensa Oleg Gladkovsky, Fiscal General Yury Lutsenko, Ministro de Energía e Industria del Carbón Igor Nasalik, ex jefe de la NBU Valery Gontarev Jefe del Servicio Fiscal del Estado de Ucrania (SFSU) Roman Nasirov, diputado popular del "Bloque de Petro Poroshenko" Yury Buglak, asesor presidencial sobre asuntos financieros Makar Pasenyuk, empresario Boris Lozhkin, ex jefe de la Comisión Nacional para la Regulación Estatal en la Esfera de Energía y Servicios Públicos (NKREKU) Dmitry Vovk, Director Adjunto del Fondo de Propiedad Estatal de Ucrania (SPFU) Vladimir Derzhavin empleados en las filas del Servicio de Seguridad de Ucrania, el Ministerio del Interior y la oficina del fiscal.
¿Cómo Petro Poroshenko pudo aumentar sus activos, estando en la presidencia del presidente?
Distinguimos dos direcciones. El primero es recibir efectivo en función de los resultados de las actividades de las empresas estatales, así como de las compañías en las que el capital social es propiedad del estado. En este escenario, el retiro de las finanzas se realiza mediante la transferencia de efectivo, o mediante transferencias bancarias a las compañías offshore controladas a través de empresas ucranianas, que están supervisadas por Igor Kononenko, Yuri Buglak y Roman Nasirov. La primera dirección también incluye el desembolso de los fondos proporcionados por el FMI y el BIRF, así como el financiamiento y apoyo de proyectos estratégicos en la industria y la energía. La segunda dirección es la adquisición del control total (participación en la gestión) o la privatización de empresas estratégicas y activos de alto rendimiento a través de su quiebra. En el futuro, se invierte el efectivo acumulado y se legaliza el capital recibido. Los sectores clave de la economía nacional en los que está interesado Poroshenko son la energía (incluida la producción de hidrocarburos), la ingeniería y el sector bancario. Todos los fondos recaudados durante la implementación de varios esquemas de corrupción se utilizaron en parte para respaldar el trabajo de la mayoría parlamentaria, los eventos no oficiales y el financiamiento del trabajo de los medios de comunicación controlados.
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La mano derecha de Petro Poroshenko en esquemas de corrupción.
El asistente principal del actual presidente en la implementación de esquemas de corrupción es Igor Kononenko. Es él quien supervisa la designación de representantes de altos cargos en empresas, a cambio de brindarles a los dueños de negocios una actitud leal de los organismos estatales, asistencia y protección para tomar las decisiones reglamentarias necesarias.
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Las protegidas de Kononenko en las empresas e instituciones estatales son: Vsevolod Kovalchuk (NEK Ukrenergo), Oleg Kozemko (PJSC Centrenergo), Igor Syrota (PJSC Ukrgidroenergo), Nikolai Gavrilenko (Ukrtransneft), Miroslav Khalkkoko (GP) Ukrtransgaz "), Oleg Prokhorenko (Subsidiaria" Ukrgazdobycha "), Slawomir Novak (SE" Ukravtodor "), Vladimir Derzhavin (Fondo Estatal de Propiedades de Ucrania), Konstantin Vorushilin (Fondo de Garantía de Depósitos de los Individuos), Konstantin Likarchuk (Estado Servicio de Reserva de Ucrania) Igor Tregubenko ( P "Transkhimammiak"), Dmitry Vovk (Comisión Nacional de Regulación de la Energía).
Además, Kononenko es responsable de la operación de seis compañías de redes eléctricas, en las cuales las participaciones controladoras son propiedad del estado: Kharkivoblenergo, Nikolayevoblenergo, Khmelnitskoblenergo, Ternopoloblenergo, Cherkasyoblenergo y Zaporizh'eoblenergo.
¿Cómo son las entregas de carbón de Donetsk según el esquema de Rotterdam Plus?
No es un secreto para nadie que el escandaloso y conocido plan "Rotterdam plus" haya recibido el mayor alcance. Decidimos realizar nuestra propia investigación, en la que trataríamos de descubrir puntos clave, presentar pruebas irrefutables y la esencia del esquema de corrupción, y también revelar la lista de personas y organizaciones directamente involucradas en ella. Los principales beneficiarios de Rotterdam Plus son Poroshenko y Akhmetov, quienes, en esencia, dividen el botín entre ellos en una proporción de 50/50. Probablemente, el creador ideológico del esquema fue un oligarca Akhmetov, que tiene minas en los Donbas. Una cobertura estatal y la legalización de "compras" de carbón a precios increíblemente altos proporcionaron a Poroshenko. Para ello, el presidente ucraniano ha creado todo un imperio energético.
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El actor clave en el esquema, organizando la interacción entre Poroshenko y Akhmetov, es Kononenko. Sin embargo, es necesario comprender el papel de sus jugadores en la implementación del esquema de suministro de carbón. Vamos a contar todo en orden:
  1. El Fondo Estatal de la Propiedad organiza citas para los consejos de supervisión de las compañías de energía de los miembros supervisados ​​(como A. Vizir y O. Denisenko), proporciona control sobre los flujos financieros y la enajenación de la propiedad.
  2. El Ministerio de Energía e Industria del Carbón aprueba las normas de reservas de carbón en TPP / TPP, inicia inspecciones de NAEK Energoatom en el momento en que es necesario ocultar la participación en esquemas de corrupción de funcionarios de alto rango.
  3. El Servicio Fiscal del Estado (GFS) garantiza el retiro rápido y la seguridad del retiro de fondos de las compañías y su conversión, proporciona datos sobre compañías que son contrapartes en transacciones de valores y servicios, oculta las verdaderas cifras para la importación de antracita de L / DNR y Rusia, falsifica datos sobre la importación de carbón según el esquema Rotterdam Plus. GFS bajo el liderazgo de Roman Nasirova realizó con regularidad una auditoría exhaustiva de las operaciones y generó resultados positivos.
  4. La Oficina Nacional Anticorrupción de Ucrania (NABU) lleva a cabo inspecciones y auditorías de compañías involucradas en esquemas de corrupción de lavado de dinero, designa a “perpetradores” y oculta a los organizadores.
  5. El Comité Antimonopolio no nota signos de un monopolio en DTEK, que en la UE estaría sujeto a la separación con el establecimiento de un rendimiento fijo del 20% (el llamado "monopolio natural").
  6. El Servicio de Seguridad de Ucrania, el Ministerio del Interior y la Oficina del Fiscal de Ucrania, así como sus departamentos regionales, organizan inspecciones, procesamientos e inician causas penales contra los perpetradores de los planes fraudulentos de los principales funcionarios, diputados y funcionarios del estado, e “inyectan” a ciudadanos inocentes.
  7. La Comisión Nacional que implementa la regulación estatal en los campos de energía y servicios públicos (NKREKU) establece la fórmula para calcular la tarifa para la generación térmica (la compra de carbón y la venta de electricidad térmica a través del sistema Rotterdam plus), aprueba los programas de inversión para las empresas de energía, distribuye los super beneficios de la fórmula. Rotterdam Plus ”en relación al 50/50 con DTEK.
  8. Las mayores empresas generadoras de energía, PJSC "Centrenergo" y DTEK, compran carbón y gas natural a precios inflados, organizan el retiro de fondos propios (el principal beneficio del esquema) y la quiebra artificial de activos, ocultan los montos reales del beneficio recibido de la aplicación de tarifas (condiciones Los contratos de compra de carbón son información clasificada, las compras se realizan sin competencia).
  9. La empresa de la UCI ("Capital de inversión de Ucrania") controlada por Poroshenko y Pasenyuku compra bonos de DTEC Finance plc., Luego los revende, pasa las pérdidas y ganancias por sí misma y rompe los esquemas de fondos que Poroshenko va a pagar.
  10. NEK "Ukrenergo" establece artificialmente el modo de carga máxima para las unidades de potencia, crea una escasez de energía, lo que aumenta la participación de PJSC "Centrenergo" y DTEK en el suministro total de electricidad a la red.
  11. NAEC Energoatom proporciona orientación sobre las manipulaciones con las unidades de energía de las centrales nucleares (en particular, con la central nuclear Zaporozhye, la más grande en términos de capacidad).
  12. La central nuclear de Zaporizhzhya organiza la inacción artificial de las unidades de potencia 1ª y 2ª, y también aumenta el tiempo de reparación de la 3ª y 4ª.
  13. Oschadbank emite préstamos estatales para subsidiar compañías de energía “no rentables” para prevenir su quiebra ficticia.
  14. SE "Energorynok" acepta la electricidad generada de las empresas generadoras, la distribuye a través de Energoset Holding Company (también conocida como Energomerezha, un monopolista en el campo de la transmisión y venta de electricidad en áreas de concesión de licencias) a representantes comerciales y al público, acumula fondos de consumidores domésticos e industriales de Ucrania. , realiza pagos anticipados de electricidad.
  15. La Compañía Nacional del Carbón (32 minas), las minas de L / DNR y la Federación de Rusia aseguran el funcionamiento de las centrales eléctricas de las compañías de energía suministrando carbón barato desde L / DNR y Rusia.
El bloqueo de Donbass, que resultó en la terminación de los suministros directos de carbón de L / DPR, es el principal requisito previo para la implementación exitosa del esquema Rotterdam Plus.Se sabe que hasta el 90% de los costos de las dos empresas de generación de energía más grandes de Ucrania (DTEK de propiedad privada y Centrenergo del estado) se expresan en la compra de carbón.
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La fórmula introducida por NKREKU a partir de 2016 hace posible comprar legalmente carbón a un precio que se está formando en las bolsas europeas. Al mismo tiempo, el "precio europeo" es mucho más alto que el costo del carbón de Rusia, y más aún el carbón de las minas de Donbass.
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Resolución del Reglamento Nº 289 de la Comisión Nacional de Energía y Energía del 3 de marzo de 2016 sobre el procedimiento para determinar el precio de mercado mayorista de electricidad previsto. En consecuencia, habiendo aislado a Ucrania del carbón de Donetsk y creando artificialmente una grave escasez de electricidad en el país, el esquema inventado por R. Akhmetov y aprobado por P. Poroshenko se convirtió en un extremo.
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Plan de adquisición de carbón para el sistema Rotterdam Plus La esencia del esquema de corrupción a gran escala radica en el hecho de que el estado que asigna el dinero del presupuesto para la compra de carbón para centrales eléctricas en realidad compra carbón ya sea directamente de empresas L / DN, o carbón de Donetsk vendido a Rusia a través de compañías controladas, o antracita rusa a precios que oscilan entre 38 y 77 Dólares (según 2017). Sin embargo, el carbón se suministra a las centrales térmicas del país a un precio de su costo ficticio de alrededor de $ 150 por tonelada, según la tarifa establecida por NKREKU.
El "proyecto" tiene dos centros de beneficio: márgenes de la empresa importadora y la empresa intermediaria.
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El esquema real de las compras ficticias de carbón. A través de empresas offshore falsas a precios de 2017. Al mismo tiempo, las compras de carbón se financiaron a expensas de la población ucraniana mediante el pago de tarifas eléctricas, así como subsidios del presupuesto estatal y de bancos estatales, como Oschadbank y Eximbank.
📷 El costo de la electricidad en las ciudades de Ucrania en 2018 Se realiza un recargo de alrededor de $ 100 por tonelada a través de las empresas de la costa y se establece en las cuentas de numerosas empresas intermediarias (relacionadas con el entorno de Poroshenko), situadas entre el importador de carbón y el consumidor final.
Posteriormente, el super beneficio se distribuye entre los propietarios como un porcentaje de 50/50 DTEK privado y los gerentes del PJSC estatal "Centrenergo" representado por Akhmetov por un lado y Poroshenko, Kononenko por el otro.
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Información sobre las reservas planificadas y reales de carbón en los almacenes de las unidades de PJSC "Centrenergo". Según los cálculos aproximados, el beneficio anual del carbón L / DNR comprado a través de Rusia (o en Rusia) fue de al menos ($ 105-76.9 $ = $ 22.7) × 1.1 millones de toneladas (consulte las estadísticas de aduanas a continuación) = 25 millones de dólares. El costo promedio de una tonelada de carbón Donbass en 2017 es de $ 37.6. El beneficio de la compra de carbón de Donetsk asciende directamente a $ 173.6 millones, mientras que el ingreso total total al trabajar bajo este esquema alcanza los $ 198.6 millones por año.La eficiencia y la rentabilidad del plan están demostradas por las estadísticas de aduanas del Servicio Federal de Aduanas de Rusia y el SFS de Ucrania para 2017. La discrepancia en los datos de 2.1 millones de toneladas de antracita (290%) no corresponde a la máxima subestimación teóricamente explicable de valor y volumen. Se excluye la minimización de los derechos de exportación (no más del 10-15%), ya que Rusia tiene un arancel de exportación de cero en la exportación de carbón, incluyendo antracita.
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El volumen de carbón que extrae L / DNR y se vende a Rusia es de 2,8 millones de toneladas (2,1 millones de toneladas de las cuales se devuelven a Ucrania). Dado que L / DNR son repúblicas no reconocidas y no existen legalmente para el FCS de Rusia, todas las entregas de L / DNR se realizan utilizando entidades legales ucranianas. De lo contrario, el FCS no podrá identificar los productos L / DNR. También es interesante el hecho de que todos estos suministros no se reflejan en las estadísticas de las aduanas ucranianas, ya que Ucrania no controla la frontera entre el DPR y el LPR con Rusia.
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Esquema aproximado de PJSC "Centrenergo"con empresas offshore Pruebas irrefutables del esquema. Según los datos de aduanas de Ucrania para 2017, durante este período Ucrania importó activamente antracita de varios fabricantes de Rusia: Obukhov Mine Management (propiedad de R. Akhmetov), ​​Yuzhtrans, Sibantratsit, Pechora Mining Company. Es característico que estas empresas no tengan contratos de suministro directo. Los titulares de contratos son empresas registradas en alta mar. Por ejemplo, DATORO CORP, Antex Intertrade Ltd, Benecoal International Limited, I-COAL Sp z o.o.
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Entregas de carbón del "departamento de minas de Obukhov"a través de DTEK Trading Es característico que algunas de estas empresas ya hayan logrado "iluminarse" en las investigaciones de los medios sobre el suministro de carbón de Rusia y L / DPR a Ucrania. En particular, el panameño DATORO CORP. Uno de sus directores es el griego Lazoros Leonidis. Un hombre con ese nombre hasta 2016 poseía casi el 20% de las acciones de TAScombank de un hombre de negocios y político ucraniano Sergey Tigipko. La compañía importó antracita de la Federación Rusa en 2016. En 2017, continuaron las entregas. La empresa era titular de un contrato de JSC "Russian Railways Logistics".
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Importación de antracita con la participación de DATORO CORP de la Federación Rusa en 2017 Benecoal International Limited, dirigida por Jeffrey Brown, también es titular de un contrato. Esta persona es el director de Sun Generation Limited, que es propiedad de Igor Morkotonov, socio comercial del jefe del Ministerio de Asuntos Internos de Ucrania, Arsen Avakov. A su vez, Benecoal es el titular de los contratos para el suministro de carbón producido por la empresa minera Pechora. Empresa polaca I-COAL Sp z o.o. También es titular de un contrato de la empresa minera Pechora. La compañía es conocida por competir con la compañía georgiana Sakhnakhshiri GIG Group, que ganó una licitación en 2016 por el suministro de carbón para Centrenergo. En 2017, I-COAL continuó suministrando antracita Pechora a Ucrania.
La historia de ZNPP + NAEK "Energoatom
" Se debe prestar especial atención a la historia de la central nuclear Zaporozhye y, en particular, a la correspondencia en febrero-marzo de 2017 entre el Director del Expert Center LLC Vyacheslav Popov y el asesor del presidente de la Compañía Nacional de Generación de Energía Atómica (NAEK) Energoatom George Balakan.Analiza el esquema de corrupción para obtener beneficios de altos funcionarios y la elite empresarial de Ucrania (Igor Kononenko, Rinat Akhmetov, Yuriy Nedashkovsky, etc.) y personalmente por el Presidente de Ucrania, Petro Poroshenko, a través del programa de adquisición de carbón Rotterdam Plus.
Según George Balakan, el proceso de obtención de beneficios sugirió el cierre de una y una larga reparación de los generadores diésel de otras unidades de potencia de la central nuclear Zaporizhzhya para crear un déficit de energía. Originalmente, estaba previsto arrestar cuentas con fondos para la reparación de unidades de energía, pero por razones de seguridad los conspiradores rechazaron esta decisión.Para reponerlo, se asumió el uso del carbón comprado bajo el esquema “Rotterdam plus” en L / DPR con la mediación de Rinat Akhmetov. Por supuesto, el patrocinio administrativo de todas las acciones se llevó a cabo a través del partido "Petro Poroshenko Bloc" personalmente por el Presidente de Ucrania.
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Gracias a las acciones de Igor Kononenko, se designó a personas leales para ocupar cargos de administración de empresas de energía nuclear, incluida la Empresa Nacional de Energía Atómica (NAEK) Energoatom, que luego retrasó el lanzamiento de las unidades ZNPP.
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La correspondencia señala que Yuriy Nedashkovsky y Oleksandr Shavlakov trabajaron en interés del partido del Bloque Petro Poroshenko. Sus acciones han contribuido a obtener beneficios indebidos en el marco del trabajo sobre el plan de compra de carbón Rotterdam Plus. La cantidad de energía que podría superponerse durante el funcionamiento normal de ZNPP se recuperó mediante el uso de carbón.
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Sobre la base del texto de la correspondencia, la implementación del plan criminal se llevó a cabo en cinco niveles. De particular interés es el hecho de que, a través de sus acciones criminales relacionadas con la reparación de unidades de energía, la administración de ZNPP y Energoatom NAEK en realidad han reducido su vida útil en 10 años. La segunda parte de la carta se refiere al hecho de que la SBU decidió nombrar a los perpetradores.
📷 Uno de los informes menciona la preparación de Yury Nedashkovsky en caso de ser interrogado por los servicios especiales de Ucrania.
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La investigación muestra que el nivel de corrupción en Ucrania ha alcanzado proporciones increíbles. Solo podemos determinar el hecho de que todos los activos de Poroshenko, acumulados como resultado del "trabajo" como presidente, fueron pagados por la población del país. No puede haber dudas sobre la independencia energética de L / DPR y Rusia, o la eliminación de la regulación manual de los precios de la electricidad, ni sobre la actividad excedente equilibrada de las minas estatales, o sobre cómo deshacerse de los problemas de las estaciones de calefacción. Por otro lado, la fórmula de Rotterdam Plus, además de otros planes presidenciales de retiro de dinero, contribuyó al hecho de que nuestro país, junto con la población, se convirtió de nuevo en la risa no solo ante los ojos de otros países sino también de su propio gobierno.
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2018.08.08 13:14 JorgeGilManager 13 Estrategias de Marketing Digital para Instagram que debes utilizar

Estrategias de Marketing Digital para Instagram realmente Ganadoras

Instagram dia a dia se esta convirtiendo en una de las RRSS más potentes de todo el mercado. Con mas de ocho millones de cuentas comerciales registradas Instagram se ha convertido en una RRSS más que contrastada para negocios y para conseguir nuevos clientes.
Alrededor de 80 millones de fotos son subidas diariamente a Instagram por su gran base de usuarios, base que tu negocio no debe perder la oportunidad de aprovechar.
Vale la pena señalar que el 60% de los usuarios de Instagram están entre los 18-24 años. Este grupo demográfico es muy interesante para todas las empresas pero en especial para ellas que quieren crear una audiencia fiable a largo plazo, por este motivo (entre otros) Instagram es tremendamente competitivo, en especial en el mercado anglosajón, sin embargo con una buena estrategia vas a conseguir con total seguridad posicionarte por delante de tu competencia.
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Esta estadística revela que la publicidad de Instagram llego para quedarse. Y como empresa o negocio debes explotarlo cuanto ante pues puede representar una ventaja competitiva abismal respecto a los competidores en tu nicho y en el mercado hispano.
Además de el hecho de que Instagram tiene una base de datos de 700 millones de usuarios, aquí van algunos datos importantes para que consideres el iniciar tus campañas en Instagram cuanto antes.
Como ves, invertir en publicidad en Instagram es una gran forma de obtener visibilidad y rentabilidad, además es un recurso que en el mercado hispano aún es infrautilizado por lo que tienes un gran margen de respuesta.

Estrategias de Marketing Digital para Instagram Ganadoras #3.

Asóciate con Influencers contrastados.

Si realmente deseas llegar a tus clientes potenciales en Instagram entonces debes plantearte el trabajar con Influencers importantes que tengan una base de seguidores que encajen con el perfil de tu cliente ideal.
Al fin y al cabo ellos ya han hecho el trabajo duro, es decir el de crear una audiencia receptiva y fiel que esté dispuesta a escuchar. Con cada vez más personas comprando productos en base a las noticias o recomendaciones que ven en sus RRSS es indispensable asociarse con Influencers cuyos seguidores realmente puedan estar interesados en nuestros productos.
Así que repito, asóciate con influencers con una base de seguidores que encaje con tu cliente ideal y si no sabes que es o como saber cual es tu cliente ideal te invito a que leas el articulo Público Objetivo o Target Group en Marketing: ¿Qué es?
Los influencers de Instagram son usuarios populares que tienen una gran base de seguidores que aceptan sus recomendaciones y responden satisfactoriamente a sus contenidos. Sin embargo, para que tus campañas de promoción con Influencer en Instagram sean realmente rentables asegurate de que el Influencer en cuestión tiene experiencia con tu tipo de producto.
Échale un vistazo al siguiente ejemplo, en donde HP promociona uno de sus concursos mediante un influencer importante en su nicho.
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Olvídate de conseguir ganancias a corto plazo y ventas directas de tu producto con tus campañas. En su lugar, concéntrate en construir una estrategia de marketing a largo plazo con la ayuda de Influencers. Tu objetivo debe ser crear una fuerte conciencia de marca (branding) entre un público que realmente pueda adquirir tus productos en el futuro.

Estrategias de Marketing Digital para Instagram Ganadoras #4.

Promoción cruzada.

Una de las mejores maneras para aumentar el alcance de tus publicaciones y el de tu marca en general es con la promoción cruzada, es decir, promocionar tu Instagram en tus otras RRSS.
Quizas ya tengas seguidores en Facebook, Twitter, LinkedIn u otras, entonces ¿por que no los invitas a seguirte en Instagram también?
Al utilizar esta estrategia vas a conseguir generar mayor exposición para tu contenido y a la vez vas a reducir el coste de producción del mismo..
A continuación quiero compartir un ejemplo de promoción cruzada de la firma de abogados expertos en lesiones Marcus & Mack.
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Dependiendo de tus objetivos en RRSS puedes automatizar tu estrategia de promoción cruzada para que tus contenidos se autopubliquen en otras RRSS automáticamente.
OJO: Se trata de planificar la publicación no de publicar exactamente lo mismo, personaliza cada una de tus publicaciones aunque el contenido sea el mismo, ten en cuenta que dependiendo de la RRSS pueden funcionar mejor unas prácticas u otras (hashtags, menciones, etc)
TIP: Ten siempre en cuenta que presencia tiene tu público objetivo en las RRSS con las que decidas llevar a cabo tu estrategia de promoción cruzada.
En definitiva, cuando utilizas esta estrategia basándola en una buena planificación, esta estrategia consigue potenciar tu visibilidad en múltiples canales y a su vez transmitir una sensación de coherencia y linealidad.

Estrategias de Marketing Digital para Instagram Ganadoras #5.

Estudia los datos correctos.

Conocer el funcionamiento y rendimiento de tu cuenta de Instagram es el primer paso para mejorarla. Cuando sabes lo que estás haciendo y la repercusión que está teniendo y puedes medir estos resultados de forma objetiva, entonces puedes permitirte “experimentar” para mejorar.
Cuando analizas los datos correctos puedes hacerte una idea de cuando tu estrategia está bien encaminada aunque aún no haya dado los resultados esperados en última instancia (es decir, ventas).
En definitiva, es importante que conozcas los datos que son realmente importantes a nivel general para tus publicaciones y campañas en Instagram.

Tasa de crecimiento de Seguidores.

El número de seguidores que tienes puede considerarse como una cantidad subjetiva (por aquello de los seguidores activos y los inactivos). Sin embargo, tu tasa de crecimiento de seguidores no, ¿por qué no?, sencillo, al estudiar tu tasa de crecimiento vas a poder determinar cómo tus contenidos, publicaciones, promociones, etc. están consiguiendo despertar el interés de seguidores activos (al fin y al cabo están siguiendo nuevos perfiles, en este caso, el tuyo 📷)
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Tasa de interacción.

Medir el compromiso de tus seguidores, lo que incluye me gustas o comentarios es vital para saber que tipo de publicaciones funcionan mejor, esta información te dará una idea de que debes cambiar (si es que debes cambiar algo) y que pasos tomar para mejorar tu estrategia. Recuerda fijarte bien en ambas tasas de interacción, es decir la total y por publicación, así te harás una idea más clara del tipo de contenido que tus seguidores consumen.

CTR (Click Through Rate) de URLs en tu perfil.

El seguimiento del CTR que podrás ver en Insights se limita a los enlaces en tu biografía de Instagram. Saber cuántas personas hacen clic y en qué links exactamente te va a permitir ver si tus llamados a la acción para esos enlaces realmente funcionan o incluso conocer qué ubicación para tus enlaces funciona mejor.
Al monitorizar estas estadísticas y otras como por ejemplo crecimiento de hashtags, interacción con hashtags, etc. vas a conseguir promocionar tu negocio de una forma mas eficiente en Instagram pues vas a concentrar tus esfuerzos en lo que tu audiencia realmente consume. No tengas miedo a probar para conseguir aún mejores resultados.
Si no entiendes lo que estas estadísticas significan no dudes en contactar con un experto y contratar sus servicios si es necesario.

Estrategias de Marketing Digital para Instagram Ganadoras #6.

Hashtags si, pero no de cualquier manera.

Todos los negocios que promocionan su marca o su producto conocen el poder de los hashtags, al igual que todos los usuarios de la RRSS. Pero lo cierto es que la clave para el exito con hashtags en Instagram es saber utilizarlos estrategicamente, es decir, no se trata de que incluyas 30 hashtags en tu publicacion (máximo permitido por Instagram). Se trata de que incluyas aquellos que son realmente relevantes y te van a permitir ganar visibilidad.
Debes tener en cuenta dos tipos de hashtags distintos (Si, hay distintos tipos de hashtag :))

1. Hashtags específicos, de marca o campaña:

Los hashtags de campaña son los que creas para promocionar eventos o cualquier otra iniciativa que tenga en marcha, los de marca son los que representan a tu marca comercial directamente, es decir, el nombre de la marca, el eslogan (si es corto y realmente puede ser un hashtag atractivo) y los hashtags especificos son aquellos que creas para que sean únicos y representativos de tu negocio sin que necesariamente sean de marca.
En cualquier caso, asegúrate de tus hashtags sean originales, pegadizos y atractivos (no pongas un exceso de caracteres en el. Visualmente es muy agresivo).
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2. Hashtags de contenido:

Estos hashtags se usan dentro del contenido y tienen que ser relevantes para el. Si bien no tienen que ser los más populares, sí que permiten que tu público encuentre tus contenidos más fácilmente. Estos hashtags, aun cuando puedan parecer simples son fundamentales para la correcta difusión de tu contenido, sin embargo, cuidate de no sobrecargar tus publicaciones y de utilizar los hashtags de contenido en un contexto claro y coherente.

Estrategias de Marketing Digital para Instagram Ganadoras #7.

Crea una Bio para tu perfil realmente buena.

Cuando creas una bio para cualquier perfil comercial, es indispensable conseguir que los demás se lleven una impresión positiva de ti o de tu negocio. Yu biografía de Instagram debe explicar claramente lo que hace tu negocio, el tipo de personalidad que este transmite y contener frases o llamados a la acción para fomentar que los usuarios tomen medidas.
Échale un vistazo a este artículo Las 7 Pautas Indiscutibles Para Crear la Mejor Bio Para Twitter es cierto que no son pautas para Instagram especificamente, sin embargo, estoy convencido de que te será de gran ayuda pues los conceptos que debes aplicar para crear una biografía exitosa son parecidos entre las distintas RRSS.
Además, asegúrate de prestar especial atención a los siguientes aspectos de tu biografía en Instagram.
Dedicarle tiempo a la creación y el cuidado de tu perfil de Instagram va a repercutir enormemente en las interacciones de tu público y en cómo te ven lo que a su vez creará más confianza, no dudes en tomarte todo el tiempo que necesites y en buscar toda la información necesaria para crear un perfil de Instagram ganador.

Estrategias de Marketing Digital para Instagram Ganadoras #8.

Ten una estrategia en Instagram clara.

Tener una estrategia de contenido clara y solida en Instagram (y en cualquier RRSS o blog) es indispensable para tu éxito en esta RRSS. Sin contenido útil y relevante vas a tener mucha dificultad para captar la atención de tu público objetivo, mucho menos para fidelizarlo.
Saber previamente el tipo de contenido que te conviene publicar dependiendo de lo que a tu público le pueda resultar más relevante en un momento u otro es vital.
Si lo que buscas es aumentar la conciencia de tu público respecto a tus productos entonces debes crear contenidos que se centren más en tus productos (no necesariamente vendiendolos).
Si lo que buscas es mostrar el lado más personal de tu empresa o marca. Humanizarla en definitiva entonces plantéate crear contenidos tipo “detras de camaras” para que las personas vean que detrás de la marca siempre hay personas reales.
En cualquier caso y al margen de la estrategia que busques a corto, mediano y largo plazo con tu cuenta de Instagram, ten siempre en cuenta el contenido creado por ti pero también aquel que el usuario puede crear (usa concursos, encuestas, etc.) mediante sus interacciones y opiniones.

Estrategias de Marketing Digital para Instagram Ganadoras #9.

Crea contenido por adelantado.

Uno de los mayores desafíos de muchas empresas es el crear contenido constantemente y publicar ese contenido de forma activa una y otra vez, sin embargo, la constancia en lo que a publicaciones se refiere es indispensable para obtener grandes resultados, de otra manera tus usuarios van a detectar esa intermitencia en tu actividad como irregularidad lo que repercutirá en la imagen que tengan de tu negocio o de tu empresa, hasta el punto de olvidarse de ti.
Una buena manera de evitar esta situación es crear una planificación para su contenido y programar la publicación de este con al menos un mes de antelación, para hacerlo efectivamente ten en cuenta lo siguiente:

Entérate de lo que viene:

Para planear correctamente tu contenido, debes saber que va a suceder en el periodo para el que quieres planificar tus publicaciones, es decir saber el futuro :), no, no necesitas un médium, pero sí es importante que conozcas qué eventos populares o relevantes para tu público van a tener lugar para así poder crear publicaciones en ese contexto.
De modo que si sabes que dentro de un mes habrá elecciones, por ejemplo, quizás puedes crear algún tipo de contenido relacionado que no perjudique a tu marca (Ojo si decides politizar tu marca, pues puedes estar cerrando a un sector amplio de tu público objetivo).

Cuida la edición.

Asegurate de dejar totalmente preparadas tus publicaciones, de esta manera no vas a tener que hacer ediciones de último minuto que al final te generen más trabajo repentino, eso no significa que algunas publicaciones puedan necesitarlo, pero si esta en tu mano, evítalo. De esta manera optimizarás tu tiempo.

Programa tu contenido correctamente.

Utiliza una de las muchas herramientas que hay en el mercado para esta tarea, personalmente te recomiendo Hootsuite pero hay muchas otras herramientas de automatización de RRSS que te pueden resultar útiles.
En definitiva el planificar correctamente y con antelación tu estrategia de marketing te va a permitir prestar atención a otros aspectos diarios de tu estrategia de marketing en Instagram.

Estrategias de Marketing Digital para Instagram Ganadoras #10.

Convierte tu perfil de Instagram en un embudo de ventas.

¿Puedes vender productos a traves de Instagram y ganar dinero?... ¡Desde luego!. de hecho Instagram es una gran plataforma para llevar tu negocio a otro nivel y aumentar tus cifras de venta convirtiendo en un nuevo e innovador canal de distribución. Sin embargo, es importante que tengas en cuenta que Instagram es diferente, por ejemplo, si no estás utilizando Instagram Ads, no vas a poder agregar un enlace a un sitio externo en tus publicaciones.
Para vender en Instagram lo mejor es que te centres en lo que se ha demostrado que funciona, es decir, crear una imagen de marca muy fuerte que conecte con tu público y que les ofrezca una imagen cercana y humana de tu empresa y tu producto. Para conseguirlo debes.

Estar activo diariamente.

Habrá muchos marketer o Community Manager que te digan que no es importante publicar todos los dias en Instagram y es relativamente cierto, sin embargo, es muy importante que todos los dias estes activo, es decir, que interactúen con tus publicaciones; que las comentes, que compartas otras publicaciones, que sigas a otros expertos, etc.
Al estar activo de manera regular, aumentas la posibilidad de que las personas adecuadas detecten tu perfil. Este hecho puede marcar la diferencia, a largo plazo podrás ver que tu actividad constante en Instagram contribuye positivamente a tus distintas estrategias de marketing en Instagram.

Ve más allá de las fotos de producto

Si bien es cierto que no hay problema en publicar imágenes sobre tus productos, debes poner un límite a la cantidad de contenido de este tipo en tu perfil, para saber en donde esta el limite la regla 70-20-10 es perfecta.
Independientemente de tu tipo de negocio tu perfil de Instagram debe contener fotografias que reflejen la esencia e ideologia de tu empresa. Tus publicaciones pueden ayudar a que tu público entienda el punto de vista tuyo y de tu compañia, negocio, marca o producto con el fin de que entiendan todo lo positivo que puedes darles. Por ejemplo, puedes publicar citas inspiradoras con naturaleza de fondo, un tipo de imagen y contenido que transmite salud, paz, compromiso medio ambiental y a su vez aporta un contenido que en rasgos generales tiene más opciones de ser compartido lo que automáticamente aumentará la visibilidad de tu marca.

Publica fotos con personas reales.

Cuando ejecutas un negocio orientado a productos, tienes la oportunidad de mostrar tus productos siendo usados o en interacción con personas reales. Por ejemplo, si vendes bolsos, puedes utilizar fotografías de personas utilizando tus bolsos en lugar de fotografías de los bolsos en sí mismo.
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Los usuarios de Instagram se sienten atraidos por aquellas fotos que parecen naturales y poco fingidas. Al involucrar personas en tus fotografías consigues que tu producto se vea más auténtico, este tipo de fotos también ayuda a transmitir a tu público cómo se siente el llevar tus productos.
Por último, pero no menos importante, no necesitas tener acceso a modelos profesionales para tomar buenas fotografías. Puedes mostrar a personas de a pie utilizando tus productos y sera igual de efectivo pues va a parecer muy genuino.

Estrategias de Marketing Digital para Instagram Ganadoras #11.

Crea concursos en Instagram.

Instagram puede funcionar muy bien como canal de distribución y marketing para prácticamente cualquier negocio, incluido el tuyo, pero recuerda que es necesario que te comprometas con tu público objetivo significativamente, es decir que te comprometas a aportarles valor constantemente tanto con tus productos gratuitos como de pago.
Una forma dinámica de demostrar ese compromiso con ellos es creando a concursos y ofreciendo totalmente gratis contenidos con valor o pruebas de tu producto.
Si bien, cuando se trata de crear concursos en Instagram existe una curva de aprendizaje que se debe tener en cuenta, tampoco se trata de ciencia espacial. Cuando tu concurso consiga ser exitoso vas a beneficiarte de ellos en más de una manera, no solo vas a conseguir aumentar tus seguidores sino que además le vas a dar visibilidad y exposición a tu producto, genial ¿verdad?.
Instagram no tiene ningun tipo de limite de promoción de concursos, lo cual es genial para tu estrategia, la única limitación (o mayor ventaja) es tu imaginación. A continuación te presento tres modalidades de concursos que han probado ser exitosos y que te pueden dar algunas ideas.

Concursos por likes.

En este caso lo único que necesita el usuario para participar en el concurso y tener la oportunidad de ganar es darle “like” a tu foto, eso es todo. Dado que el usuario no tiene que llevar a cabo ninguna acción que implique demasiada atención o esfuerzo para participar, este tipo de concursos es ideal para aumentar el compromiso y la respuesta de los usuarios. Solo dar “me gusta” hace que el concurso sea mucho más ágil, este tipo de concurso puede traerte nuevos seguidores pero no es su objetivo principal.

Concursos por comentarios.

Este concurso es similar al anterior pero como su nombre indica se debe comentar para participar. Este tipo de concursos están muy bien si buscas algún tipo de comentario específico y al mismo tiempo deseas aumentar la participación en tu publicación.

Concursos por fotos.

Si eres un usuario activo en Instagram, seguramente conozcas este tipo de concurso pues es realmente popular en la RRSS, es sencillo, los usuarios deben publicar en su perfil un tipo de foto muy específico y usar un hashtag que represente al concurso. El motivo por el que este tipo de concursos funciona tan bien es porque le da relevancia a tu hashtag y en definitiva a tu marca.
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De cualquier manera, ten en cuenta que dependiendo del concurso el esfuerzo para tu usuario será mayor por lo que la recompensa debe serlo también, si no ofrece un premio que le transmita al usuario que vale la pena participar no vas a conseguir ningún resultado.

Estrategias de Marketing Digital para Instagram Ganadoras #12.

Crea historias de Instagram.

Crear y compartir contenido auténtico es fundamental si quieres que las personas te reconozcan, a ti o a tu negocio. Para conseguir transmitir esa sensación de publicación “genuina y poco planificada, por lo tanto auténtica” es recomendable que utilices las historias de Instagram, es una función similar a la de Snapchat, seguramente la conozcas.
Al utilizar este tipo de publicación (desaparecen 24 horas después) consigues generar la sensación de constante renovación y actualidad que predomina en Instagram, además transmites cercanía y frescura pues no es una función que en el mercado hispano las empresas o negocios usen a menudo.
Las historias de Instagram son una excelente manera de mantener a tus seguidores comprometidos y brindarles un excelente contenido, antiguamente en Instagram solo podías publicar fotos, ahora ha cambiado para volverse mucho más interactivo.
La verdadera pregunta es ¿por qué crear contenido que va a desaparecer en 24 horas?. La respuesta es bastante simple, esta “fecha de caducidad” del contenido consigue transmitir urgencia a los usuarios por lo que toman decisiones como compartir, comentar, etc. mucho más rápido, gracias a las historias de Instagram vas a conseguir que muchas más personas noten tu marca.
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Cuando lo comparas con las fotos en Instagram, las historias son mucho más faciles de crear, lo unico que necesitas es una buena idea y ya esta, realmente no es necesario un exceso de preparación para poner tu historia al alcance de tus seguidores.
Además, un aspecto muy positivo de las historias de Instagram es que gracias a que solo se ven por un tiempo limitado puedes probar distintos tipos de publicación para saber si hay alguna realmente rompedora, todo sin arriesgarte a que esta publicación sea permanente con todo lo negativo que una mala prueba de contenido puede traer para tu marca.

Estrategias de Marketing Digital para Instagram Ganadoras #13.

Construye una base de seguidores fuerte y fiel en Instagram.

Como dueño de tu producto o negocio o incluso como representante de otro producto o negocio, si realmente quieres rentabilizar tu cuenta de Instagram es vital que te centres en fidelizar a tus seguidores y en ampliar la cantidad de seguidores realmente comprometidos con tu marca.
Si tus seguidores no están ansiosos por interactuar con tu contenido nunca veras una rentabilidad real positivo respecto a tu inversión de tiempo y dinero en tu perfil de Instagram. A continuación te dejo algunos tips para que crees y mantengas una comunidad de Instagram comprometida, si quieres saber más sobre cómo ganar dinero con Instagram haz clic en el enlace.

Conoce a tus seguidores

Si no conoces a tu audiencia, nunca sabrás cómo darle lo que quiere y necesita, incluso aunque logres publicar fotografías y videos geniales no vas a conseguir nada si no consigues que tu público objetivo vea tus publicaciones. Por ese motivo debes esforzarte en hacerle preguntas a tu público a fin de conocerlo mejor, de saber que tipo de contenido le gusta, que horas de publicación prefiere, que dias, etc.
Recuerda que cuanto más esfuerzo pongas en conocer a tu audiencia en Instagram (y en general) mejores resultados conseguirás con tu estrategia de marketing digital.

Haz más preguntas

Hacer preguntas a tus seguidores en tus publicaciones funciona muy bien para aumentar la participación de estos, el motivo es muy simple, a las personas les gusta sentirse valorados y escuchados. Concretamente, tus seguidores quieren que de alguna manera tu consideres sus opiniones como importantes, por eso valoran que les preguntes.
Cuando haces las preguntas correctas estas contribuyendo a crear una base de seguidores más atractiva (lo que atrae a nuevo seguidores). es tan sencillo como preguntarles a tus seguidores qué tal su dia o cuales son sus planes más inmediatos (¿Y si haces una encuesta teniendo en cuenta esto?).
También puede funcionar muy bien el que muestres parte de tu entorno a ellos y les pidas una opinión al respecto, en conclusión, de lo que se trata es de que consigas establecer una charla con tus seguidores para así conocerlos mejor, de esta manera le darás un toque humano a tu perfil de Instagram y obtendras información muy valiosa, no te preocupes si al principio no te responden, con el tiempo la cantidad de personas que lo hacen aumentará.

Destaca

Instagram está lleno de marcas, pequeñas y grandes empresas que están deseando promocionarse, por eso es indispensable saber diferenciarse si realmente quieres conseguir grandes resultados en Instagram.
Si eres un blogger de viajes, tal vez podrías compartir consejos de viajes realmente únicos, compartir tus experiencias es una manera realmente buena de diferenciarte principalmente porque nadie conoce tus experiencias como tu mismo.
También es muy recomendable que te plantees compartir consejos útiles todos los días con tu público, en definitiva entre más orientado a la buena información esté tu perfil de Instagram más facil será conectar con tu público y que este te valore a ti, a tu marca y compre tus productos. Se trata en gran medida de aplicar una estrategia de Inbound Marketing a tu cuenta de Instagram.
Y esto es todo por hoy, si realmente te gusto este articulo, si te pareció útil, por favor compártelo, esos 15 segundos son tu mejor gracias :)
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2018.05.21 16:34 jefparis1973 El porqué de mi humilde respaldo a Irene y Pablo.

Le he estando dando vueltas al asunto del chalet, de la hipoteca y del acoso que están sufriendo Pablo Iglesias e Irene Montero. Al inicio de esta polémica consideré una maniobra torpe por parte de los interesados la compra y del mencionado chalet, pese a que ello suene surrealista. ¿Por qué debería importarme la vida privada y honrada de unos políticos que luchan por los derechos de los menos favorecidos? ¿Por qué no pueden estas personas aspirar a una buena vida fuera del martirio siempre y cuando lo hagan honestamente? Pues en un principio, me metí en la cabeza del ciudadano poco lúcido que vota a izquierdas porque se siente identificado con el candidato de turno, porque ha comprendido lo básico del mensaje pero tampoco es que reflexione demasiado y que baila un poco a merced de los medios de comunicación; básicamente y hablando claro, me puse en el papel del necio de a pie. Y desde este punto de vista, me pareció que este tipo de votante no comprendería esta situación y tragaría toda la basura que arrojarían sobre el público, los partidos de derechas generalmente (y los que no lo son tanto también...), así como la mediatización exacerbada y exagerada de los mass media afines a esta ideología, y cuyos intereses dependen de lobbies capitalistas. Recordé, entre otras apariciones, la rueda de prensa en la que Irene Montero metió la pata (hay que decirlo así de claro) con el tema del ático de De Guindos; si no se tienen todos los datos es mejor callarse y si te rebaten tus argumentos, y no te quedan más recursos pues lo ideal es reconocer el error cometido y disculparse; negar lo mencionado e irse no es lo mejor que se puede hacer. Pero quiero atribuir esta desafortunada situación al estado nervioso de Irene por el acoso y la presión sufrida así como a una cierta ingenuidad, que no es reprochable sino que, en mi opinión, revela una personalidad más bien cándida y honesta, poco acostumbrada a estos alborotos (y con razón). Luego comencé a reflexionar más calmadamente sobre el tema y en función de los comunicados de prensa de la pareja: se difundieron muchos datos, yo diría que demasiados, explicando el porqué de la compra, el importe de la hipoteca y su duración, fotos del lugar, detalles de las instalaciones, etc. Con toda esa información llegué a algunas conclusiones que ahora considero que no debería haberme ni tan siquiera planteado, y básicamente me dije: 800€ al mes debe ser más o menos el coste del alquiler de una vivienda en Madrid (y en otras ciudades españolas) en un barrio o zona en dónde le dejen a uno vivir tranquilo (soy actualmente víctima de la convivencia en un barrio popular porque ser humilde no significa siempre tener malos modales y a mi me gusta tener paz y sosiego de los que ahora me veo privado...). Así que el gasto no me pareció desmesurado y el proyecto tampoco pinta ser algo fuera de lo común, que yo también llevaría a cabo si mi situación lo permitiese. Luego llegó esta mañana llegó la noticia de la votación que las bases del partido deberemos llevar a cabo para determinar si tanto Pablo como Irene siguen en sus puestos de responsabilidad, y a priori pensé; ¡Pero cómo nos ponen en esa tesitura! Por una parte mi faceta de estratega me decía que en lo que a marketing se refiere, lo acontecido a sido llevado con mucha torpeza, pues ya sabemos cómo se las gastan los del PP, los de C's y hasta los del PSOE. Ya sabemos que los medios de comunicación son en su mayoría lacayos de importantes interese económicos que tiran de las cuerdas de los políticos y que por lo tanto su labor es la de llevar una campaña continua de acoso y derribo a una incipiente fuerza política que promueve un cambio profundo en la sociedad para reducir, aunque sea un poco las desigualdades que sufren los más humildes. Y sabiendo que están bajo la lupa mediática y conociendo la mala fe de los adversarios políticos, en ocasiones hay que pecar de prudente y mantener la imagen idealizada por algunos, en detrimento de su propia comodidad y bienestar; esto es duro, pero por desgracia, para sacar del poder a todos estos corruptos y malhechores públicos, hay que hacer algunos sacrificios, al menos hasta conseguir alcanzar una cierta posición de poder desde la que ya por fin se pueda ayudar a la gente de a pie. Por otro lado mi faceta humanista me hizo pensar sobre el devenir de la incipiente familia que quiere formar la pareja y su derecho a una vida digna y a poder ser cómoda; ¿Porqué negar a los demás lo que uno desearía para sí? También pensé en lo que comentaban algunas personas, en esta misma "Plaza Podemos", sobre las incoherencias entre el discurso político de Irene y Pablo y luego su modo de vida; que si tener una piscina no es ecológico (al menos con las políticas energéticas actuales), que si uno llega a cierta iluminación desde la sobriedad, he leído citas brillantes de Rousseau expuestas por los participantes de este foro y no ha faltado la comparación el ex-presidente de Uruguay (al cual admiro particularmente) y su vida austera y consecuente. Entonces, en medio de esta vorágine, miré un poco más a mi alrededor y me cuestioné sobre mi forma de ser y de pensar, que no siempre son coherentes: soy ecologista y miembro de Greenpeace, pero sigo utilizando un coche de gasolina porque de momento no puedo comprarme uno eléctrico y menos aún recargarlo en este país de forma gratuita (no como en Suecia por ejemplo). También viajo en avión porque tengo familiares que viven lejos y con el ritmo de vida al que estamos sometidos no me queda otra forma de ir a visitarlos en un periodo de tiempo razonable. Recordé también mi simpatía por la facción anticapitalista de Podemos pero al fin y al cabo sigo siendo un consumidor, que se esfuerza, eso sí, por ser responsable aunque no siempre puedo o quiero. Sin embargo sí que separo la basura para reducir la contaminación, intento no malgastar energía ni agua, me esfuerzo por comprar sólo lo que necesito y de marcas comprometidas socialmente. Y así con un largo etcétera; con esto quiero decir que pese a mis buenas intenciones y pensamientos constructivos, no siempre me es posible tener una conducta intachable y acorde con estos ideales, ya sea por comodidad o por fuerza mayor; pero no dejo de vivir por ello. Es cierto que yo no soy un personaje público y que no represento una corriente política, pero aún así me siento comprometido en dar ejemplo pese a no lograrlo siempre: es un hecho que tengo que asumir a mi pesar. Luego, esta misma mañana encendí el televisor y recordé que había escuchado que en breve iban a cancelar el programa de "Las Mañanas de Cuatro" (creo que se llama así), un programa aún lo bastante crítico con el poder como para molestar en vísperas de elecciones, así que puse ese canal recordando también la defenestración de Cintora y su posterior "rehabilitación". Durante dicho programa salió, como no, otra vez el tema del chalet de Irene y Pablo, con algunos comentarios bastante acertados sobre cómo se trató a los dirigentes socialistas cuando enseñaron su auténtico ser y los intereses económicos que realmente perseguían, en comparación con el trato a Irene y Pablo. También se habló del incumplimiento de la Ley de Memoria Histórica, con una multitud de fascistas de este país manifestando su dudosa ideología en actos públicos. Se mencionó las curiosas agendas de los ministros del PP que siempre acaban en actos en las localidades donde viven y cuyo coste asumimos los contribuyentes y así unas cuantas patadas más en mi dignidad. También recordé algunos comentarios de Eduardo Inda sobre la camaradería entre periodistas y afinidades entre programas y medios que me revolvieron un poco más las tripas. Bien pues después de todo esto sopesé los errores casi triviales cometidos por Irene Montero y Pablo Iglesias en materia de imagen y comunicación, y los comparé con el estercolero en el que vivimos, y del que esta pareja, junto a muchos más, intentan sacarnos. He visto el peligro que corremos si al final cedemos ante la presión mediática y a los razonamientos “simples”, motivados por cierta envidia y poco espíritu autocrítico. Si al final cesamos a Irene y Pablo, pues les habremos dado la razón a todos los hipócritas de derechas que hoy señalan con el dedo una compra lícita y un deseo de llevar una vida familiar digna, mientras ellos siguen expoliando las arcas del Estado, mientras nos siguen robando descaradamente con sus contratos blindados a empresarios amigos. Mientras siguen destruyendo el ecosistema con sus políticas energéticas sectarias por mera codicia. Mientras se financian ilegalmente y utilizan la radio y televisión pública en su beneficio con una actitud que recuerda regímenes totalitarios de otras épocas (o no). Mientras algunos ciudadanos alquilan balcones para dormir o lo hacen en calle, los españoles seguimos manteniendo una monarquía que negocia con dictaduras y estados que colaboran con terroristas o que son participes de conflictos vergonzosos y sanguinarios. Seguimos pagando por una electricidad, unas energías que deberían ser gratuitas; ¡Hay campos de paneles solares en Inglaterra mientras en la Comunidad Valenciana no se ve ni uno! Se encarcelan a personas por las letras de sus canciones, por sus comentarios en alguna que otra red social mientras algunos otros se explayan en sus comentarios fuera de lugar y generalmente de índole fascista… Mientras tanto se está destruyendo el sistema de Sanidad Pública y Educacional, reservando el derecho a vivir y a aprender a los adinerados y poderosos. Mientras se está desmantelando el sistema de pensiones de nuestro país al tiempo algunos se envuelven en la bandera española y claman ser patriotas sin importarles el futuro de su pueblo. Y así una larga lista que sinceramente estoy harto de recordar. Y por otro lado me encuentro con el caso del chalet de Irene y Pablo, y miro toda la basura que el actual sistema me hace tragar día sí, y día también; ¿Y tengo que vilipendiar a una pareja por querer formar un hogar? Pues la respuesta es ¡NO! Así que voy a votar por la permanencia de Irene Montero y Pablo Iglesias en sus funciones, porque me quieren vender que un error de imagen es peor que toda la corrupción que me asfixia a diario.
Un abrazo y mi respaldo para Irene y pablo.
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2018.04.19 16:53 mudejar NO HAY CONFUSION POSIBLE: LA CLAVE POLITICA ESTA MUY CLARA EN EL FAMOSO BORRADOR(?) DE BESCANSA (Y ERREJON?) (PARTE I )

Los medios y las personas interesados en poner los debates al nivel del programa de Ana Rosa Quintana,han colocado el acento en todos los detalles menores: como se filtró el documento,en si se trataba de un borrador o si en las conversaciones previas Errejón solo planteó una oferta de vicecandidata a Bescansa.....nada que pueda interesar seriamente a los inscritos en Podemos o militantes de las confluencias. El verdadero disparate político está en el propio texto, muy claro, a la vista de todos y debe ser a mi juicio concienzudamente analizado por la dirección y las bases para tomar las decisiones que correspondan.
EL CONTENIDO DEL DOCUMENTO:
Los errores de bulto del análisis de la situación comienza en la cabecera introductoria. De forma nítida se parte de las elecciones del 26J de 2016 para proponer un punto de inflexión de una deriva política a la baja, un praxis política errónea que llega a nuestros días y de la cual, explícitamente, unos párrafos mas abajo se acusa a la Dirección estatal de Podemos. Nada mas lejos de un análisis objetivo. Se oculta deliberadamente que la campaña del 26 J fue diseñada por Íñigo Errejón y la parada en seco del crecimiento electoral se debió más a la penosa escena de Pablo Iglesias, impostando en el debate de los candidatos un " Pedro nosotros no somos el enemigo", que resumía la renuncia a una labor de pedagogía política hacia las clases trabajadores de quienes( PP,PSOE,Cs,PD Cat, CCOO y UGT) estaban remando a favor de la restauración borbónica y el IBEX, contra los deseos de cambio expresados en el estallido del 15M. Otros falseamientos de la realidad no pueden ocultar hacia donde se dirige el análisis.Se afirma que la crisis de Estado con Catalunya ha borrado de las agendas los necesarios cambios sociales y políticos,eludiendo la verdad. Y es que la crisis de Estado con Catalunya comenzó años antes, cuando a instancias del PP y con el apoyo del PSOE, el Tribunal Constitucional impuso de manera ilegal e ilegítima un recorte radical al estatuto de Autonomía que previamente habían aprobado las Cortes Españolas y el Parlamento Catalán, representantes democráticos de de la soberanía popular y por ello situados por encima de la Constitución, del Gobierno y de la Monarquía. Todo lo que ha venido después es la consecuencia natural de aquellos acontecimientos.Se obvia lo que para cualquier analista no ideologizado,la movilización masiva del 1/O se debió tanto al rechazo de la población ( no hablo de los dirigentes políticos del procés) de las políticas de recentralización de los Partidos Estatalesy su ataque a las Autonomías, como al profundo malestar social larvado y generado por las políticas neoliberales implementadas por el PP y los llamados partidos Constitucionalistas. La ausencia de pedagogía en la población trabajadora (llamemos así al conglomerados de clases y sectores sociales potenciales impulsores del cambio) de un relato distinto a la pretendida recuperación económica, es otros de los factores clave que no aparecen en los análisis del documento. Y no es una ausencia menor. Parece que se ha comprado el relato del cambio para hablar solo de la corrupción, cuando la corrupción es inherente al proceso de salida de la crisis y no su causa. Se ha dejado creer a los sectores mas golpeados por esta fase del neoliberalismo que tarde o temprano los beneficios de la recuperación les acabarán alcanzando. No se ha dicho con claridad que la desposesión de millones de trabajadores no es una coyuntura, sino el destino del proceso neoliberal. La ausencia de este relato y la moderación de las demandas sociales, son la verdadera razón de la atonía que comenzó con el fiasco del 26 J. Se dice en el documento que Podemos está hoy en una periferia política (una alusión al infierno de la marginalidad),obviando que este proceso es el resultado del progresivo descafeinamiento de las reivindicaciones en defensa de los desposeídos ( renta básica universal, recuperación de los derechos laborales, blindaje de pensiones, revisión de la deuda, devolución de los créditos a la banca etc). ¿No da que pensar que el crecimiento exponencial de podemos en sus inicios tenga que ver con la radicalidad ( en el sentido de la rotundidad) de sus compromisos con los castigados de la crisis? Vista la preocupación de los autores del documento por las clases medias ¿ No será que precisamente la rebaja de firmeza del compromiso con los mas desposeídos y la política de contemporización con las élites del PSOE la que ha hecho dudar a las clases medias de la solución democrática a la crisis del estado y el flirteo actual de esta "clase social" con Cs?. Dice mas adelante el documento que las citas electorales de 2019 son un espacio de "competición". Falso. No es una competición para lo que hay que preparar a la militancia y a la gente , sino para una confrontación, y esta confrontación en el terreno electoral no es el espacio, sino uno de los espacios en los que va a continuar esta confrontación.El uso de estos conceptos no es ingenuo ni casual. No hay carrera electoral, hay un territorio de lucha frontal en el plano electoral y decenas de otros territorios organizativos ( sindicatos, asociaciones,etc) donde la guerra, como dijo el multimillonario Soros, se sigue librando y la vamos perdiendo.
II PARTE: ACUERDOS DE LOS CANDIDATOS
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2017.09.15 12:09 racortmen Desfascistizar la simiocracia en Caspaña, también llamada Españistan.

Desfascistizar la democracia en España.
http://www.diariodemallorca.es/opinion/2014/10/15/desfascistizar-democracia-caspana/968875.html#.WvF3wthS50i6arI
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La democracia en Caspaña ( Antoni Aguiló )
Caspaña es un reino naranjero del sur de Europa donde la Virgen del Rocío intercede en la salida de la crisis (Fátima Báñez), los jóvenes emigran por su "impulso aventurero" (Marina del Corral) y princesitas de ocho años tienen derecho a sustanciosos sueldos públicos. Entre otros logros, tiene el mérito de pasear por el mundo una de las marcas europeas líderes en paro juvenil, fracaso escolar, hambre infantil y desahucios, así como de haber registrado el primer contagio por ébola fuera de África.
Caspaña tiene una historia reciente atravesada por dictaduras y cuartelazos. La cultura de la Transición enseña que entre 1977 y 1978 el país experimentó el tránsito a un régimen democrático, transformándose en una monarquía parlamentaria basada en la Constitución y la legitimidad ciudadana.
Sin embargo, la memoria oficial de la Transición olvida que el régimen de 1978 estableció una continuidad renovada con el fascismo. Hubo continuidad en determinadas costumbres y formas de tomar decisiones que nos legaron un régimen que metafóricamente puede llamarse fascismo electoral: un sistema de democracia representativa normalizado con partidos políticos y elecciones formales pero controlado por élites políticas y económicas para impedir el poder popular y llevar a cabo políticas de masacre social favorables a sus intereses: destrucción de la sanidad pública, mercantilización de la educación, privatización de la justicia, etc.
El fascismo electoral reviste formas muy distintas, pero en la Caspaña actual sus principales expresiones son:
Democracia electoral de bajísima intensidad
¿Por qué hasta hace poco el PP se empeñaba en convertir las elecciones municipales en un arma para liquidar el pluralismo político? ¿Cómo es posible que Susana Díaz gobierne en Andalucía sin el aval de las urnas? ¿Por qué el PSOE, que reivindica sus "hondas raíces republicanas", impide en sede parlamentaria un referéndum (ni siquiera consultivo) sobre la forma de Estado? La crisis ha dejado al descubierto la falsa democracia en la que vivimos: un régimen constitucional sin redistribución ni participación, que suprime derechos, donde la mayoría de los electos representa los intereses de las élites que mandan en el país, represivo y saturado de corrupción. Más de tres décadas de vigencia constitucional no sólo no han servido para garantizar derechos económicos y sociales esenciales como el trabajo, sino que además se han recortado y deteriorado.
Constitucionalismo desde arriba
La Transición nos legó una Constitución con una monarquía ligada a la dictadura y no sometida a la soberanía popular; con descendientes de las oligarquías franquistas y grupos afines en instituciones del Estado, consejos de Administración de grandes empresas, el poder judicial, etc.; con pactos de silencio para mantener cerradas viejas heridas históricas y no reconocer los horrores de la Guerra Civil; con un sistema político que contenía el germen de la degradación democrática que padecemos: representantes irrevocables, un sistema electoral tendente al bipartidismo, referéndums no vinculantes, rechazo del mandato imperativo, partidocracia, limitación de mecanismos de democracia directa, dogma de la "indisoluble unidad de la nación española", etc.
Suspensión constitucional
En la práctica, el fascismo electoral ha creado, por una parte, zonas de suspensión constitucional convirtiendo el articulado social de la Carta en letra muerta y, por otra, zonas de hipertrofia constitucional en lo que se refiere a la soberanía de los mercados. La reforma exprés del artículo 135, pactada con nocturnidad por el PP y el PSOE, significó un nuevo impulso del sistema neoliberal y deudocrático imperante, así como la sustitución de un régimen representativo basado en elecciones libres por una democracia tutelada en la que ambos partidos se comprometieron a adoptar la política de recortes como norma suprema.
Tutelaje bipartidista
El bipartidismo monárquico, que ha servido para fijar límites al progreso democrático y dar continuidad a los intereses del fascismo electoral, respondía a la aspiración franquista de que todo quedara "atado y bien atado". El turnismo PP-PSOE ha permitido tutelar un sistema para el que votar cada cuatro años es suficiente para hablar de democracia, convirtiendo lo electoral en una cárcel bipartidista que genera la ilusión gatopardiana de votar para que todo siga igual.
Las citas electorales de los próximos meses nos brindan una oportunidad histórica para combatir el fascismo electoral y sus expresiones. Desfascistizar la democracia quiere decir, en sentido amplio, situar la soberanía popular por encima de las fuerzas que desde tiempos remotos han gobernado el país: la oligarquía capitalista, la monarquía, el militarismo golpista y los altos estamentos eclesiásticos. Significa aprender la democracia más allá de las urnas, luchar contra su embrutecimiento diario, poner el campo institucional y electoral al servicio de las dinámicas de autoorganización popular y movilización social; y es, sobre todo, crear una cultura política que enfrente las nuevas formas de colonización, concentración de poderes y empobrecimiento con un programa audaz y renovado: democratizar, descolonizar y desmercantilizar.
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"ESPAÑISTAN, de la Burbuja Inmobiliaria a la Crisis by Aleix Salo"*
https://www.youtube.com/watch?v=WcbKHPBL5G8&feature=email
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''SIMIOCRACIA, o estamos gobernados por inútiles''
http://www.20minutos.es/noticia/1364255/0/simiocracia/nuevo-video/aleix-salo/
SIMIOCRACIA
http://www.youtube.com/watch?v=TfRSfF296js
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Por que Madrid tiene la deuda que tiene? gracias a Ruiz Gallardón, el hombre que amaba no a los caballos sino a las obras.
https://www.youtube.com/watch?v=fVzUo-JZkkA
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2017.08.15 01:39 metalcyborgkiller Algunas consideraciones al artículo de Juan Carlos Monedero sobre Venezuela realizadas por nuestro compañero de Podemos Jose Manuel González

Jose Manuel González 1 h ·
IMPERDIBLE ARTICULO DE JUAN CARLOS MONEDERO QUE SUSCRIBO EN CASI SU TOTALIDAD Y AL QUE APORTO ALGUNAS CONSIDERACIONES QUE CONSIDERO NECESARIAS Y QUE COMPARTO CON USTEDES
Muy buen artículo de Juan Carlos Monedero que por supuesto tiene más repercusión mediática ( por su prestigio intelectual y político) que lo que yo vengo escribiendo de una forma más modesta en todos los muros y redes en Defensa de la Revolución Bolivariana.
Por supuesto que mis lectores habituales en las redes, no pertenecen a ese sector de nuestro pueblo al que reiteradamente fustiga Monedero con:" hay gente que les cree" en este artículo.
Algunos (por lo informado que os tengo sobre Venezuela) pensareis que algunas apreciaciones se las he dictado yo😂😂😂 nada de eso, son simples coincidencias que demuestran (que al igual que yo), Juan Carlos tiene una magnífica y directa información sobre este tema.
Incluso viene exponiendo lo que nos jugamos los pueblos en Venezuela (y al igual que yo) compara la guerra mediática con la España del 36 y con el chile del 73
POR ESO QUIERO APORTAR ALGUNAS PUNTUALIZACIONES QUE CREO NECESARIAS Y ALGUNAS DISCREPANCIAS, (DESDE MI CARIÑO Y ADMIRACIÓN AL COMPAÑERO) A ESTE MAGNIFICO ARTICULO, QUE SUSCRIBO CASI EN SU TOTALIDAD Y QUE COMPARTO CON USTEDES
A estas 11 tesis que expone Juan Carlos Monedero en este imperdible artículo, creo (desde mi punto de vista) que le ha faltado aclarar algunos temas suficientemente y que no ha abordado quizás por no hacerlo demasiado largo.
Por esto desde mi modesta opinión, quiero puntualizar alguna cosas (a modo de complemento a este artículo) así como algunas pequeñas discrepancias desde mi respeto y admiración por mi compañero en Podemos.
Para ello voy a abordar punto por punto, algunas de sus tesis y mi aportaciones a estas:
En la tesis número 3 escribe Monedero:
"Maduro heredò...tras la caida de los precios de petroleo...."
Pienso que está caída, forma parte de la guerra económica desatada contra Venezuela y fue provocada por el imperio yanky ,lo mismo que provocó la caída del cobre, durante el gobierno de Salvador Allende y esta vez lo hizo (como siempre) utilizando a Arabia Saudita como "esquirol" que se lanzó a aumentar la producción de "motus propio"violando los acuerdos de la OPEP.
También creo que a estas alturas no cabe referirse a : "....la muerte de Chavez".... sino a la desaparición de Chávez, ya que hoy existen numerosas e irrefutables sospechas de que fue asesinado por el imperio y fundamento esta apreciación en las siguientes preguntas:
¿ Es casual que se desataran al mismo tiempo numerosos cánceres en presidentes de gobiernos progresistas de América Latina, tales como en Hugo Chavez (este según los médicos cubanos que le trataron fue extrañamente galopante) en ell presidente de Brasil: Luis Ignacio Lula, en el de Paraguay: Fernando Lugo, o en la presidenta de Argentina: Cristina Fernández de Kirchner?
Está última llego a declarar, que al farmacéutico al que ella solía acudir, le habían llamado desde la embajada yanqui en Buenos Aires para ver qué tratamiento estaba siguiendo.
¿Porque cuando la delegación de Chávez acude a la Asamblea General de Naciones Unidas,en el aeropuerto de Nueva York, le retuvieron dentro del avión presidencial a toda su delegación dejando bajar solo a el y ni siquiera a su médico personal?
¿Porque el edecán personal de Hugo Chávez, vive como testigo protegido en Estados Unidos???
Creo que cuando escribe: "se debilitó el lazo con Estados Unidos creándose la Unasur y la CELAC".... debería haber mencionado también a Petrocaribe, CARICOM y la que más le dolió al imperio (según mi punto de vista) La Alternativa Bolivariana para las Américas (ALBA) integrada por los gobiernos mas revolucionarios y antiimperialistas del continente y la prueba está en que el primer golpe de Estado qué programa el imperio bajo la presidencia de Obama, fue en Honduras contra el presidente Mel Zelaya, para que este país abandonase el ALBA.
En la tesis número 4,Juan Carlos Monedero dice: " ...las importaciones, los dólares preferenciales o las dificultades para frenar la corrupción, que desembocan en el desabastecimiento..."
Pienso que además de éstas, la principal causa del desabastecimiento (desde mi punto de vista),es la brutal guerra económica a qué sigue sometida Venezuela, por lo tanto creo, que debería de haber citado, que una de las causas del alza de los precios, es el acaparamiento por parte de las empresas distribuidoras,como por ejemplo: La POLAR (la mayor distribuidora en Venezuela),pues no debemos olvidar, que gracias a la inteligencia Popular Bolivariana, se descubrieron varios galpones(almacenes) clandestinos en todo el territorio, con varias toneladas de alimentos y otros artículos de primera necesidad, y todos sabemos que una ley básica del comercio, es que la escasez de productos,conlleva al alza de los precios.
Por otra parte, lo mismo que cita algunos ejemplos de problemas "mal resueltos por Maduro"....., creo que hay que citar también, los aciertos de éste en esta guerra económica, como:
La creación de los Comités locales de abastecimiento y producción (CLAP) qué es una medida revolucionaria, basada en el trabajo de las comunas, que producen y distribuyen sus productos entre el pueblo y entre las que debemos destacar: el CLAP pesquero, qué ya en 2016 distribuyó más de 650 toneladas de pescado en el país, o los CLAP textiles, que se encargan de confeccionar uniformes escolares o los agrícolas etc.
O el cierre de la frontera con Colombia, (que se vio obligado a abrir por presión del gobierno de ese país y en aras de buena convivencia y vecindad)que desde mi punto de vista se debía de haber mantenido hasta hoy, para evitar el sangrado económico de Venezuela por la especulación y el contrabando de las mafias pagadas por las distribuidoras de gasolina Colombianas, llevándose esta de Venezuela a bajo precio con fines especulativos.
En cuanto lo que escribe: "Maduro supo reeditar el acuerdo "Cívico-militar"..... "y que es la existencia de Estados Unidos como Imperio es lo que ha construido el Ejército venezolano"...
Aquí discrepo de mi amigo Juan Carlos Monedero, porque otros países del continente han sufrido más agresiones de Estados Unidos (a lo largo de su historia) qué Venezuela y sus ejércitos continúan siendo de extracción elitista y proclives al golpismo, solo en Bolivia (en el siglo XX) hubo 56 golpes de estado y en Brasil 10 por poner algunos ejemplos.
Para mí la diferencia (como ya he escrito varias veces) entre el Ejército Bolivariano y los demás ejércitos de América Latina, estriba en que éste es el único que no ha pasado por las Escuelas de las Américas de Panamá, dónde los Yankees (con asesores de la Alemania nazi) instruían a cuadros militares del continente en el golpismo,en la lucha contrainsurgente, en las torturas, asesinatos y desapariciones de líderes sociales. Ejemplo el asesinato del Che.
Además la mayoría de los cuadros del Ejército Bolivariano, no proceden de élites oligárquicas o burguesas, como los del resto del continente y la es que Hugo Chávez era hijo de maestros de escuela y el traidor Raul Baduel (ex-general) hijo de un betunero.
En cuanto lo que dice Juan Carlos Monedero:
" y por eso es aún más patético escuchar al demócrata Felipe González pedir a los militares venezolanos que de un golpe contra el gobierno de Nicolás Maduro"
Yo digo que eso es coherencia política pues a los que le conocemos bien (desde que estaba estudiando Derecho) no nos ha engañado nunca
Ya que este elemento como agente de la CIA, desde que lo captaron para organizar el Congreso de Suresnes, y es un peón fundamental de la estrategia que esta agencia Norteamericana diseñe contra cualquier gobierno progresista o revolucionario, por eso desde siempre ha jugado y juega un papel beligerante contra la Revolución Bolivariana por eso recientemente (quizás por orden de la CIA) obtuvo la nacionalidad colombiana y por eso esto lo oculta la falsimedia española. (leer: “La CIA en España” de Grimaldo o “Soberanos e intervenidos” de Joan Garcés).
En cuanto a la tesis número 5
Ya escribí antes,que desde mi punto de vista, el hundimiento de los precios del petróleo forma parte de la estrategia imperial en la guerra económica contra Venezuela.
Y ahora añado, que el haber frenado la caída de estos precios y el repute de los mismos, es también un logro de Nicolás Maduro en la reunión que mantuvo en mayo de este año con la OPEP, pues èste llevaba la propuesta de recortar la producción para mantener estabilizados los precios del Petroleo, propuesta aprobada por un tiempo y con la oposición (como siempre de Arabia Saudita) recuerdo a tal efecto una reunión de la OPEP donde casi llegan a las manos Hugo Chávez y el monarca saudì, cuando el primero propuso que el dólar dejase de ser la moneda de transacción petrolera.
Respecto a la tesis numero 7
Suscribo todo lo escrito por Monedero, pero creo que es necesario puntualizar, que la estrategia imperial para invadir Venezuela, sigue al pie de la letra las directrices del senador de Estados Unidos y ponente del Plan Colombia Paul Coverdell quien dijo: "que para controlar a Venezuela, es indispensable ocupar militarmente a Colombia".
Y cuyo resultado fue la instalación en ese país siete bases norteamericanas.
Por eso recientemente el director de la CIA Michael Richard Pompeo, reveló recientemente la realización de una serie de reuniones con Colombia y México para evaluar las maniobras que supuestamente serán aplicadas desde estas naciones para “lograr un mejor resultado” con el fin de lograr un cambio de gobierno en Venezuela.
Y como he manifestado en varias ocasiones,creo que los acuerdos de paz con las FARC forman parte de esta estrategia imperial contra la revolución bolivariana.
Y fundamento esta apreciación personal en las siguientes preguntas:
¿Cómo explicar que tras mas de 50 años de lucha revolucionaria en Colombia (y donde siempre se abortò por parte de los distintos gobiernos, todos los acuerdos de paz con las FARC) ahora un oligarca como Juan Manuel Santos,que fue ministro de defensa de Uribe Vélez,que bombardeó una zona de Ecuador (sin consultar a Rafael Correa) para asesinar al dirigente de las FARC Raúl Reyes y que incursionó también en Venezuela (sin permiso de Chávez) para detener al también dirigente de las FARC Rodrigo Granda (lo que ocasionó un incidente grave con estos gobiernos) para entregárselo a los Yankees, haya conseguido este acuerdo, aún habiendo perdido el referéndum sobre los acuerdos de Paz ?
¿ Por qué tanta prisa?
Pienso qué Santos, no actúa de "motus propio" pues los gobiernos colombianos, siempre cumplen órdenes imperiales, por eso (desde mi punto de vista) para una posible invasión de Venezuela desde territorio colombiano, era urgente y necesario neutralizar a los insurgentes colombianos.
¿Es ajena la CIA a que las FARC haya aceptado el desarme unilateralmente, sin que también se hayan desarmados los paramilitares colombianos?
Mi conclusión es que Nicolás Maduro tras múltiples intentos de diálogo con la oposición que no fructificaban por la división de ésta, ha tenido una visión política tremenda cuando decidió en aras de la Facultad de que le otorgaba el artículo 348 de la Constitución, la convocatoria de una Asamblea Nacional Constituyente ante el desacato de la mayoría opositora en la Asamblea Nacional.
Y llegados a este punto, considero que es necesario explicar qué es la Asamblea Nacional Constituyente en Venezuela, para ello transcribo literalmente, los artículos referentes a este tema, del ejemplar que figura en mi poder, (regalado y firmado por Hugo Chávez cuando estuvo en Madrid) de la actual Constitución de la República Bolivariana de Venezuela:
Capítulo III. De la Asamblea Nacional Constituyente
Artículo 347. EL pueblo de Venezuela es el depositario del poder constituyente originario. En ejercicio de dicho poder, puede convocar una Asamblea Nacional Constituyente con el objeto de transformar el Estado, crear un nuevo ordenamiento jurídico y redactar una nueva Constitución.
Artículo 348.La iniciativa de la convocatoria de la Asamblea Nacional Constituyente podrán tomarla el Presidente o Presidenta de la República en Consejo de Ministros; la Asamblea Nacional mediante acuerdo de las dos terceras partes de sus integrantes; los Consejos Municipales en cabildos, mediante voto de las dos terceras partes de los mismos; o el quince por ciento de los electores inscritos y electoras inscritas en el Registro Civil y Electoral.
Artículo 349. El Presidente o Presidenta de la República, no podrá objetar la nueva Constitución.
Los poderes constituidos no podrán en forma alguna impedir las decisiones de la Asamblea Nacional Constituyente.
Una vez promulgada la nueva Constitución, esta se publicará en la Gaceta Oficial de la República Bolivariana de Venezuela o en la Gaceta de la Asamblea Nacional Constituyente.
Artículo 350. El pueblo de Venezuela, fiel a su tradición republicana, a su lucha por la independencia, la paz y la libertad, desconocerá cualquier régimen legislación y autoridad que contraríe los valores, principios y garantías democráticos o menoscabe sus derechos humanos.
La recién electa Asamblea Nacional Constituyente,la conforman actualmente 538 miembros que según las bases comiciales publicadas por Consejo Nacional Electoral (CNE) 364 constituyentes serán territoriales, ocho indígenas y 173 miembros sectoriales: estudiantes (24), campesinos y pescadores (8), empresarios (5), personas con discapacidad (5), pensionados (28), consejos comunales (24) y trabajadores (79).
En la sesión inagural de la ANC el 4 de Agosto,Nicolás Maduro en aras de sus funciones como presidente, propuso a ésta como objetivos programáticos los siguientes temas de trabajo:
Reafirmar los valores de la justicia, ganar la paz y aislar a los violentos en una constituyente para la paz.
Ampliar el sistema económico venezolano para dejar un sistema económico post petrolero.
Constitucionalizar las misiones y grandes misiones creadas por Hugo Rafael Chavez Frias
La justicia, el sistema judicial y penitenciario, la guerra contra la impunidad, el terrorismo, el narcotráfico. Aumentar las penas para una justicia severa.
Constitucionalizar las comunas y los consejos comunales para llevarlos al rango constitucional más alto por ser nuevas formas de la democracia participativa y protagónica.
La defensa de la soberanía nacional y el rechazo al intervencionismo.
Nueva espiritualidad cultural y venezolanidad, el carácter pluricultural y la identidad cultural.
Derechos y deberes sociales, educativos y culturales de la juventud venezolana.
El cambio climático, el calentamiento global y la sobrevivencia de la especie en el planeta.
Tras la Constitución de la Asamblea Nacional Constituyente (que incluso trabajó el domingo 6 de agosto) esta se ha marcado dos objetivos urgentes y prioritarios, el primero reemplazar en el cargo (por el que era Defensor del Pueblo Tarek William Saab) a la fiscal general Luisa Ortega, a la que se le ha prohibido salir del país, por el proceso abierto contra ella por sus casos de corrupción y que en connivencia con el imperio, era el tapón que impedía abrir procesos judiciales contra los responsables de 167 asesinatos víctimas de las “guarimbas”(terrorismo) desde el 6 de abril hasta el 4 de Agosto y que ya está dando resultados efectivos,con la reciente detención de los asaltantes del fuerte Paramacay en el estado de Carabobo y por ahora se acabaron las “guarimbas”,en el momento que ha desaparecido la protección de inmunidad que de hecho recibían de la fiscal general.
Y el segundo objetivo es detener y quizás acusados de crímenes de lesa humanidad a los especuladores que están acaparando y especulando con los precios y que al día siguiente del triunfo del pueblo en la elección de la Asamblea Nacional Constituyente, triplicaron los precios de algunos artículos de primera necesidad como “castigo al pueblo por su “osadia”de darle a la ANC mas de ocho millones de votos”.
Tras estos objetivos prioritarios elaborarán un proyecto de modificación de la Constitución actual para mejorarla en favor de los más desfavorecidos y posiblemente incluir temas que no recogia la del 2000.
Y sí ya de por si la Constitución del 2000, era considerada una de las mejores del mundo, recordemos cómo esta Constitución además de los tres poderes de Montesquieu (ejecutivo,legislativo y judicial) tiene además el Poder Ciudadano y el Poder Electoral.
Imaginèmonos cómo será la que se elabore ahora, una vez discutida por todos los sectores del pueblo y que tras ser sometida a referéndum, entre otras cuestiones elevará a rango constitucional,las conquistas sociales conseguidas hasta ahora por la Revolución Bolivariana a través de sus diversas “misiones” para que nunca puedan ser arrebatadas al pueblo.
Este gran avance revolucionario,(desde mi punto de vista)supone una auténtica revolución cultural en Venezuela y una profundización en la democracia participativa Bolivariana y reafirma en la práctica,la frase de León Troski: "de que toda revolución necesita el látigo de la contrarrevolución" para avanzar en sus logros.
Recordemos también,que en las democracias representativas, propias de los sistemas burgueses y capitalistas, los parlamentos en su mayoría están integrados por un solo partido bicèfalo (aunque le llamen bipartidismo) que defiende los intereses de la oligarquía y los poderes económicos.
Y que en estas democracias, el ciudadano delega su voto y por lo tanto su capacidad de decidir,en unos representantes de partidos políticos,cuyas listas son elaboradas por poderes normalmente económicos que les financian las campañas electorales (el que paga exige) a cambio de determinadas prebendas que por lo general suelen estar ligadas a las áreas económicas y jurídicas para mantener sus privilegios de clases. Esto demuestra que en las democracias representativas el ciudadano vota, pero no elige.
Por eso en nuestro país, PODEMOS es el enemigo a batir por la oligarquía y sus medios, porque rompemos sus esquemas tradicionales de financiación y elección de candidatos por lo cual,ellos no pueden manipularnos ni someternos a sus intereses clasistas.
Por esto cada cierto tiempo (en España cada 4 años) y al no existir revocabilidad de los cargos, se permiten incumplir sus promesas electorales ya que sólo se ocupan del pueblo en las campañas electorales.
Sin embargo (como he expuesto antes,sobre la composición de la Asamblea Nacional Constituyente)en las democracias participativas, el pueblo no delega su representatividad en unos politiqueros o politicastros (que viven de la politiquería) sino que se representa a sí mismo mediante delegados elegidos directamente por ellos y que pueden ser destituidos al incumplir sus promesas sin tener que esperar al final de la legislatura (lo presencié en Cuba en una asamblea vecinal) y donde los diversos colectivos sociales participa activamente mediante reuniones y asambleas en las propuestas y decisiones políticas.
Y además la Constitución actual venezolana, establece que a la mitad del mandato, todos los cargos pueden ser revocados por el pueblo (repito) si han incumplido lo prometido,esto también lo tienen la Constitución cubana, pero sin tener que esperar (como he escrito antes) a la mitad del mandato.
Esto explica la reacción imperial y sus lacayos (a través de sus medios) a la profundización de la Revolución Bolivariana mediante la ANC y lo explica el miedo a que otros pueblos del mundo sometidos a las doctrinas neoliberales,imiten al pueblo venezolano y acaben con sus privilegios clasistas amparados por unos regímenes a los que consideran eternos.
Y la reacción imperial también lo explica los resultados electorales de del 30 de Julio con más de ocho millones de votos en apoyo de la ANC a pesar del terrorismo para amedrentar a los votantes que desafiaron ríos crecidos montañas y tiroteo para ejercer su derecho al voto y a pesar de que en 3 distritos en manos de la oposición no permitieron que la gente saliesen a votar.
Repito esta derrota masiva de la oposición alentada por el imperio y sus medios, ha frenado en seco el terrorismo foquista que el imperio y sus mercenarios estaban desarrollando en Venezuela.
Y esta derrota ha propiciado la división entre los miembros de la MUD,ya que unos son partidarios (y se van a presentar a las próximas elecciones de octubre a gobernadores y a alcaldes lo que de facto supone reconocer ahora el mismo Comité Nacional Electoral que antes negaban) y otros por el contrario,quieren seguir cumpliendo las órdenes del imperio norteamericano, de ahí el cabreo del emperador Yankee.
Estos últimos días hemos visto como incluso este “Cesar Imperial” (títere de los lobbies sionistas y del complejo tecnológico militar e industrial de EE.UU.) ya habla abiertamente de invasión militar de Venezuela, ya veremos si se atreve, pues (como he expresado varias veces) la revolución cubana (que ya derrotó al imperio en Playa Girón y en Angola)estoy seguro no iba a dejar solo al pueblo bolivariano y la intervención cubana llevaría la guerra a su propio territorio (recordemos que Cuba está solo a 90 millas de EE.UU.) y a esto le tienen pánico los yankys y lo vemos recientemente en las bravatas que ha lanzado el títere imperial contra Corea del Norte y que inmediatamente han sido corregidas por un alto jefe militar del pentágono manifestando su temor a que un misil nuclear coreano pueda alcanzar territorio de EE.UU.
Y como he manifestado varias veces también, una intervención en Venezuela convertiria el hemisferio en otro Vietnam como vaticinó el Che, ya que los pueblos latinoamericanos no lo consentirían de ahí la reacción de todas las instituciones y gobiernos latinoamericanos, tras las declaración de Trump, por el temor que tienen a que una posible vietnamización del continente se lleve por delante a los gobiernos títeres imperiales, como sucedió con Vietnan del Sur.
Y como he escrito varias veces, para someter a un pueblo no vale destruirlo desde el aire, hay que poner los pies en el suelo y la historia lo demostró en Vietnam que la guerra de todo el pueblo es una guerra asimetrica para la que no están preparados los ejércitos profesionales,ya que cada combatiente revolucionario luchando por una causa justa, equivale a varios mercenarios que temen morir por perder su sueldo y por eso muchos desertaron en Vietnam.
Por eso concluyo diciendo lo que tantas veces he escrito, que hoy la tarea fundamental de toda persona decente, al igual que en 1936 en España y 1973 en Chile es defender la Revolución Bolivariana como alternativa al neoliberalismo y ante esto no valen medias tintas.
Pues desde hace tiempo vengo observando cómo están surgiendo otra vez los "NI-NI" al igual que pasó cuando la invasión de Irak de Libia o Siria que estos solían decir: “NI con Saddam Hussein NI con el Imperio”.... “NI con Gadafi NI con el Imperio”...etc.
Y desde mi punto de vista, esto se llama cobardía política “disfrazadas de aparente neutralidad” lo que de alguna forma convierte a estos NI-Nis en cómplices imperiales por inanición ya que nunca condenan al agresor.
Pues colocan en el mismo plano al agresor y agredido, por lo tanto para mí son meros cómplices pasivos.
Y como tengo claro donde están mis intereses de clase y mi deber como revolucionario es defender siempre a los oprimidos y a los gobiernos que defienden nuestros intereses, hago mía la frase de Fidel como homenaje a su 91 aniversario:
“El verdadero hombre,no piensa de que lado se vive mejor, sino donde está el deber”
Y mi deber está hoy en defender la revolución Bolivariana y por eso termino este largo artículo con el grito:
¡ VIVA LA REVOLUCION BOLIVARIANA !
¡ABAJO EL IMPERIO YANQUI Y SUS LACAYOS¡
¡ EN VENEZUELA NO PASARAN !
(José Manuel González 13 08 2017 en el 91 Aniversario del inmortal Fidel)
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2017.08.11 21:54 feedreddit Esfera de influência: como os libertários americanos estão reinventando a política latino-americana

Esfera de influência: como os libertários americanos estão reinventando a política latino-americana
by Lee Fang via The Intercept
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Para Alejandro Chafuen, a reunião desta primavera no Brick Hotel, em Buenos Aires, foi tanto uma volta para casa quanto uma volta olímpica. Chafuen, um esguio argentino-americano, passou a vida adulta se dedicando a combater os movimentos sociais e governos de esquerda das Américas do Sul e Central, substituindo-os por uma versão pró-empresariado do libertarianismo.
Ele lutou sozinho durante décadas, mas isso está mudando. Chafuen estava rodeado de amigos no Latin America Liberty Forum 2017. Essa reunião internacional de ativistas libertários foi patrocinada pela Atlas Economic Research Foundation, uma organização sem fins lucrativos conhecida como Atlas Network (Rede Atlas), que Chafuen dirige desde 1991. No Brick Hotel, ele festejou as vitórias recentes; seus anos de trabalho estavam começando a render frutos – graças às circunstâncias políticas e econômicas e à rede de ativistas que Chafuen se esforçou tanto para criar.
Nos últimos 10 anos, os governos de esquerda usaram “dinheiro para comprar votos, para redistribuir”, diz Chaufen, confortavelmente sentado no saguão do hotel. Mas a recente queda do preço das commodities, aliada a escândalos de corrupção, proporcionou uma oportunidade de ação para os grupos da Atlas Network. “Surgiu uma abertura – uma crise – e uma demanda por mudanças, e nós tínhamos pessoas treinadas para pressionar por certas políticas”, observa Chafuen, parafraseando o falecido Milton Friedman. “No nosso caso, preferimos soluções privadas aos problemas públicos”, acrescenta.
Chafuen cita diversos líderes ligados à Atlas que conseguiram ganhar notoriedade: ministros do governo conservador argentino, senadores bolivianos e líderes do Movimento Brasil Livre (MBL), que ajudaram a derrubar a presidente Dilma Rousseff – um exemplo vivo dos frutos do trabalho da rede Atlas, que Chafuen testemunhou em primeira mão.
“Estive nas manifestações no Brasil e pensei: ‘Nossa, aquele cara tinha uns 17 anos quando o conheci, e agora está ali no trio elétrico liderando o protesto. Incrível!’”, diz, empolgado. É a mesma animação de membros da Atlas quando o encontram em Buenos Aires; a tietagem é constante no saguão do hotel. Para muitos deles, Chafuen é uma mistura de mentor, patrocinador fiscal e verdadeiro símbolo da luta por um novo paradigma político em seus países.
O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, à esquerda, dentro de um carro em direção ao aeroporto, onde pegaria um voo para a Nicarágua nos arredores de San José. Domingo, 28 de junho de 2009.
Foto: Kent Gilbert/AP
Uma guinada à direita está em marcha na política latino-americana, destronando os governos socialistas que foram a marca do continente durante boa parte do século XXI – de Cristina Kirchner, na Argentina, ao defensor da reforma agrária e populista Manuel Zelaya, em Honduras –, que implementaram políticas a favor dos pobres, nacionalizaram empresas e desafiaram a hegemonia dos EUA no continente. Essa alteração pode parecer apenas parte de um reequilíbrio regional causado pela conjuntura econômica, porém a Atlas Network parece estar sempre presente, tentando influenciar o curso das mudanças políticas.
A história da Atlas Network e seu profundo impacto na ideologia e no poder político nunca foi contada na íntegra. Mas os registros de suas atividades em três continentes, bem como as entrevistas com líderes libertários na América Latina, revelam o alcance de sua influência. A rede libertária, que conseguiu alterar o poder político em diversos países, também é uma extensão tácita da política externa dos EUA – os _think tanks_associados à Atlas são discretamente financiados pelo Departamento de Estado e o National Endowment for Democracy (Fundação Nacional para a Democracia – NED), braço crucial do _soft power_norte-americano.
Embora análises recentes tenham revelado o papel de poderosos bilionários conservadores – como os irmãos Koch – no desenvolvimento de uma versão pró-empresariado do libertarianismo, a Atlas Network – que também é financiada pelas fundações Koch – tem usado métodos criados no mundo desenvolvido, reproduzindo-os em países em desenvolvimento. A rede é extensa, contando atualmente com parcerias com 450 _think tanks_em todo o mundo. A Atlas afirma ter gasto mais de US$ 5 milhões com seus parceiros apenas em 2016.
Ao longo dos anos, a Atlas e suas fundações caritativas associadas realizaram centenas de doações para _think tanks_conservadores e defensores do livre mercado na América Latina, inclusive a rede que apoiou o Movimento Brasil Livre (MBL) e organizações que participaram da ofensiva libertária na Argentina, como a Fundação Pensar, um _think tank_da Atlas que se incorporou ao partido criado por Mauricio Macri, um homem de negócios e atual presidente do país. Os líderes do MBL e o fundador da Fundação Eléutera – um _think tank_neoliberal extremamente influente no cenário pós-golpe hondurenho – receberam financiamento da Atlas e fazem parte da nova geração de atores políticos que já passaram pelos seus seminários de treinamento.
A Atlas Network conta com dezenas de _think tanks_na América Latina, inclusive grupos extremamente ativos no apoio às forças de oposição na Venezuela e ao candidato de centro-direita às eleições presidenciais chilenas, Sebastián Piñera.
Protesto a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff diante do Congresso Nacional, em Brasília, no dia 2 de dezembro de 2015.
Photo: Eraldo Peres/AP
Em nenhum outro lugar a estratégia da Atlas foi tão bem sintetizada quanto na recém-formada rede brasileira de _think tanks_de defesa do livre mercado. Os novos institutos trabalham juntos para fomentar o descontentamento com as políticas socialistas; alguns criam centros acadêmicos enquanto outros treinam ativistas e travam uma guerra constante contra as ideias de esquerda na mídia brasileira.
O esforço para direcionar a raiva da população contra a esquerda rendeu frutos para a direita brasileira no ano passado. Os jovens ativistas do MBL – muitos deles treinados em organização política nos EUA – lideraram um movimento de massa para canalizar a o descontentamento popular com um grande escândalo de corrupção para desestabilizar Dilma Rousseff, uma presidente de centro-esquerda. O escândalo, investigado por uma operação batizada de Lava-Jato, continua tendo desdobramentos, envolvendo líderes de todos os grandes partidos políticos brasileiros, inclusive à direita e centro-direita. Mas o MBL soube usar muito bem as redes sociais para direcionar a maior parte da revolta contra Dilma, exigindo o seu afastamento e o fim das políticas de bem-estar social implementadas pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
A revolta – que foi comparada ao movimento Tea Party devido ao apoio tácito dos conglomerados industriais locais e a uma nova rede de atores midiáticos de extrema-direita e tendências conspiratórias – conseguiu interromper 13 anos de dominação do PT ao afastar Dilma do cargo por meio de um impeachment em 2016.
O cenário político do qual surgiu o MBL é uma novidade no Brasil. Havia no máximo três _think tanks_libertários em atividade no país dez anos atrás, segundo Hélio Beltrão, um ex-executivo de um fundo de investimentos de alto risco que agora dirige o Instituto Mises, uma organização sem fins lucrativos que recebeu o nome do filósofo libertário Ludwig von Mises. Ele diz que, com o apoio da Atlas, agora existem cerca de 30 institutos agindo e colaborando entre si no Brasil, como o Estudantes pela Liberdade e o MBL.
“É como um time de futebol; a defesa é a academia, e os políticos são os atacantes. E já marcamos alguns gols”, diz Beltrão, referindo-se ao impeachment de Dilma. O meio de campo seria “o pessoal da cultura”, aqueles que formam a opinião pública.
Beltrão explica que a rede de _think tanks_está pressionando pela privatização dos Correios, que ele descreve como “uma fruta pronta para ser colhida” e que pode conduzir a uma onda de reformas mais abrangentes em favor do livre mercado. Muitos partidos conservadores brasileiros acolheram os ativistas libertários quando estes demonstraram que eram capazes de mobilizar centenas de milhares de pessoas nos protestos contra Dilma, mas ainda não adotaram as teorias da “economia do lado da oferta”.
Fernando Schüler, acadêmico e colunista associado ao Instituto Millenium – outro _think tank_da Atlas no Brasil – tem uma outra abordagem. “O Brasil tem 17 mil sindicatos pagos com dinheiro público. Um dia de salário por ano vai para os sindicatos, que são completamente controlados pela esquerda”, diz. A única maneira de reverter a tendência socialista seria superá-la no jogo de manobras políticas. “Com a tecnologia, as pessoas poderiam participar diretamente, organizando – no WhatsApp, Facebook e YouTube – uma espécie de manifestação pública de baixo custo”, acrescenta, descrevendo a forma de mobilização de protestos dos libertários contra políticos de esquerda. Os organizadores das manifestações anti-Dilma produziram uma torrente diária de vídeos no YouTube para ridicularizar o governo do PT e criaram um placar interativo para incentivar os cidadãos a pressionarem seus deputados por votos de apoio ao impeachment.
Schüler notou que, embora o MBL e seu próprio _think tank_fossem apoiados por associações industriais locais, o sucesso do movimento se devia parcialmente à sua não identificação com partidos políticos tradicionais, em sua maioria vistos com maus olhos pela população. Ele argumenta que a única forma de reformar radicalmente a sociedade e reverter o apoio popular ao Estado de bem-estar social é travar uma guerra cultural permanente para confrontar os intelectuais e a mídia de esquerda.
Fernando Schüler.Foto:captura de tela do YouTubeUm dos fundadores do Instituto Millenium, o blogueiro Rodrigo Constantino, polariza a política brasileira com uma retórica ultrassectária. Constantino, que já foi chamado de “o Breitbart brasileiro” devido a suas teorias conspiratórias e seus comentários de teor radicalmente direitistas, é presidente do conselho deliberativo de outro _think tank_da Atlas – o Instituto Liberal. Ele enxerga uma tentativa velada de minar a democracia em cada movimento da esquerda brasileira, do uso da cor vermelha na logomarca da Copa do Mundo ao Bolsa Família, um programa de transferência de renda. Constantino é considerado o responsável pela popularização de uma narrativa segundo a qual os defensores do PT seriam uma “esquerda caviar”, ricos hipócritas que abraçam o socialismo para se sentirem moralmente superiores, mas que na realidade desprezam as classes trabalhadoras que afirmam representar. A “breitbartização” do discurso é apenas uma das muitas formas sutis pelas quais a Atlas Network tem influenciado o debate político.
“Temos um Estado muito paternalista. É incrível. Há muito controle estatal, e mudar isso é um desafio de longo prazo”, diz Schüler, acresentando que, apesar das vitórias recentes, os libertários ainda têm um longo caminho pela frente no Brasil. Ele gostaria de copiar o modelo de Margaret Thatcher, que se apoiava em uma rede de _think tanks_libertários para implementar reformas impopulares. “O sistema previdenciário é absurdo, e eu privatizaria toda a educação”, diz Schüler, pondo-se a recitar toda a litania de mudanças que faria na sociedade, do corte do financiamento a sindicatos ao fim do voto obrigatório.
Mas a única maneira de tornar tudo isso possível, segundo ele, seria a formação de uma rede politicamente engajada de organizações sem fins lucrativos para defender os objetivos libertários. Para Schüler, o modelo atual – uma constelação de _think tanks_em Washington sustentada por vultosas doações – seria o único caminho para o Brasil.
E é exatamente isso que a Atlas tem se esforçado para fazer. Ela oferece subvenções a novos _think tanks_e cursos sobre gestão política e relações públicas, patrocina eventos de _networking_no mundo todo e, nos últimos anos, tem estimulado libertários a tentar influenciar a opinião pública por meio das redes sociais e vídeos online.
Uma competição anual incentiva os membros da Atlas a produzir vídeos que viralizem no YouTube promovendo o _laissez-faire_e ridicularizando os defensores do Estado de bem-estar social. James O’Keefe, provocador famoso por alfinetar o Partido Democrata americano com vídeos gravados em segredo, foi convidado pela Atlas para ensinar seus métodos. No estado americano do Wisconsin, um grupo de produtores que publicava vídeos na internet para denegrir protestos de professores contra o ataque do governador Scott Walker aos sindicatos do setor público também compartilharam sua experiência nos cursos da Atlas.
Manifestantes queimam um boneco do presidente Hugo Chávez na Plaza Altamira, em protesto contra o governo.
Foto: Lonely Planet Images/Getty Images
Em uma de suas últimas realizações, a Atlas influenciou uma das crises políticas e humanitárias mais graves da América Latina: a venezuelana. Documentos obtidos graças ao “Freedom of Information Act” (Lei da Livre Informação, em tradução livre) por simpatizantes do governo venezuelano – bem como certos telegramas do Departamento de Estado dos EUA vazados por Chelsea Manning – revelam uma complexo tentativa do governo americano de usar os _think tanks_da Atlas em uma campanha para desestabilizar o governo de Hugo Chávez. Em 1998, a CEDICE Libertad – principal organização afiliada à Atlas em Caracas, capital da Venezuela – já recebia apoio financeiro do Center for International Private Enterprise (Centro para a Empresa Privada Internacional – CIPE). Em uma carta de financiamento do NED, os recursos são descritos como uma ajuda para “a mudança de governo”. O diretor da CEDICE foi um dos signatários do controverso “Decreto Carmona” em apoio ao malsucedido golpe militar contra Chávez em 2002.
Um telegrama de 2006 descrevia a estratégia do embaixador americano, William Brownfield, de financiar organizações politicamente engajadas na Venezuela: “1) Fortalecer instituições democráticas; 2) penetrar na base política de Chávez; 3) dividir o chavismo; 4) proteger negócios vitais para os EUA, e 5) isolar Chávez internacionalmente.”
Na atual crise venezuelana, a CEDICE tem promovido a recente avalanche de protestos contra o presidente Nicolás Maduro, o acossado sucessor de Chávez. A CEDICE está intimamente ligada à figura da oposicionista María Corina Machado, uma das líderes das manifestações em massa contra o governo dos últimos meses. Machado já agradeceu publicamente à Atlas pelo seu trabalho. Em um vídeo enviado ao grupo em 2014, ela diz: “Obrigada à Atlas Network e a todos os que lutam pela liberdade.”
Em 2014, a líder opositora María Corina Machado agradeceu à Atlas pelo seu trabalho: “Obrigada à Atlas Network e a todos os que lutam pela liberdade.”No Latin America Liberty Forum, organizado pela Atlas Network em Buenos Aires, jovens líderes compartilham ideias sobre como derrotar o socialismo em todos os lugares, dos debates em _campi_universitários a mobilizações nacionais a favor de um impeachment.
Em uma das atividades do fórum, “empreendedores” políticos de Peru, República Dominicana e Honduras competem em um formato parecido com o programa Shark Tank, um _reality show_americano em que novas empresas tentam conquistar ricos e impiedosos investidores. Mas, em vez de buscar financiamento junto a um painel de capitalistas de risco, esses diretores de _think tanks_tentam vender suas ideias de marketing político para conquistar um prêmio de US$ 5 mil. Em outro encontro, debatem-se estratégias para atrair o apoio do setor industrial às reformas econômicas. Em outra sala, ativistas políticos discutem possíveis argumentos que os “amantes da liberdade” podem usar para combater o crescimento do populismo e “canalizar o sentimento de injustiça de muitos” para atingir os objetivos do livre mercado.
Um jovem líder da Cadal, um _think tank_de Buenos Aires, deu a ideia de classificar as províncias argentinas de acordo com o que chamou de “índice de liberdade econômica” – levando em conta a carga tributária e regulatória como critérios principais –, o que segundo ela geraria um estímulo para a pressão popular por reformas de livre mercado. Tal ideia é claramente baseada em estratégias similares aplicadas nos EUA, como o Índice de Liberdade Econômica da Heritage Foundation, que classifica os países de acordo com critérios como política tributária e barreiras regulatórias aos negócios.
Os _think tanks_são tradicionalmente vistos como institutos independentes que tentam desenvolver soluções não convencionais. Mas o modelo da Atlas se preocupa menos com a formulação de novas soluções e mais com o estabelecimento de organizações políticas disfarçadas de instituições acadêmicas, em um esforço para conquistar a adesão do público.
As ideias de livre mercado – redução de impostos sobre os mais ricos; enxugamento do setor público e privatizações; liberalização das regras de comércio e restrições aos sindicatos – sempre tiveram um problema de popularidade. Os defensores dessa corrente de pensamento perceberam que o eleitorado costuma ver essas ideias como uma maneira de favorecer as camadas mais ricas. E reposicionar o libertarianismo econômico como uma ideologia de interesse público exige complexas estratégias de persuasão em massa.
Mas o modelo da Atlas, que está se espalhando rapidamente pela América Latina, baseia-se em um método aperfeiçoado durante décadas de embates nos EUA e no Reino Unido, onde os libertários se esforçaram para conter o avanço do Estado de bem-estar social do pós-guerra.
Mapa das organizações da rede Atlas na América do Sul.
Fonte: The Intercept
Antony Fisher, empreendedor britânico e fundador da Atlas Network, é um pioneiro na venda do libertarianismo econômico à opinião pública. A estratégia era simples: nas palavras de um colega de Fisher, a missão era “encher o mundo de _think tanks_que defendam o livre mercado”.
A base das ideias de Fisher vêm de Friedrich Hayek, um dos pais da defesa do Estado mínimo. Em 1946, depois de ler um resumo do livro seminal de Hayek, O Caminho da Servidão, Fisher quis se encontrar com o economista austríaco em Londres. Segundo seu colega John Blundell, Fisher sugeriu que Hayek entrasse para a política. Mas Hayek se recusou, dizendo que uma abordagem de baixo para cima tinha mais chances de alterar a opinião pública e reformar a sociedade.
Enquanto isso, nos Estados Unidos, outro ideólogo do livre mercado, Leonard Read, chegava a conclusões parecidas depois de ter dirigido a Câmara de Comércio de Los Angeles, onde batera de frente com o sindicalismo. Para deter o crescimento do Estado de bem-estar social, seria necessária uma ação mais elaborada no sentido de influenciar o debate público sobre os destinos da sociedade, mas sem revelar a ligação de tal estratégia com os interesses do capital.
Fisher animou-se com uma visita à organização recém-fundada por Read, a Foundation for Economic Education (Fundação para a Educação Econômica – FEE), em Nova York, criada para patrocinar e promover as ideias liberais. Nesse encontro, o economista libertário F.A. Harper, que trabalhava na FEE à epoca, orientou Fisher sobre como abrir a sua própria organização sem fins lucrativos no Reino Unido.
Durante a viagem, Fisher e Harper foram à Cornell University para conhecer a última novidade da indústria animal: 15 mil galinhas armazenadas em uma única estrutura. Fisher decidiu levar o invento para o Reino Unido. Sua fábrica, a Buxted Chickens, logo prosperou e trouxe grande fortuna para Fisher. Uma parte dos lucros foi direcionada à realização de outro objetivo surgido durante a viagem a Nova York – em 1955, Fisher funda o Institute of Economic Affairs (Instituto de Assuntos Econômicos – IEA).
O IEA ajudou a popularizar os até então obscuros economistas ligados às ideias de Hayek. O instituto era um baluarte de oposição ao crescente Estado de bem-estar social britânico, colocando jornalistas em contato com acadêmicos defensores do livre mercado e disseminando críticas constantes sob a forma de artigos de opinião, entrevistas de rádio e conferências.
A maior parte do financiamento do IEA vinha de empresas privadas, como os gigantes do setor bancário e industrial Barclays e British Petroleum, que contribuíam anualmente. No livro Making Thatcher’s Britain(A Construção da Grã-Bretanha de Thatcher, em tradução livre), dos historiadores Ben Jackson e Robert Saunders, um magnata dos transportes afirma que, assim como as universidades forneciam munição para os sindicatos, o IEA era uma importante fonte de poder de fogo para os empresários.
Quando a desaceleração econômica e o aumento da inflação dos anos 1970 abalou os fundamentos da sociedade britânica, políticos conservadores começaram a se aproximar do IEA como fonte de uma visão alternativa. O instituto aproveitou a oportunidade e passou a oferecer plataformas para que os políticos pudessem levar os conceitos do livre mercado para a opinião pública. A Atlas Network afirma orgulhosamente que o IEA “estabeleceu as bases intelectuais do que viria a ser a revolução de Thatcher nos anos 1980”. A equipe do instituto escrevia discursos para Margaret Thatcher; fornecia material de campanha na forma de artigos sobre temas como sindicalismo e controle de preços; e rebatia as críticas à Dama de Ferro na mídia inglesa. Em uma carta a Fisher depois de vencer as eleições de 1979, Thatcher afirmou que o IEA havia criado, na opinião pública, “o ambiente propício para a nossa vitória”.
“Não há dúvidas de que tivemos um grande avanço na Grã-Bretanha. O IEA, fundado por Antony Fisher, fez toda a diferença”, disse Milton Friedman uma vez. “Ele possibilitou o governo de Margaret Thatcher – não a sua eleição como primeira-ministra, e sim as políticas postas em prática por ela. Da mesma forma, o desenvolvimento desse tipo de pensamento nos EUA possibilitou o a implementação das políticas de Ronald Reagan”, afirmou.
O IEA fechava um ciclo. Hayek havia criado um seleto grupo de economistas defensores do livre mercado chamado Sociedade Mont Pèlerin. Um de seus membros, Ed Feulner, ajudou o fundar o _think tank_conservador Heritage Foundation, em Washington, inspirando-se no trabalho de Fisher. Outro membro da Sociedade, Ed Crane, fundou o Cato Institute, o mais influente _think tank_libertário dos Estados Unidos.
_O filósofo e economista anglo-austríaco Friedrich Hayek com um grupo de alunos na London School of Economics, em 1948._Foto: Paul PoppePopperfoto/Getty Images
Em 1981, Fisher, que havia se mudado para San Francisco, começou a desenvolver a Atlas Economic Research Foundation por sugestão de Hayek. Fisher havia aproveitado o sucesso do IEA para conseguir doações de empresas para seu projeto de criação de uma rede regional de _think tanks_em Nova York, Canadá, Califórnia e Texas, entre outros. Mas o novo empreendimento de Fisher viria a ter uma dimensão global: uma organização sem fins lucrativos dedicada a levar sua missão adiante por meio da criação de postos avançados do libertarianismo em todos os países do mundo. “Quanto mais institutos existirem no mundo, mais oportunidade teremos para resolver problemas que precisam de uma solução urgente”, declarou.
Fisher começou a levantar fundos junto a empresas com a ajuda de cartas de recomendação de Hayek, Thatcher e Friedman, instando os potenciais doadores a ajudarem a reproduzir o sucesso do IEA através da Atlas. Hayek escreveu que o modelo do IEA “deveria ser usado para criar institutos similares em todo o mundo”. E acrescentou: “Se conseguíssemos financiar essa iniciativa conjunta, seria um dinheiro muito bem gasto.”
A proposta foi enviada para uma lista de executivos importantes, e o dinheiro logo começou a fluir dos cofres das empresas e dos grandes financiadores do Partido Republicano, como Richard Mellon Scaife. Empresas como a Pfizer, Procter & Gamble e Shell ajudaram a financiar a Atlas. Mas a contribuição delas teria que ser secreta para que o projeto pudesse funcionar, acreditava Fisher. “Para influenciar a opinião pública, é necessário evitar qualquer indício de interesses corporativos ou tentativa de doutrinação”, escreveu Fisher na descrição do projeto, acrescentando que o sucesso do IEA estava baseado na percepção pública do caráter acadêmico e imparcial do instituto.
A Atlas cresceu rapidamente. Em 1985, a rede contava com 27 instituições em 17 países, inclusive organizações sem fins lucrativos na Itália, México, Austrália e Peru.
E o _timing_não podia ser melhor: a expansão internacional da Atlas coincidiu com a política externa agressiva de Ronald Reagan contra governos de esquerda mundo afora.
Embora a Atlas declarasse publicamente que não recebia recursos públicos (Fisher caracterizava as ajudas internacionais como uma forma de “suborno” que distorcia as forças do mercado), há registros da tentativa silenciosa da rede de canalizar dinheiro público para sua lista cada vez maior de parceiros internacionais.
Em 1982, em uma carta da Agência de Comunicação Internacional dos EUA – um pequeno órgão federal destinado a promover os interesses americanos no exterior –, um funcionário do Escritório de Programas do Setor Privado escreveu a Fisher em resposta a um pedido de financiamento federal. O funcionário diz não poder dar dinheiro “diretamente a organizações estrangeiras”, mas que seria possível copatrocinar “conferências ou intercâmbios com organizações” de grupos como a Atlas, e sugere que Fisher envie um projeto. A carta, enviada um ano depois da fundação da Atlas, foi o primeiro indício de que a rede viria a ser uma parceira secreta da política externa norte-americana.
Memorandos e outros documentos de Fisher mostram que, em 1986, a Atlas já havia ajudado a organizar encontros com executivos para tentar direcionar fundos americanos para sua rede de think tanks. Em uma ocasião, um funcionário da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), o principal braço de financiamento internacional do governo dos EUA, recomendou que o diretor da filial da Coca-Cola no Panamá colaborasse com a Atlas para a criação de um _think tank_nos moldes do IEA no país. A Atlas também recebeu fundos da Fundação Nacional para a Democracia (NED), uma organização sem fins lucrativos fundada em 1983 e patrocinada em grande parte pelo Departamento de Estado e a USAID cujo objetivo é fomentar a criação de instituições favoráveis aos EUA nos países em desenvolvimento.
Alejandro Chafuen, da Atlas Economic Research Foundation, atrás à direita, cumprimenta Rafael Alonzo, do Centro de Divulgação do Conhecimento Econômico para a Liberdade (CEDICE Libertad), à esquerda, enquanto o escritor peruano Mario Vargas Llosa aplaude a abertura do Fórum Liberdade e Democracia, em Caracas, no dia 28 de maio de 2009.
Foto: Ariana Cubillos/AP
_ _Financiada generosamente por empresas e pelo governo americano, a Atlas deu outro golpe de sorte em 1985 com a chegada de Alejandro Chafuen. Linda Whetstone, filha de Fisher, conta um episódio ocorrido naquele ano, quando um jovem Chafuen, que ainda vivia em Oakland, teria aparecido no escritório da Atlas em San Francisco “disposto a trabalhar de graça”. Nascido em Buenos Aires, Chafuen vinha do que ele chamava “uma família anti-Peronista”. Embora tenha crescido em uma época de grande agitação na Argentina, Chafuen vivia uma vida relativamente privilegiada, tendo passado a adolescência jogando tênis e sonhando em se tornar atleta profissional.
Ele atribui suas escolhas ideológicas a seu apetite por textos libertários, de Ayn Rand a livretos publicados pela FEE, a organização de Leonard Read que havia inspirado Antony Fisher. Depois de estudar no Grove City College, uma escola de artes profundamente conservadora e cristã no estado americano da Pensilvânia, onde foi presidente do clube de estudantes libertários, Chafuen voltou ao país de nascença. Os militares haviam tomado o poder, alegando estar reagindo a uma suposta ameaça comunista. Milhares de estudantes e ativistas seriam torturados e mortos durante a repressão à oposição de esquerda no período que se seguiu ao golpe de Estado.
Chafuen recorda essa época de maneira mais positiva do que negativa. Ele viria a escrever que os militares haviam sido obrigados a agir para evitar que os comunistas “tomassem o poder no país”. Durante sua carreira como professor, Chafuen diz ter conhecido “totalitários de todo tipo” no mundo acadêmico. Segundo ele, depois do golpe militar seus professores “abrandaram-se”, apesar das diferenças ideológicas entre eles.
Em outros países latino-americanos, o libertarianismo também encontrara uma audiência receptiva nos governos militares. No Chile, depois da derrubada do governo democraticamente eleito de Salvador Allende, os economistas da Sociedade Mont Pèlerin acorreram ao país para preparar profundas reformas liberais, como a privatização de indústrias e da Previdência. Em toda a região, sob a proteção de líderes militares levados ao poder pela força, as políticas econômicas libertárias começaram a se enraizar.
Já o zelo ideológico de Chafuen começou a se manifestar em 1979, quando ele publicou um ensaio para a FEE intitulado “War Without End” (Guerra Sem Fim). Nele, Chafuen descreve horrores do terrorismo de esquerda “como a família Manson, ou, de forma organizada, os guerrilheiros do Oriente Médio, África e América do Sul”. Haveria uma necessidade, segundo ele, de uma reação das “forças da liberdade individual e da propriedade privada”.
Seu entusiasmo atraiu a atenção de muita gente. Em 1980, aos 26 anos, Chafuen foi convidado a se tornar o membro mais jovem da Sociedade Mont Pèlerin. Ele foi até Stanford, tendo a oportunidade de conhecer Read, Hayek e outros expoentes libertários. Cinco anos depois, Chafuen havia se casado com uma americana e estava morando em Oakland. E começou a fazer contato com membros da Mont Pèlerin na área da Baía de San Francisco – como Fisher.
Em toda a região, sob a proteção de líderes militares levados ao poder pela força, as políticas econômicas libertárias começaram a se enraizar.De acordo com as atas das reuniões do conselho da Atlas, Fisher disse aos colegas que havia feito um pagamento _ex gratia_no valor de US$ 500 para Chafuen no Natal de 1985, declarando que gostaria de contratar o economista para trabalhar em tempo integral no desenvolvimento dos _think tanks_da rede na América Latina. No ano seguinte, Chafuen organizou a primeira cúpula de _think tanks_latino-americanos, na Jamaica.
Chafuen compreendera o modelo da Atlas e trabalhava incansavelmente para expandir a rede, ajudando a criar _think tanks_na África e na Europa, embora seu foco continuasse sendo a América Latina. Em uma palestra sobre como atrair financiadores, Chafuen afirmou que os doadores não podiam financiar publicamente pesquisas, sob o risco de perda de credibilidade. “A Pfizer não patrocinaria uma pesquisa sobre questões de saúde, e a Exxon não financiaria uma enquete sobre questões ambientais”, observou. Mas os _think tanks_libertários – como os da Atlas Network –não só poderiam apresentar as mesmas pesquisas sob um manto de credibilidade como também poderiam atrair uma cobertura maior da mídia.
“Os jornalistas gostam muito de tudo o que é novo e fácil de noticiar”, disse Chafuen. Segundo ele, a imprensa não tem interesse em citar o pensamento dos filósofos libertários, mas pesquisas produzidas por um _think tank_são mais facilmente reproduzidas. “E os financiadores veem isso”, acrescenta.
Em 1991, três anos depois da morte de Fisher, Chafuen assumiu a direção da Atlas – e pôs-se a falar sobre o trabalho da Atlas para potenciais doadores. E logo começou a conquistar novos financiadores. A Philip Morris deu repetidas contribuições à Atlas, inclusive uma doação de US$ 50 mil em 1994, revelada anos depois. Documentos mostram que a gigante do tabaco considerava a Atlas uma aliada em disputas jurídicas internacionais.
Mas alguns jornalistas chilenos descobriram que _think tanks_patrocinados pela Atlas haviam feito pressão por trás dos panos contra a legislação antitabagista sem revelar que estavam sendo financiadas por empresas de tabaco – uma estratégia praticada por _think tanks_em todo o mundo.
Grandes corporações como ExxonMobil e MasterCard já financiaram a Atlas. Mas o grupo também atrai grandes figuras do libertarianismo, como as fundações do investidor John Templeton e dos irmãos bilionários Charles e David Koch, que cobriam a Atlas e seus parceiros de generosas e frequentes doações. A habilidade de Chafuen para levantar fundos resultou em um aumento do número de prósperas fundações conservadoras. Ele é membro-fundador do Donors Trust, um discreto fundo orientado ao financiamento de organizações sem fins lucrativos que já transferiu mais de US$ 400 milhões a entidades libertárias, incluindo membros da Atlas Network. Chafuen também é membro do conselho diretor da Chase Foundation of Virginia, outra entidade financiadora da Atlas, fundada por um membro da Sociedade Mont Pèlerin.
Outra grande fonte de dinheiro é o governo americano. A princípio, a Fundação Nacional para a Democracia encontrou dificuldades para criar entidades favoráveis aos interesses americanos no exterior. Gerardo Bongiovanni, presidente da Fundación Libertad, um _think tank_da Atlas em Rosario, na Argentina, afirmou durante uma palestra de Chafuen que a injeção de capital do Center for International Private Enterprise – parceiro do NED no ramo de subvenções – fora de apenas US$ 1 milhão entre 1985 e 1987. Os _think tanks_que receberam esse capital inicial logo fecharam as portas, alegando falta de treinamento em gestão, segundo Bongiovanni.
No entanto, a Atlas acabou conseguindo canalizar os fundos que vinham do NED e do CIPE, transformando o dinheiro do contribuinte americano em uma importante fonte de financiamento para uma rede cada vez maior. Os recursos ajudavam a manter _think tanks_na Europa do Leste, após a queda da União Soviética, e, mais tarde, para promover os interesses dos EUA no Oriente Médio. Entre os beneficiados com dinheiro do CIPE está a CEDICE Libertad, a entidade a que líder opositora venezuelana María Corina Machado fez questão de agradecer.
O assessor da Casa Branca Sebastian Gorka participa de uma entrevista do lado de fora da Ala Oeste da Casa Branca em 9 de junho de 2017 – Washington, EUA.
Foto: Chip Somodevilla/Getty Images
_ _No Brick Hotel, em Buenos Aires, Chafuen reflete sobre as três últimas décadas. “Fisher ficaria satisfeito; ele não acreditaria em quanto nossa rede cresceu”, afirma, observando que talvez o fundador da Atlas ficasse surpreso com o atual grau de envolvimento político do grupo.
Chafuen se animou com a eleição de Donald Trump para a presidência dos EUA. Ele é só elogios para a equipe do presidente. O que não é nenhuma surpresa, pois o governo Trump está cheio de amigos e membros de grupos ligados à Atlas. Sebastian Gorka, o islamofóbico assessor de contraterrorismo de Trump, dirigiu um _think tank_patrocinado pela Atlas na Hungria. O vice-presidente Mike Pence compareceu a um encontro da Atlas e teceu elogios ao grupo. A secretária de Educação Betsy DeVos trabalhou com Chafuen no Acton Institute, um _think tank_de Michigan que usa argumentos religiosos a favor das políticas libertárias – e que agora tem uma entidade subsidiária no Brasil, o Centro Interdisciplinar de Ética e Economia Personalista. Mas talvez a figura mais admirada por Chafuen no governo dos EUA seja Judy Shelton, uma economista e velha companheira da Atlas Network. Depois da vitória de Trump, Shelton foi nomeada presidente da NED. Ela havia sido assessora de Trump durante a campanha e o período de transição. Chafuen fica radiante ao falar sobre o assunto: “E agora tem gente da Atlas na presidência da Fundação Nacional para a Democracia (NED)”, comemora.
Antes de encerrar a entrevista, Chafuen sugere que ainda vem mais por aí: mais think tanks, mais tentativas de derrubar governos de esquerda, e mais pessoas ligadas à Atlas nos cargos mais altos de governos ao redor do mundo. “É um trabalho contínuo”, diz.
Mais tarde, Chafuen compareceu ao jantar de gala do Latin America Liberty Forum. Ao lado de um painel de especialistas da Atlas, ele discutiu a necessidade de reforçar os movimentos de oposição libertária no Equador e na Venezuela.
Danielle Mackey contribuiu na pesquisa para essa matéria. Tradução: Bernardo Tonasse
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2017.03.19 16:22 felipostero China ha marcado con claridad el camino del futuro para dar un vuelco radical al orden financiero y económico vigente y le ha puesto un nombre a su estilo : El cinturón, la carretera y los pasos hacia el "gran salto"

China ha marcado con claridad el camino del futuro y le ha puesto un nombre a su estilo: “Un cinturón, una carretera”. Parece ya muy lejano aquel año de 2013 cuando el presidente Xi Jinping hizo una propuesta para dar un vuelco radical al orden financiero y económico hasta entonces vigente.
Es lo que se conoce popularmente como “Nueva ruta de la seda”, un nombre mucho más fácil de retener que el oficial.
Poca gente se dio cuenta entonces de lo que representaba una iniciativa de estas características puesto que no sólo suponía el inicio de un nuevo orden económico, sino que iba acompañada de toda una revisión del sistema financiero en el que se sustentaba hasta entonces el mundo y que se basaba en el sistema de Bretton Woods que ha regido desde la II Guerra Mundial. Porque en paralelo a esta “Nueva ruta de la seda” se ponía en marcha el Banco Asiático de Inversión en Infraestructuras (BAII), el organismo financiero que la da soporte.
Poca gente se dio cuenta entonces de que China es un país gobernado formalmente por el Partido Comunista, que la mayoría de sus grandes empresas y bancos están en manos del Estado y que, en síntesis, la “Nueva ruta de la seda” y todo lo que la acompaña representa una ambiciosa (y al mismo tiempo preocupante, para Occidente) expansión del capitalismo de Estado tanto en el ámbito económico como en el financiero. No hay que perder de vista que cuatro de los cinco bancos más grandes, en cuanto a volumen de dinero, reservas y negocios, son chinos. El otro es japonés.
Pero en lo que sí cayeron algunos, como EEUU, fue en que la “Nueva ruta de la seda” no sólo era la versión moderna de la abierta por la propia China hace más de 2000 años, sino que esta tenía un componente nuevo: no sólo era terrestre, sino que incluía el transporte marítimo. De ahí lo de “cinturón”, que hace referencia a un cinturón marítimo puesto que lo de “carretera” es evidente para el desarrollo por tierra. Teniendo en cuenta que el mar ha sido tradicionalmente el Talón de Aquiles de China, EEUU se puso manos a la obra para evitarlo e inició toda una estrategia de cerco marítimo, reforzando y multiplicando su presencia militar en los países asiáticos y oceánicos.
Este fue el eje sobre el que Obama quiso que pivotase su segundo mandato (1). Tenía claro que una combinación de poder territorial y marítimo suponía el fin de la hegemonía comercial estadounidense en Asia, por lo que pese a muchas reticencias terminó adhiriéndose a la Asociación Trans-Pacífico aunque su sucesor, Donald Trump, ha dado marcha atrás y ha retirado a EEUU de la misma. Ironías del destino, los ahora huérfanos países de la fenecida ATP quieren invitar a China a que forme parte de esa asociación, a la que dicen querer reformar de sus pretensiones iniciales, y China se está dejando querer.
Otros, como Rusia, vieron el cielo abierto con la iniciativa de “Un cinturón, una carretera”. Aunque no fue inmediato el interés que Rusia puso en ella, las sanciones que impuso EEUU en 2014 (a las que se sumó irreflexivamente la Unión Europea) hicieron que el sector euroasiático del Kremlin ganase finalmente el enfrentamiento con los euroatlánticos y la política tradicional del Kremlin de mirar a Europa cambió hacia Asia, hasta entonces considerado sólo un territorio secundario a excepción del correspondiente a los países que habían formado parte de la Unión Soviética. Y en Asia la potencia incuestionable es China.
China no dio este paso a la ligera. Lleva años de penetración callada en todos los continentes haciendo gala del “consenso de Beijing”, la considerada ideología oficial en política exterior y que, en síntesis, se basa en la multipolaridad, la no injerencia y la diplomacia. Tres aspectos que están en las antípodas de la forma en que EEUU (como el resto de países occidentales) se ha venido comportando para lograr su hegemonía mundial.
Son ya muchos los países de todos los continentes que han constatado que China apuesta por el desarrollo pacífico y por minimizar el conflicto para facilitar el desarrollo económico y las inversiones. Es una opinión muy extendida, sobre todo en los países africanos y asiáticos. Y son muchos los que ya contraponen este sistema al del FMI y al del BM. Pero a quien le corresponde hacer que la diferencia sea palpable en todo el planeta es a la misma China y aquí tiene un claro déficit: su propia situación interna (corrupción, desarrollismo a cualquier costo, aumento de la desigualdad social y conflictos sociales generados por todo ello) suele ser puesta de relieve por Occidente para atemperar las ansias de cambio de otros países y el que miren como nuevo referente económico y financiero a China.
Así que esta es una de las razones del giro interno dado no hace mucho por la dirección del PCCh, con el presidente Xi Jinping a la cabeza, y la lucha no sólo contra la corrupción sino contra la pobreza y un mayor interés en las cuestiones ambientales que se acaba de sancionar en la recién terminada reunión anual de la Asamblea Nacional Popular (5-15 de marzo).
Los pasos hacia el “gran salto”
En esta reunión se ha podido constatar que dentro del PCCh hay dos sectores, al igual que en el Kremlin, aunque no se les puede denominar igual que a los rusos pese a que tengan la misma o muy parecida orientación. Dentro del PCCh hay quien apuesta por una mayor rapidez en cuanto a desbancar a EEUU como superpotencia –sobre todo el sector vinculado con el Ejército- y quien dice que hay que ralentizar todo el proceso para evitar un enfrentamiento abierto en unos momentos en los que China aún está por debajo de EEUU en términos militares.
Este sector afirma que aunque China ya no está en una situación como la de las tres grandes crisis que ha sufrido en los últimos 20 años como consecuencia de la rápida integración a una economía globalizada (lo que consideran “crisis importadas”) y que ha resistido muy bien la penúltima agresión económica externa de 2015, cuando varios ataques simultáneos de los grandes intereses financieros, desde dentro y fuera de China, causaron importantes caídas en los mercados de valores y una reducción de las reservas de divisas, aún no se es lo suficientemente fuerte como para dar “el gran salto”.
Esta es la posición de la gran mayoría del sector gobernante, que ha retrasado todo lo que ha podido el sistema financiero alternativo (principalmente el BAII) y apuesta siempre que puede por mantener la supremacía del sistema de Bretton Woods (léase el FMI y el BM) hasta que llegue ese momento del “gran salto”. Así hay que interpretar las constantes apelaciones chinas a que el BAII “complementa” a esas dos instituciones.
Sin embargo, la situación de crisis mundial de los países capitalistas clásicos está haciendo casi imposible esa espera. El BAII es claramente ya la alternativa tanto al FMI como al BM y los hechos son tozudos al respecto: sólo en el año que lleva plenamente operativo ha concedido créditos, en yuanes, por un equivalente a los 48.000 millones de euros para financiar la friolera de 120 proyectos relacionados con la “Nueva ruta de la seda”. El último hasta el momento ha sido otorgado el pasado 13 de marzo a Filipinas –con lo que queda palpable el giro que da este país en sus relaciones exteriores, distanciándose aún más de EEUU- por un equivalente, en yuanes, a 6.900 millones de euros. Por el contrario, el Banco Asiático de Desarrollo, que lidera Japón y que también es subsidiario del BM, otorgó en 2016 únicamente 13'5 millones de euros para proyectos en infraestructuras aun reconociendo que la región necesita una inversión anual de 800 millones sólo en ese aspecto. Como se ve, la diferencia es abismal y los países asiáticos se dan perfecta cuenta de ello.
A estos proyectos y créditos hay que sumar los concedidos por China a América Latina –si bien no han sido realizados o bien bajo la cobertura del BAII sino del Nuevo Banco de Desarrollo de los BRICS (otra de las instituciones alternativas al FMI y al BM), como es el caso de los proyectos en Brasil, o bien de forma unilateral- y que suponen un total de 21.200 millones de dólares (aquí sí en esta moneda) superando, con mucho, lo concedido en el mismo tiempo por el BM y su subsidiario zonal, el Banco Interamericano de Desarrollo, y que ha sido de 11.600 millones en total.
Al mismo tiempo, China es el principal suministrador de créditos a 15 países africanos (de los 54 que componen el continente) y está cogiendo cada vez más fuerza incluso en la moribunda Unión Europea, donde ya es el principal socio comercial de Alemania (170 millones de euros de comercio anual), superando a los EEUU (165 millones de euros).
Por lo tanto, la tendencia es ya global e imparable. Este papel claramente hegemónico o, si parece muy fuerte la expresión, preponderante en las relaciones internacionales representa un contrapeso, quiérase o no, del sistema occidental basado en Bretton Woods y muestra que China tiene capacidad para dar un giro al sistema económico global. Si quisiera. Porque en estos momentos quien lleva la voz cantante en el Partido Comunista de China es el sector que quiere mantener a cualquier costa las conexiones con Occidente sin asustar demasiado.
Este sector no quiere convertir al BAII en la alternativa definitiva al FMI y al BM, de ahí la insistencia en que son instituciones “complementarias”, y tampoco quiere reemplazar al dólar como moneda de referencia del mundo a pesar de constatar una y otra vez que EEUU rescribe sus propias normas, como ha hecho con el FMI, por ejemplo, para responder a la subida de los rivales económicos. EEUU tuvo que admitir que el yuan formase parte de la canasta de monedas de reserva (divisas) del FMI pero al mismo tiempo impuso un cambio normativo en el que los préstamos emitidos en dólares deben ser pagados en su totalidad pero no así los de otras monedas. Eso perjudica de forma clara a China.
Sin embargo, las tensiones internas y la propia dinámica económica global, con un descenso de la hegemonía occidental y el creciente auge del resto (la propia China, así como India e, incluso, Rusia) hacen que ese reemplazo esté mucho más cerca de lo que a este sector le gustaría y el camino es cada vez más rápido hacia la igualdad yuan-dólar en cuanto al comercio internacional y transacciones financieras se refiere. El ser ya moneda de reserva en la canasta del FMI lo hace inevitable, aunque se podrá acelerar más o menos. Esa es la baza que ahora, después de la Asamblea Nacional Popular van a jugar los dirigentes chinos.
El BAII tiene ya su propio ritmo y su simple entrada en funcionamiento, en enero del año pasado, ha supuesto una mayor coordinación de los esfuerzos financieros de China para la exportación de capital, el fortalecimiento de los vínculos financieros con otros países, especialmente los asiáticos, y se ha otorgado más formalidad a esos vínculos dotándoles de un alcance mucho mayor que el económico. Ha puesto ya la base para una mayor influencia estratégica de China en todo el mundo y así lo han reconocido países aliados tradicionales de EEUU, como Alemania o Gran Bretaña, que se han sumado al BAII desoyendo a los estadounidenses. Es la primera vez en la historia reciente que EEUU (y Japón) queda fuera de una institución financiera de este relieve y pone de manifiesto que están empezando a surgir importantes contradicciones entre EEUU y sus aliados. El hecho ya mencionado de que China se haya convertido en el primer socio comercial de Alemania es suficientemente significativo al respecto.
Esto supone un espaldarazo al sector del PCCh que quiere ir más deprisa y desbancar a EEUU como superpotencia. Estamos en un momento histórico, dicen, “donde los planes de reformar la globalización prescindiendo del neoliberalismo para mejorar la vida del planeta están a punto de erosionar el orden liberal internacional que EEUU ha impuesto al mundo desde 1945”. Este sector está creciendo e imponiendo algunas cuestiones en el discurso, como quedó patente en la última cumbre del G-20, celebrada precisamente en China, cuando Xi Jinping hizo un llamamiento a una “nueva globalización” fuera de los parámetros neoliberales, de los valores occidentales y de sus instrumentos (2), haciendo hincapié en que cada país tiene que seguir su propio camino específico hacia el desarrollo “fuera del desastroso, largo y ruinoso camino de extender la democracia tal y como lo planteaba la antigua globalización”.
Por si no hubiese quedado claro el mensaje, en esta crucial reunión de la Asamblea Nacional Popular se ha contrapuesto la situación en los países occidentales (con referencias a EEUU y a la UE) con “la estabilidad del sistema comunista”. Y se ha utilizado una cita de Mao para afirmar que “la aparición de la crisis social del capitalismo es la evidencia más actualizada para mostrar la superioridad del socialismo y del marxismo”. Es la primera vez en mucho tiempo que se utiliza un lenguaje semejante, sobre todo cuando se añade que “la democracia de estilo occidental solía ser un poder reconocido en la historia para impulsar el desarrollo social, pero ahora se ha llegado a su límite (…) puesto que está secuestrada por los capitales y se ha convertido en el arma para los capitalistas que persiguen beneficios”.
Si China no está mostrando el camino, sí está diciendo “aquí estoy” y presentándose como una superpotencia estable, promocionando sus valores –tanto económicos como políticos- para encabezar esa nueva globalización que reclamó en el G-20. Incluso se llega a afirmar que se está casi en una situación inversa respecto a 1979, cuando China y EEUU restablecieron relaciones diplomáticas, y donde el impacto ideológico, institucional y económico de EEUU en China fue brutal y espectacular, pero ahora la situación es otra puesto que ya no es EEUU quien marca el paso en muchos aspectos, sino China. Incluso en un asunto de importancia capital: la cibernética.
China tiene el sistema más grande de telecomunicaciones del planeta, la red ferroviaria de alta velocidad más larga del mundo y ahora es quien utiliza la política industrial y comercial para dominar las tecnologías emergentes, quien hace inversiones masivas de capital como se ha apuntado antes y quien lleva nuevas ideas al mercado a escala mundial. Desde EEUU aún se dice que China no innova, que solo imita, pero pese a ello ya considera al país asiático como su gran rival pese a la retórica con la “amenaza rusa”.
La amenaza Trump
En EEUU están hoy más preocupados con los grandes planes económicos y financieros de China que con Rusia, pese a las apariencias. Trump se dio cuenta de ello cuando pretendió buscar un acercamiento a Rusia para debilitar la alianza estratégica que este país mantiene con China, pero la “rusofobia” del “estado profundo” le está haciendo desistir a marchas forzadas de ese acercamiento y China está sacando partido de todo ello mientras tanto.
China sabe que es una tregua temporal, que cuando se asiente Trump, gane o pierda su enfrentamiento con el “estado profundo”, no sólo van a volver las tensiones sino que se van a multiplicar. Y para ello tiene que estar preparada porque de ello depende el éxito de “Un cinturón, una carretera” dado que China ya ha dejado claro que pretende liderar el mundo a través de las infraestructuras.
China está construyendo todo un entramado financiero y económico que va a unir y enriquecer a las naciones y muchas de ellas ya han convertido a este país en su principal socio comercial. Para esto es el BAII, el corazón de toda la estrategia china y de la que la sangre es “Un cinturón, una carretera”. La torpeza de EEUU de no unirse al BAII está provocando que EEUU sea espectador de las grandes transformaciones que se están dando en el mundo. EEUU se ha pasado décadas sermoneando, y amenazando, a los países sobre mundo libre, democracia y todas esas monsergas mientras China se limita a construir aeropuertos, puertos y carreteras.
Por eso en estos momentos a EEUU sólo le queda el único recurso del que dispone en estos momentos para impedir ser desbancado como gran superpotencia: agitar las tensiones bélicas, como está haciendo ahora mismo en el Mar Meridional de China. Hoy por hoy su poderío militar es superior al chino. Pero eso está también cambiando y vemos cómo China está construyendo de forma acelerada toda una cúpula con la que va a proteger su estrategia de “Un cinturón, una carretera”.
Poder militar
Para que China sea de forma clara una superpotencia sólo le falta un elemento: poder militar. No hay más que mirar el desarrollo histórico de EEUU para darse cuenta de que su posición dominante como país se sustenta en la posición dominante del dólar, y ello ha sido posible por el apoyo, y la intimidación, que ha supuesto su poderío militar y su despliegue de bases por todo el mundo.
El dólar domina la economía mundial en tanto en cuanto continúe su superioridad militar y mantenga las bases militares estadounidenses que lo sustentan a lo largo de la Tierra. Mientras existió la URSS tuvo un cierto contrapoder que ahora no existe y por eso inició guerras (Yugoslavia, Afganistán), invasiones (Irak) y promovió derrocamiento de gobiernos (Libia) con un único fin: mantener el papel del dólar. Esto es difícilmente cuestionable en lo referente a Irak y Libia, dos países que habían mostrado su voluntad de deshacerse del dólar como moneda de cambio en las transacciones financieras y comerciales.
Para EEUU es vital que el dólar sea hegemónico, por lo que todo lo que socave este principio es una amenaza directa. En defensa de esta hegemonía monetaria EEUU utiliza muchos argumentos, desde las monsergas sobre la defensa del libre comercio hasta las sanciones y la guerra. Pero con China se está quedando sin ellos. Es imposible sancionar a la primera economía del mundo, como ya es reconocido de forma oficial incluso por la CIA (3), es difícil sostener el discurso sobre que China no es una economía de libre comercio –sobre todo después de que China forma parte de la OMC, pese a las reticencias sobre si cumple todos los parámetros- y es muy complicado ir a la guerra aunque no sea una opción que descarten los militaristas del Pentágono.
Por si acaso, el desarrollo chino en este aspecto es más que acelerado: su programa de misiles puede hundir portaaviones enemigos; las bases de EEUU en Japón y otros países cercanos están directamente amenazadas en caso de confrontación bélica; ha comprado los sofisticados sistemas de misiles defensivos rusos S-400 (por encima de ellos sólo están los S-500, de uso exclusivo ruso), así como un nuevo lote de aviones Sujoi-35 y Sujoi-37 que tan buenos resultados están demostrando en Siria; ha presentado su nuevo avión J-20, el más rápido en estos momentos y con el que EEUU pierde su superioridad aérea y ha anunciado que pronto contará con un motor de fabricación china y, lo más importante, está ampliando con una rapidez sorprendente su flota marítima anunciando que para finales de este año ya contará con un segundo portaaviones y que está iniciando la construcción de un tercero, así como submarinos, fragatas, corbetas y otras naves de combate. La meta es tener cinco en funcionamiento para 2020. Aún así aún estará lejos de EEUU en este aspecto, puesto que tiene 11 portaaviones, pero esa hipotética desventaja la suple con la cercanía de los puertos de abastecimiento y con los misiles anti-portaaviones como el “Viento del Este”.
El objetivo en este aspecto es claro y así lo ha refrendado, negro sobre blanco, la Asamblea Nacional Popular en la reunión que acaba de finalizar: sólo con un poder militar “adecuado” se podrá tener la certeza de que la estrategia económica y financiera diseñada cumple sus objetivos. Especialmente, en lo referente al control del comercio marítimo, al cinturón de la “Nueva Ruta de la seda”. Porque, como también se ha dicho, “como consecuencia de los cambios profundos que se están produciendo en el orden mundial, el país está dispuesto a hacer frente a cualquier tipo de situaciones complicadas tanto dentro como fuera de China”. Es la primera vez en la historia milenaria de China en la que se hace mención expresa de actuar más allá de sus fronteras. Es el paso adelante que asegura el cinturón y la carretera y que precede al “gran salto”.
Texto completo en: http://www.lahaine.org/china-el-cinturon-la-carretera
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2016.12.13 01:18 alforo_ "Mensajeros de la Paz" es una ONG que dirige el sacerdote responsable de una Fundación del PP

El Otro País
Como la estrategia de la araña, el Gobierno Partido Popular (PP) que preside José María Aznar, utiliza cualquier resquicio que puede para introducirse en sectores suceptibles de captar votos cara a las convocatorias electorales, aprovechándose de grupos franquistas desechados, Organizaciones No Gubernamentales (ONG), asociaciones o plataformas ultraderechistas, recicladas en demócratas de toda la vida; también, al mismo tiempo, el PP usa estas organizaciones sin ánimo de lucro de negocios y pagar en 'especias' todos los imprescindibles apoyos electorales y políticos.
Es el caso de Mensajeros de la Paz, una ONG cuya presidenta de honor es Ana Botella, mujer de Aznar, presidente de Gobierno. En la revista Claro Oscuro, una de las que tiene Mensajeros de la Paz, publicación superlujosa donde las haya, el cura ultraderechista Ángel García Rodríguez, presidente ejecutivo de esta ONG, dice que Mensajeros de la Paz está trabajando en 22 países, contamos con 296 hogares funcionales donde tenemos acogidos a más de 2.300 niños y jóvenes, después de haber atendido a 21.000. Asimismo se han atendido más de 4 millones (sic) de llamadas de personas mayores a través del Teléfono Dorado, además de los 3.000 ancianos que atendemos en nuestras residencias. En la publicación, dedicada a la Edad Dorada, Claro Oscuro informa sobre la Universidad Nacional de Educación a Distancia (UNED) que dirigen en La Bañeza, León, por decisión del Gobierno a propuesta de Ana Botella.
Mensajeros de la Paz abarca un complejo entramado de asociaciones y fundaciones, cuyos dirigentes son altos ejecutivos, propietarios de empresas y destacados dirigentes del PP, sobre todo. Los estatutos declaran su aconfesionalidad y ausencia de ánimo de lucro; sin embargo, Mensajeros de la Paz supera cada año la cifra de trescientos mil millones de pesetas contables en activos, patrimonio y movimientos bancarios. Ángel García Rodríguez, sacerdote diocesano, es quien lleva el timón del barco multimillonario, cuyos negocios penetran en la Cooperación Internacional, en programas públicos para la infancia, jóvenes, mujeres y pensionistas, Teléfono Dorado, atención residencial, programas educativos (privados y concertados), programas preventivos, socio-sanitarios y una gran nómina de beneficiosas firmas, con apoyo económico y político del Gobierno Aznar.
Mensajeros de la Paz fue constituida y registrada como ONG en 1972, por iniciativa de Ángel García Rodríguez. En pleno franquismo, este cura fue apoyado por el almirante Luis Carrero Blanco, vicepresidente del Gobierno en la dictadura. Ángel García aprovechó sus lazos evangélicos para construir un imperio, con la cobertura de la misericoria de Dios como reseña en sus publicaciones. En los estatutos de Mensajeros de la Paz dicen que no tienen afán de lucro, es laica y, además, es apolítica.
Estafas en el nombre de Dios
Pero al cerrarle la puerta a la verdad, la realidad se cuela por la ventana. Para entenderlo, reseñemos algunos detalles sin importancia. El beneficio medio anual que obtiene Mensajeros de la Paz, la ONG sin ánimo de lucro, supera los seis mil millones de pesetas libres de impuestos; entre sus afiliados hay una pléyade de falangistas, ex-militantes de Fuerza Nueva, viejos activos de la Guardia de Franco, ex-jóvenes cachorros fascistas que fueron procesados por sus hazañas heróicas, guerrilleros de Cristo Rey, policías de la Brigada Político-Social (BPS), somatenes, nostálgicos franquistas y sobre todo una numerosa corte de miembros del Opus Dei.
El Padre Ángel, así le llaman sus acólitos, celebra anualmente, con misas, los aniversarios de la muerte del dictador, de José Antonio Primo de Rivera, fundador de Falange; de Luis Carrero Blanco, su admirado protector; y por supuesto, del beato José María Escrivá de Balaguer, fundador del Opus Dei y santo devoto del Padre Ángel.
La ONG que gestiona Ángel García Rodríguez, Mensajeros de la Paz, es el auténtico vivero de cachorros del PP, que antes eran activos duros contra los antifranquistas militantes. Hoy, esta ONG sin ánimo de lucro, hace proselitismo para el PP como hace campañas electorales a favor del partido aznarista, pues no en vano la preside su protectora y patrocinadora. Durante las campañas electorales, el Padre Ángel remite cartas a sus afiliados y personas acogidas en las residencias de ancianos que él regenta con dinero que sale de los Presupuestos Generales del Estado; en esa carta les dice que elija lo que usted considere mejor, pero hágalo pensando en Dios Nuestro Señor y en quien vele por nuestra fe cristiana como el Partido Popular del Señor Don José María Aznar López.
Las millonarias cuentas corrientes de Mensajeros de la Paz, la ONG sin ánimo de lucro, no aguantan las más clementes auditorías; el negocio de Dios, como le llama el Padre Ángel, tiene tantas ramificaciones que, para Hacienda y sus inspectores, la gestión resulta muy opaca, y hemos querido incoar expedientes a Mensajeros de la Paz, pero lo impiden desde arriba. Otra cosa será que alguien vaya por vía judicial. Los ingresos ilegales de esta ONG son mil veces superiores a las cantidades declaradas; y sus recursos legales, uno de los más altos. Mensajeros de la Paz recibe de la Agencia de Cooperación mucho más dinero que el que declaran oficialmente; sumando a las subvenciones legales, partidas de ayuntamientos (Madrid se lleva la palma), comunidades autónomas, grandes bancos, cajas de ahorro, ministerios, multinacionales y grandes empresa, la cantidad administrada por el Padre Ángel resulta incalculable. Una de las entradas, en partidas millonarias indeclaradas, procede de los Fondos Reservados.
El patrimonio inmobiliario de esos Mensajeros de la Paz supera los trescientos edificios, cedidos por ayuntamientos (José María Álvarez del Manzano, alcalde del PP en Madrid, es quien más indulgencias plenarias tiene), instituciones públicas; como también de algunos albaceatos que apodera el Padre Ángel, legados testamentarios, donaciones pías y hasta de préstamos a fondo perdido.
Entre sus bienhechores nunca podría faltar la Casa Real, con los apoyos del rey, la reina, príncipe, infantas-princesas y respectivos consortes. Tampoco (cosas veredes Sancho) Felipe González, Manuel Chaves y José Bono; por exótico, reseñaremos el apoyo recibido de Mijail Gorbachov. El Padre Ángel también logro engatusar a la UNESCO. Entre las firmas más destacadas que apoyan el negocio de Ana Botella y del Padre Ángel, están las cuestionadas multinacionales McDonald's y Disneyland; como Telefónica, que regala integramente el Teléfono Dorado para consultas permanentes; Iberia, que resuelve los viajes píos a Roma, Lourdes y Fátima; Airtel y, cómo no, Radio Televisión Española (RTVE), ente que dirige el conspicuo González Ferrari, al que en el Pirulí rebautizaron como voz de su amo y bienpagáo. RTVE retransmite en directo actos públicos organizados por Ana Botella y el Padre Ángel, como la lectura ininterrumpida de la Biblia (del lunes al jueves de Semana Santa, que pueden seguir por teléfono, televisión en directo, videoconferencia e internet); o la inaguración de la UNED (Universidad de La Bañeza, en León), regida por Mensajeros de la Paz.
Entre las actividades educativas organizadas por el Padre Ángel, destaca el Día de los Abuelos, celebrado en los jardines de su complejo residencial, los belenes fantásticos de cada Navidad, las citas programadas con famosos, visitas al Real Madrid con la Fundación Pequeño Deseo, constituida por RBA Internacional, multinacional de la industrial cultural, para que el joven Alfonso visitara el Estadio Bernabeu; concurso de disfraces y bailes, comidas fraternales con paellas gigantes y un extenso repertorio educacional que patrocinan sociedades multinacionales, grandes bancos, entidades financieras e instituciones públicas.
Los Convenios de Colaboración de la ONG los gestiona Ana Botella desde su lujoso despacho en la sede de Mensajeros de la Paz (General Vara del Rey, número 9, en Madrid); además de Iberia y Fundación Telefónica, están los acuerdos suscritos con Fundación Cofares, AENA, Antena 3TV, Fundación Puleva, Azucarera Ebro Agrícolas, Fundación Madritel y otros onerosos con ayuntamientos, fundaciones y patronatos para dirigir residencias de personas mayores. El patrimonio personal del Padre Ángel resulta incalculable; tan creíble como su nepotismo; familiares suyos trabajan con él y aunque es el Padre Ángel quien rige todos sus negocios, con Mensajeros de la Paz a la cabeza, sus allegados gestionan los trabajos, la contabilidad y labores invisibles, como hace Nieves Tírez Jiménez, bracito derecho le dicen, que es, además, la secretaria personal del avispado cura sin ánimo de lucro.
Además de Ana Botella y el Padre Ángel García, cabezas visibles de Mensajeros de la Paz, a la ONG pertenecen ministros y ex-ministros, franquistas y tardos; miembros de Tácito; Álvarez del Manzano, alcalde de Madrid, y María Eulalia Miró, su esposa, que a su vez es presidenta de Mensajeros de la Paz en Madrid; Ana Rodríguez Mosquera, presidenta honoraria en su comunidad y esposa de José Bono, presidente de Castilla-La Mancha; asimismo, pertenecen o han colaborado con Mensajeros de la Paz, varios personajes de menor calibre, como Concepción Dancausa, Secretaria General de Asuntos Sociales; Javier Urra, Defensor del Menor en Madrid; Lidia San José, Belinda Washintong, Paz Padilla, Matías Prats, Lina Morgan, Luisa Fernanda Rudí, Esperanza Aguirre, Carmen Posada, las actrices Florinda Chico y Miriam Díaz-Aroca.
Caras visibles, mundillo oscuro
Asimismo, forman parte de su entramado Sandra Mayers, deportista y militante de derecha; los cardenales Ángel Suquía y Marcelo Martín, franquista el último de aquí te espero, encarnizado fustigador del también cardenal Enrique Tarancón, al que llamó rojo de los infiernos cuando éste exigió como presidente de la Conferencia Espiscopal española, democratizar profundamente la estructura del Estado y en consecuencia el verticalismo de la Iglesia católica.
En la nómina de colaboradores de Mensajeros de la Paz, está Rodrigo Rato, vicepresidente del Gobierno; Miguel Ángel Cortés, secretario de Estado; Eduardo Zaplana, presidente de la Comunidad de Valencia; Camilo Lorenzo, obispo de Astorga; para rizar el rizo, figura el cardenal Pio Laghi, nuncio papal en Argentina durante la dictadura militar de Videla, al que calificó de cruzado de Dios, haciendo que fuese bajo palio en varias misas celebradas por él; asimismo, bendijo su acción política, pues lo hace para gloria del Señor Jesucristo, como denunciaron Madres de Plaza de Mayo. La lista es tan extensa que es difícil pormenorizarla. Con el botón de muestra parece suficiente.
El patrimonio fundacional de Mensajeros de la Paz era de 366.715 pesetas. Sin embargo, según la contabilidad oculta que figura dentro de la documentación de esa ONG, aquella cantidad es ridícula, pues la cifra es más de doscientos mil millones en su presupuesto anual. El uno de abril de 1997, Mensajeros de la Paz alquiló una planta en Madrid, en el número 47 de la calle Goya, pagando 2.700.000 pesetas al mes a Josefina Cimino Varela, la propietaria, que entonces residía en Santander.
Los ingresos de Mensajeros de la Paz en 1978 llegan a 75.877.510 de pesetas con gasto de 75.674.875. Es decir, la contabilidad cuadrada. Ese año, Mensajeros de la Paz organizó un concierto del que obtuvo 800.000 pesetas de beneficio, al que hay que sumar 7.240.243 pesetas, que figura textualmente en otra cuenta como beneficio de bingos. Ese año, Mensajeros de la Paz recibió 38.688.181 pesetas legales-oficiales de subvenciones. Pero en 1979, la cifra legal se disparó. El presupuesto de Mensajeros de la Paz fue de 51.574.250 de pesetas; según la documentación que corresponde a ese año fiscal, los beneficios de bingos eran 96 millones de pesetas redondas; en 1997, Mensajeros de la Paz declaró unos ingresos de 267.490.912 en pesetas, cantidad de las que 255.500.036 procedían de subvenciones públicas legales, gastando 114.612.148 de pesetas, quedando un saldo a su favor de más de 150 millones de pesetas.
Sólo el patrimonio inmobiliario que administra Mensajeros de la Paz (concesion de instituciones públicas, organismos estatales y Conferencia Episcopal española), está valorado oficialmente en más de novecientos mil millones de pesetas. Por ejemplo, el seminario de La Bañeza, en León, cedido por el Obispado de Astorga (16.000 metros cuadrados construidos y 12.000 útiles), está valorado en 35.900 millones de pesetas por el Colegio de Arquitectos.
Las relaciones con el PP
La presidencia honorífica de Ana Botella la ejecuta Ricardo de León Egües, también responsable de la Fundación Humanismo y Democracia que preside el democristiano Javier Rupérez, actual embajador del Gobierno PP en Washington, amigo y protector de la ultraderecha anticubana, y animador aquí de opositores fascistas anticubanos como Carlos Alberto Montaner y Guillermo de Gortázar, diputado por el PP éste último, casado con Pilar del Castillo, actual ministra de Cultura, y enlace del presidente José María Aznar con la Fundación Nacional Cubano-Americana, muchos de cuyos dirigentes fueron procesados en Estados Unidos por tráfico de armas, asesinatos mafiosos, atentados políticos y narcotráfico. La Fundación Humanismo y Democracia tuvo en sus filas a José María Aznar desde el 4 de mayo de 1994 hasta el 11 de noviembre de 1996, llevando ya cinco meses presidiendo el Gobierno.
En su momento, la Coordinadora de Organizaciones No Gubernamentales de Cooperación para el Desarrollo (CONGDE) manifestaba su extrañeza por la casualidad de que León Egües estuviera en Mensajeros de la Paz y al mismo tiempo fuese responsable de la Fundación Humanismo y Democracia. Ricardo de León Egües perteneció al Gobierno Autónomo navarro cuando Juan Cruz Alli tomó posesión de la presidencia del mismo, el 25 de septiembre de 1991. Ricardo de León Egües fue asesor del Ejecutivo autonómico y, después, aunque nombrado por Alli, sería consejero para el Bienestar Social a petición del presidente Aznar, que tiene con Unión del Pueblo Navarro (UPN) un acuerdo de fusión en la Comunidad. La Fundación Humanismo y Democracia nació el 13 de octubre de 1977, según escritura pública número 3.929, formalizada por José María Prada González, notario de Madrid. La integraban Fernando Álvarez de Miranda, que fue Defensor del Pueblo; Óscar Alzaga y Rafael Arias Salgado (después ministro de Fomento con el primer Gobierno del PP); Luis Vega Escandón, que presidió la Jornada de la Asamblea de las Asociaciones La Cruz de los Ángeles y Mensajeros de la Paz el 31 de marzo del año 1973 en Oviedo; José Luis Cudos Samblacat, así como Iñigo Cavero, Geminiano Carrascal Martín, Julen Guimón, Modesto Fraile, Pilar Salarrullana y Luis Gómez-Acebo, ucedistas y aliancistas y algún componente de Tácito que ayudó a José María Aznar a encarrilar al PP en su ficticio viaje hacia el centro. Javier Rupérez, embajador del Ejecutivo en Washintong, donde tiene muchos amigos, es presidente de la Internacional Liberal; uno de sus vicepresidentes de la Internacional es el contrarrevolucionario Carlos Alberto Montaner, quien tiene una biografía encubierta de oscuras acciones y plagios literarios y que, públicamente, en directo (en un programa que condujo Mercedes Milás), amenazó al sacerdote jesuita José Ignacio Ellacuría pocas semanas antes de que fuese asesinado junto a sus compañeros en la capital salvadoreña. La vida y milagros de Montaner corresponden a otro capítulo. El 14 de mayo del año 1985, el democristiano Javier Tussell fue nombrado director de la Fundación Humanismo y Democracia. Tussell recibió el encargo de establecer relaciones con la Fundación Konrad Adenauer, que coordinaría Carlos Moro Moreno, delegado de Gobierno en Castilla-La Mancha. Poco años después, Carlos Moro Moreno sería implicado en el escándalo del lino, tras ser acusado por José Bono como un cazaprima por recibir comisiones para manipular estos cultivos. Una finca familiar, dedicada a la explotación agrícola, sufre un incendio, perdiendo algunas hectáreas; cuando las llamas asolaban la tierra, el capataz no dejó entrar a los bomberos, diciéndoles que tenía la orden del amo y que tenía controlado aquel fuego cuando la dotación estaba viendo que el siniestro total aún estaba en pleno auge. Pero entre compensaciones de las aseguradoras, las subvenciones públicas y los pagos estatales, el incendio supondría un monto superior al beneficio obtenido en las cinco últimas temporadas.
Una línea 900 de Telefónica
La luz de crear Mensajeros de la Paz le vino a la cabeza a Ángel García Rodríguez, en 1963. El Padre Ángel estudiaba en el seminario diocesano de Oviedo. Ángel García Rodríguez se preguntó qué haría, dice en charlas pastorales. Nueve años después, fundaba su organización en compañía de María Antonia Camacho Vacas, José Manuel Alfonso Ramos, Domingo Pérez Fernández, Azucena Aguado Calvo, Miguel Coviella Corripio, Miguel Jover Bellod, Amparo Pintado Cespedes y Rodrigo Pérez Perela. Parte de los fundadores crea el 23 noviembre del año 1996, la asociación Edad Dorada, con el número 161.791 en el Registro Nacional de Asociaciones del ministerio de Interior. En Mensajeros de la Paz y Asociación Edad Dorada, coinciden el Padre Ángel y María Antonia Camacho Vacas.
Asociación Edad Dorada-Mensajeros de la Paz (nombre completo) se declara independiente, aconfesional y apolítica (artículo segundo de los estatutos), sin ánimo de lucro (artículo cuarto), con proyección e implantación mundial en países en vías de desarrollo. Esta ONG escrituraba un patrimonio fundacional de 500.000 pesetas. Pero en 1999 tenía previsto ingresar unos 976 millones, de los que casi 618 figuran en el apartado subvenciones, donaciones y legados, aparte de los 437 millones por los ingresos de patrocinadores y colaboradores. Mensajeros de la Paz tienen aún más facetas, pues además de presentarse como ONG, organización benéfica, fundación caritativa y asociación, auspicia la Fundación Teléfono Dorado, que explota, como su nombre indica, el Teléfono Dorado que según dicen ellos ha recibido más de tres millones y medio de llamadas para paliar la soledad de personas mayores. Esta Fundación, constituida en agosto de 1998, también está presidida por el Padre Ángel, e integrada por Pedro Mella Fernández, vicepresidente; María de las Nieves Tírez Jiménez, secretaria general de la Fundación y secretaria personal del propio sacerdote; José Ramón Campos Mulero, Antonio Rodríguez Peña y Francisco Limonche Valverde, quienes figuran como vocales y asesores.
Francisco Limonche Valverde es alto cargo de Telefónica Internacional, compañía multinacional que expanden en Latinoamérica, con muchos intereses comerciales en aquel continente. Gracias a la solidaridad de las personas que nos ayudan, es posible que esta Asociación avance en su espíritu fundacional, se lee en una una revista de la Asociación Teléfono Dorado.
Gracias a la gestión directa de Ana Botella con su amigo Juan Villalonga, quien actualmente reside en Miami con el billón de pesetas que obtuvo por irse de la firma, Telefónica contribuye a la tarea de solidaridad con la Línea 900 (900 22 22 23) cuyo importe por llamadas corre siempre a cuenta de Telefónica, mientras los trabajadores de SINTEL continúan esperando pacientemente que resuelvan el desaguisado de una de las grandes estafas de la democracia.
Según el Padre Ángel, el equipo de operarios que atienden las llamadas constituye un equipo integral compuesto por psicólogos, médicos y personas desinteresadas.
Todo este trabajo se nutre de voluntarios. Durante la noche, las líneas son desviadas al domicilio particular de algunos voluntarios. Sin embargo, según varias denuncias archivadas, esos empleados del Padre Ángel, al tiempo que atienden el Teléfono Dorado, someten a las personas solitarias que les llaman a un premeditado y completo interrogatorio, previamente asesorados por el Padre Ángel y el consentimiento de Ana Botella, con preguntas sobre su estado psíquico, necesidades espirituales y estado legal de sus viviendas, si son propietarios, de cualquier otro patrimonio y, sobre todo, de la pensión que reciben. La mayoría firma la tutela para las gestiones correspondientes; cuando mueren, según una cláusula, esa propiedad pasa a engrosar el patrimonio de Mensajeros de la Paz-Edad Dorada. Según el Padre Ángel García, uno de los problemas más graves de todos nuestros mayores es la soledad.
Ana Botella con despacho lujoso
Pero lo que el Padre Ángel no dice es que tiene también un teléfono comercial, 906, el Teléfono de la Solidaridad, cuyo lema es llama y te sentirás reconfortado y solidario. Quienes se sientan animado con ese ardid, escucharán un fragmento de la Biblia grabado con la voz del Padre Ángel. El precio de cada llamada al Teléfono de la Solidaridad, según Telefónica, es 47'24 pesetas el minuto. Sin embargo, según informan al final de la lectura religiosa, el coste de la consulta es 93 pesetas por cada minuto. Mensajeros de la Paz tiene por objeto acoger en Hogares Funcionales a menores privados de ambiente familiar o abandonados, a jóvenes con problemas, en dificultad social y a personas mayores que se encuentran solas, junto a proyectos de cooperación internacional, según puede leerse textualmente en la ficha que la CONGDE (Coordinadora de las ONG) posee. La sede social está en el centro de Madrid, en pleno Rastro madrileño. El edificio, cedido a perpetuidad por el Ayuntamiento de Madrid, como no podía ser menos, nunca pasaría desapercibido; pintado de verde, reza en letras amarillas que allí está Mensajeros de la Paz, Teléfono Dorado y, bajo un dibujo de su gran teléfono, figura el número 900 22 22 23. Mensajeros de la Paz comparte el edificio con las oficinas de la Asociación Provida, franquista y ultramontana organización que tiene en su lucha contra el aborto la bandera de sus enjuagües, miserias y negocios.
El Estado Mayor del Padre Ángel, que tiene allí uno de sus despachos dorados, está en la primera planta. Por supuesto, Ana Botella, presidenta de honor, tiene también su lujoso bufete, provisto de todas las comodidades, incluido un sofá terapéutico para descansar durante las pausas de su tarea, sobre todo entre los momentos tensos en los que despacha las cuentas del negocio con el Padre Ángel, único capítulo en el que no intervienen nadie más que ellos dos, y siempre solos. Según comentarios del Padre Ángel a quien quiere oirle, doña Ana Botella utiliza simbólicamente los despachos para atender llamadas de personas mayores.
Allí siempre hay revuelos de personas, la mayoría de la tercera edad, mientras los teléfono no paran de sonar. Todos corren de un lado a otro. La entrada está decorada con imágenes religiosas y retratos del Padre Ángel, su fundador. La mano derecha de este avispado cura es Nieves Tírez Jiménez, su secretaria, socia en la Fundación Teléfono Dorado, que es quien coordina la apretada agenda de inauguraciones, actividades sociales y visitas a campos de refugiados, levantados por soldados y voluntarios. Programas financiados, dirigidos y coordinados siempre por el ministerio de Defensa, el PP y el Gobierno Aznar como campañas de imagen que divulgan sus adelantados en prensa, radio y televisión, con nombres y apellidos, una de cuyas copias confidenciales está en nuestro poder, que haremos pública cuando lo consideremos más oportuno.
Este singular cura, quien afirma que no le gusta ponerse el alzacuellos, dice que no descuido mi obligación como sacerdote. Su despacho está presidido por una talla en madera de la Virgen, remozada con flores de plástico. Las paredes de su oficina están repletas de fotografías suyas con muchos dirigentes políticos que han estado en los gobiernos desde la cuestionada transición hasta hoy. Desde Felipe González y José María Aznar, Camilo José Cela, el rey Juan Carlos, la reina Sofía, los príncipes y otros miembros de la familia real hasta José Bono y un nutrido iconostasio de personajes ligados a la vida pública, social y, como dice el Padre Ángel en su propio endiosamiento, famosos de siempre que nos dan mucha cancha en prensa; por supuesto, la presidenta Ana Botella es la actriz de todas sus paredes.
Pero el Padre Ángel pretende ser la cara amable de la ONG, aunque no ha podido a pesar de su pardo protagonismo y su obsesión por fotografiarme con las personalidades que nos visiten, para promocionar nuestras insuperables obras cristianas para mayor gloria del Santo Dios, Nuestro Señor. Asturiano, nacido en Mieres el 13 de marzo de 1937, lo que no está claro es hasta dónde llega ese ministerio cristiano, estatutariamente laico; y es que, nunca mejor dicho, Dios está en todas partes. Mensajeros de la Paz cuenta con unas cien residencias de la tercera edad repartidas por todo el territorio del Estado español, numerosos pisos tutelados y casas de acogida. Más de treinta pisos tienen en Madrid, donde Mensajeros de la Paz ha obtenido también, a través de innumerables subvenciones, legales y encubiertas, más de dos mil ochocientos noventa millones de pesetas, y sólo en el año 1999.
Humanización y Comercio
El Padre Ángel tiene buenas relaciones con la nobleza y los dirigentes políticos. Él mismo declaraba que no puedo decir que sea aconfesional o apolítico; nosotros no le preguntamos a la gente de qué religión es, pero tampoco le decimos que no sea católica. Nosotros somos del Gobierno español, esté quien esté. En Méjico o allá donde tengamos un proyecto, lo mismo de los mismo. Prueba de ese eclecticismo es que en la página web de Mensajeros por la Paz, diseñada, regalada y financiada por Telefónica, bajo el calificativo de nuestros amigos, están las fotos del Padre Ángel con personajes del más ramplón espectro político y social, destacando el relieve de las que figura con los famosos, como él denomina a toda la corte de impresentables que abarrotan las revistas del corazón o, lo que es parecido, esas publicaciones antiperiodísticas, ruines y dañinas, que desgraciadamente invaden la vida de este país. y ha nombrado a las primeras damas de cada comunidad autónoma española presidentas de honor de la citada organización.
El nuevo luminoso proyecto para que los mayores no se sientan solos, fue inaugurado hace a mediados de 1999 bajo los auspicios de la infanta Mercedes de Borbón, con apoyo de Alicia Koplowitz, que cedió los terrenos, abriendo el Centro Terapéutico de Animales de Compañía para mayores; perros y gatos para la Tercera Edad. En el luminoso complejo del Padre Ángel y Ana Botella participan la Organización Nacional de Ciegos Españoles (ONCE), Fundación Purina y la Escuela de Adiestramiento de la Guardia Civil, así como otras instituciones, destacando entre ellas el ministerio de Interior, cuya aportación económica procede de los Fondos Reservados. Las iniciativas sobrepasan la frontera. Mensajeros de la Paz y el Padre Ángel están presentes en Benin, Bolivia, Brasil, Costa de Marfil y Costa Rica; en Ecuador, Guatemala, México, Miami, Panamá, Perú, Tanzania, Kenia y Uganda, como consta en el Registro Nacional de Asociaciones del ministerio de Interior. Otra de las iniciativas que ha tenido a bien instaurar el Padre Ángel ha sido el Día de los Abuelos. Para ello quiso contar con el apoyo de las grandes superficies comerciales; sin embargo, algunas se negaron a secundar la iniciativa porque es para negocios de Ana Botella y el Padre Ángel, lo que provocó la ira del cura, quien decidió hacerles la guerra, como quedaba patente en varios artículos de Júbilo, otra de las publicaciones de Mensajeros de la Paz, esa ONG que dice no tener ánimo de lucro.
Cuando una voluntaria le preguntó al Padre Ángel por qué, el cura dijo que el objetivo es humanizar la figura de los abuelos; a lo que la voluntaria replicó con otra pregunta, diciéndole que ¿desde cuándo la humanización pasa por patentes y marcas? El Padre Ángel no cejó en su empeño y, contra viento y marea, el Día de los Abuelos lo celebra desde la primera edición con diferentes actos en cualquier territorio de nuestro país al que lleguemos.
Para el Padre Ángel, el Día de los Abuelos bien vale una misa, como la que tuvo lugar en Santiago de Compostela, dentro de la catedral, concelebrada por dos abuelos que se ordenaron al enviudar, y que legaron todo su patrimonio a favor de Mensajeros de la Paz.
Aquella misa cantada fue retransmitida, por mandato de Ana Botella a Javier González Ferrari, a través de TVE, la privada Televisión Española del PP. Pocos días antes, el Padre Ángel se entrevistó con Manuel Veiga, presidente de la Asamblea de Extremadura, al que pidió que actuase de portavoz ante otros presidentes de parlamentos autonómicos, para que reconocieran oficialmente la fiesta. El Padre Ángel también consiguió que el Papa bendijera su iniciativa; contó también con el apoyo de la Casa Real; como homenaje, el Padre Ángel y Ana Botella decidieron nombrar Abuelos de Oro al rey y a la reina.
Como es fácil comprobar, el Padre Ángel y la propia Ana Botella aprendieron la lección del dictador y saben que hay que tenerlo todo atado y bien atado.
El negocio de Mensajeros de la Paz es un saco sin fondo, cuyas cuentas millonarias benefician a unos y otras. Pero aquel vivero del PP también tiene los pies de barro. Las vinculaciones de Mensajeros de la Paz con la Confederación Católica de Padres de Alumnos (CONCAPA) que fundó Carmen Alverar, con la Iglesia católica, sobre todo con su cúpula, son verdades axiomáticas; es decir, que no es necesario demostrarse. Pero más vinculados están a los Servicios Secretos según un Informe Confidencial del Cesid, para los que han hecho trabajos cuando se les ha solicitado de manera oficiosa y personal. Como se verá, todo queda en casa, pues el espionaje lo hacen de forma habitual y sistemática. Mucho espiar a rebeldes, rojos y ocupas y después resulta que al Servicio Secreto del Estado se le cuela la delincuencia en la cresta del propio Gobierno. La policía identificó al intérprete, protegido por el Padre Ángel (quien acompañaba al presidente José María Aznar y Ana Botella en su promocionada visita a los refugiados albaneses que tenían acogidos), como a un mafioso kosovar que estaba buscando. Gran sorpresa para quienes le seguían la pista, al verlo en televisión; era de toda confianza en la ONG denominada Mensajeros de la Paz. fuente:http://www.losgenoveses.net/Nacionalcatolicismo/padreangel1.html
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2016.10.05 12:01 EDUARDOMOLINA Javier Valenzuela: Voté como me dijiste, jefe/a. A Teresa Rodriguez lo que más le llamó la atención del Comité Federal del PSOE del sábado fue la disputa feroz sobre si la votación debía hacerse a mano alzada o en el secreto de una urna. “Eso denota una cierta enfermedad”, ha concluido Rodríguez.

http://www.infolibre.es/noticias/opinion/2016/10/04/vote_como_dijiste_jefe_a_55732_1023.htm
"Acabo de escuchar La Cafetera, el programa radiofónico de Fernando Berlín. Lo he incorporado a mi menú informativo matinal, tras el repaso a cuatro diarios digitales independientes y a mis cuentas en Twitter y Facebook. Lo bueno es que todo esto puedo hacerlo con mi móvil, que tiene un tamaño decente para leer textos no muy largos, y desde cualquier lugar del mundo con acceso a Internet, o sea, casi todos, incluidos los cafetines de Tánger.
Teresa Rodríguez, la líder de Podemos en Andalucía, le ha hecho una reflexión interesante al amigo Berlín. Lo que más le llamó la atención del Comité Federal del PSOE del sábado fue la disputa feroz sobre si la votación debía hacerse a mano alzada o en el secreto de una urna. “Eso denota una cierta enfermedad”, ha concluido Rodríguez.
Lo denota, ciertamente. Los dirigentes del PSOE reunidos en Ferraz nos estaban diciendo que algunos –quizá bastantes– de ellos podían optar por una u otra posición según se fuera o no a conocer su voto. El puesto de trabajo peligraría si el jefe o la jefa de la camarilla veía que tal o cual discrepaba de su línea. Ya no habría en ese caso concejalía, consejería de gobierno autonómico o puesto orgánico en el partido.
El ganapán prima sobre las convicciones políticas y morales, si es que se tienen. Es este uno de los tumores de una democracia excesivamente basada en el partidismo como lo es la española. No es exclusivo de nuestro país y en nuestro país no es exclusivo del PSOE, lo sé. Pero aquí y ahora estamos hablando de este partido.
Quizá porque esté jubilado, y también, sin duda, porque es una persona culta, clara y racional, Josep Borrell ha dicho estos días cosas mucho más serias que la mayoría de sus correligionarios. Lo ha hecho, entre otros lugares, en la SER y en El Intermedio. Cosas como que la crisis del PSOE no empezó con Pedro Sánchez: Rubalcaba ya lideró la madre de todos los castañazos electorales. O como que el motín contra Sánchez ha debido organizarlo un “cabo chusquero” por lo tosco y obsceno que ha sido. O como que PRISA ejerce de juez y parte en las disputas del PSOE porque piensa que ese partido le pertenece.
Los militantes del PSOE eligieron en 1998 a Borrell como su candidato a la presidencia del Gobierno. De inmediato, la Vieja Guardia desencadenó contra él tal campaña de desgaste y desprestigio que no llegó a presentarse a las elecciones. Los felipistas no podían tolerar que entre la militancia hubiera triunfado alguien que no era de los suyos.
En sus entrevistas, Borrell no se ha quedado en la espuma de los días, en esos pormenores que apasionan a tantos gacetilleros y que ni tan siquiera llegarán a ser una nota a pie de página en los libros de Historia. Cosas como si Sánchez se presentará o no a unas primarias que ni tan siquiera han sido convocadas. No, él ha ido al fondo de las cosas. Ha sido uno de los pocos socialistas que lo ha hecho.
Por ejemplo, se pregunta cómo piensa llegar el PSOE al Gobierno algún día si rechaza visceralmente la posibilidad de alcanzar algún tipo de acuerdo con Podemos. La realidad es la que es, y el PSOE no tiene el casi monopolio de la izquierda española del que disfrutó durante décadas. Aun más, tras el espectáculo cainita de estos días, es verosímil que Podemos le adelante en las próximas citas electorales.
¿Por qué se empeña el PSOE en satanizar a Podemos, una formación donde, recuerda Borrell, están muchos de sus hijos? Es una vía estéril: no le ha dado buenos resultados en los dos últimos años. Al contrario, ha proyectado la imagen de un partido poseído por un fenomenal ataque de cuernos porque buena parte de su electorado está saliendo con otro. ¿Se ha preguntado de veras el PSOE por qué tantos de los 11 millones de votos que cosechó ZP en 2004 y 2008 prefieren ahora alternativas más claramente críticas con el sistema? ¿Se cree que con casticismo españolista y motines chusqueros va a volver a seducir a los jóvenes, los progresistas y las clases populares y medias de las ciudades?
Existe la crisis general de la socialdemocracia europea, que de tanto irse a la derecha en aras del pragmatismo, ha terminado por asquear a su electorado de izquierdas. Y dentro de ella existe la crisis específica del PSOE, que se pensó que el 15-M era una chiquillada, que no comprendió que millones de españoles estaban hasta las narices de las imperfecciones e injusticias del régimen surgido de la Transición y deseaban reformarlo a fondo. Que, en los momentos más duros de la crisis, no expresó demasiada empatía por los desahuciados, los despedidos en los ERE, las víctimas de los recortes sanitarios y educativos. Que ofreció una imagen de compadreo con el poder de la que Rubalcaba, como Fouché en la Francia de comienzos del siglo XIX, era la encarnación perfecta. Que dejó políticamente huérfanos a los que terminarían votando a Podemos en cuanto apareció en escena.
Borrell también ha formulado una pregunta vetada por el régimen: ¿puede resolverse de modo pacífico y razonable la crisis planteada por los anhelos soberanistas de tantos catalanes y vascos sin hablar y negociar con ellos? Él es más bien jacobino, pero tiene sentido común.
Me doy cuenta de que a muchos apparatchiks del PSOE estas reflexiones deben producirles dolor de cabeza. Borrell, pensarán, es un intelectual. Ellos y ellas no tienen una alternativa laboral, profesional o vital fuera de la politiquería partidista, en la que desearían jubilarse. Así que lo importante son los cargos, las comisiones, los estatutos, las listas electorales y, sobre todo, que el jefe o la jefa no tenga la menor duda de que en el Comité Federal he votado exactamente lo que se me decía." l
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2016.10.01 21:26 podemosspb El Da Vinci español que dijo 'no' a Apple. Ideas evolutivas versus ideas revolucionarias.

Noticia original con fotos en: http://www.elmundo.es/papel/historias/2016/09/30/57ecfc92e5fdea17108b463a.html
Imagine que recibe un email de un cazatalentos internacional de Apple en el que se le pide una cita para tomar un café dentro de media hora. ¿Qué hace? ¿Acudir corriendo?
Mejor montar en bici. Eso hizo Rodrigo García un día después de haber triunfado en Londres con una exposición de sus inventos en el Royal College of Art. Imposible fiarse de un taxi en hora crítica de tráfico más aún cuando vives en la otra punta de la ciudad.
Pedaleó como si fuera un escapado que huye del pelotón en una etapa del Tour hasta que milagrosamente alcanzó la meta. Entonces le informaron que había un error y que el encuentro era al día siguiente. Daba igual: había llegado a tiempo. Apple, la empresa más valorada en bolsa del mundo por aquel entonces, quería ficharlo para su prestigioso equipo de diseño. Dos años después, Rodrigo García (Vitoria, 1984) reconoce no tener mucho dinero. Pero no se arrepiente de haber rechazado la oferta del imperio fundado por Steve Jobs. Quiere seguir su propio camino.
Tras varios meses de tanteos telefónicos, por fin hace una escala en Madrid, donde viven sus padres, y podemos encontrarnos. Desconocido en nuestro país, puede presumir de haber sido el primer europeo (pionero, así los llaman) invitado a participar en el programa We Solve for X, una comunidad creada por Google que reúne a inventores y pensadores para hablar de soluciones tecnológicas y medioambientales. De su imaginación han surgido artilugios tan curiosos como una maleta que te sigue como un perrito faldero gracias al bluetooth del móvil, una nube artificial que distribuye agua y una plantilla perforada con agujeros para ver más nítidamente, ideal para fabricar gafas de forma sencilla en países en vías de desarrollo. Aunque seguramente su creación más relevante sea la gotella, al menos la que ha generado más expectativas.
Un invento que ha puesto en alerta al lobby de la industria del plástico y cuya implantación podría suponer una revolución ecológica. Sin aventurar sobre el futuro de sus proyectos, sí se puede asegurar que este chico es una de las mentes más inquietas y creativas del siglo XXI español.García espera refugiado en un toldo, que hace de escudo frente al sol de verano, de la cafetería de Avenida de América donde hemos quedado. Al contrario que con Apple, se ha presentado a la cita con cinco minutos de adelanto. Pide un zumo de naranja y va armado con un ordenador portátil y un teléfono analógico que parece rescatado de finales del siglo pasado.
¿El hombre tecnológico no tiene un 'smartphone'? (Se ríe) Éste funciona bien. Hace cuatro años me vi obligado a comprarme un smartphone en Inglaterra, que todavía uso en el trabajo, porque iba de un lado a otro siempre con un callejero de bolsillo y varias veces me equivocaba de dirección. Orientarse en Londres es complicado, hay muchas calles con el mismo nombre y tuve que recurrir a los mapas por GPS.
Es alto, ordenado y cuando no encuentra la palabra exacta, se disculpa: dice que lleva mucho tiempo comunicándose en inglés. García ha fundado en la capital británica Skipping Rocks, una empresa con un reducido grupo de socios, la mayoría químicos, levantada con ayudas europeas y el dinero de los premios internacionales que García ha ganado con sus inventos.
¿Cómo nace una idea capaz de resolver una necesidad o incluso crearla? Mira (coge su zumo de naranja), se puede decir que hay dos tendencias básicas en diseño: la primera se podría llamar evolutiva, en la que podríamos coger este vaso que ya sabemos que cumple su función y pensar en un nuevo material o en lograr un diseño más ergonómico. Con la otra tendríamos la revolucionaria, que consiste en plantearse de cero el problema de cómo beber.
¿Podríamos lograr un mecanismo capaz de beber de la mano de forma higiénica? ¿Hacer que el líquido se contenga en sí mismo sin necesidad de vaso? Ése es el planteamiento. Esa reflexión debe ser complicada cuando tienes tantos en proyectos en marcha. En nuestro grupo somos muy buenos en empezar cosas y malos para terminarlas -se ríe-. Trabajamos hasta en 20 ideas. Últimamente nos hemos dedicado a investigar en unas dobles pieles fáciles de desprender que podrían emplearse en el tratamiento de quemaduras o para protegerte del sol si vas a la playa.
En el portátil me muestra la evolución de su gotella (gota+botella), un trabajo en el que ha invertido mucho tiempo. Esta alternativa a la botella de plástico nace a partir de un alga tratada con la técnica de esferificación, un proceso de coagulación empleado durante décadas en la industria alimentaria y que Ferran Adrià trasladó a la alta cocina. De ahí surge un envase de textura gelatinosa barato (dos céntimos cada unidad), resistente, biodegradable como una piel de fruta y hasta comestible (eso sí, totalmente insípido).
Su filosofía: "No quiero llenar el mundo de cosas nuevas. Tan sólo que las cosas sean más sencillas"
Las mayores empresas embotelladoras del mundo se han puesto en contacto con él, aunque su implantación industrial parece todavía lejana. El valor de este producto creado por García radica en su coste medioambiental, infinitamente inferior al del polietileno habitual en envases y botellas. Un asunto nada baladí si tenemos en cuenta que se estima que, en la era del plástico, el ser humano lleva producidos 5.000 millones de toneladas en los últimos 40 años y sus vertederos se extienden por tierras y mares.
La imaginación de este hombre más que precoz es preclara.
De adolescente estaba convencido en estudiar diseño industrial, pero al final se decantó por la arquitectura. Iba a sorprender con su heterodoxia desde su ingreso en la Escuela de la Politécnica de Madrid. Todas sus ideas constructivas iban dirigidas a reducir el impacto del urbanismo en el paisaje y no dudó en plantear proyectos tan originales como casas que se esconden, casas con patas o algo tan arriesgado como su multipremiado proyecto final de carrera: un edificio de 12 plantas con estructuras desplegables basadas en los fundamentos de la geometría. Lo impactante es que esa mole estaba diseñada para montarse en tan sólo tres horas.
De Madrid pasaría por Suecia, India y Chile, destinos académicos tan distintos como claves en su formación. Su entusiasmo pausado no anuncia la cantidad de cosas que es capaz de hacer a la vez. Compagina su vocación científica en distintos campos con la de actor. Sí, Rodrigo García es experto en el arte teatral de la improvisación, que cultiva desde sus años escolares, incluso ha ganado alguna competición y colaborado con distintas compañías. Algo muy útil ya que para él esta disciplina y la innovación tecnológica se rigen por normas similares: «En ambos mundos hay que estar abierto a todo y aprender que el error es un acierto», asegura.
Además de su labor como profesor en Kingston y en el Imperial College y la gestión de su empresa, García viaja por toda Europa contratado por empresas de muy diferente perfil con la misión de «solucionar problemas». Es como el Señor Lobo del I+D.Cuando uno piensa en un inventor español recuerda sus libros de texto de la EGB y las menciones a Isaac Peral y su submarino o a Juan de la Cierva, precursor del helicóptero. Quien ha disfrutado de un profesor de Ciencias estimulante quizás haya oído hablar del injustamente olvidado Torres Quevedo, considerado nuestro Leonardo Da Vinci.
Otra referencia coloquial a la innovación más loca se produce al oír a nuestros padres o abuelos identificar un disparate con la frase «esto es como un invento del TBO», alusión a aquellas ideas estrafalarias como el coche salta-vallas o los melones cuadrados que ilustraban esta revista infantil de posguerra.
Tampoco resultaba extraño que en la adolescencia, cuando el ocio discurría entre billares y recreativos, un amigo sentenciara con orgullo patrio: «El futbolín es un invento español». Sin olvidar el chupachups y el gran hito de la ingeniería doméstica nacional: la fregona. Esto conforma la biblia popular de la invención española. Nuestra escasa tradición tecnológica tiene diferentes justificaciones históricas, aunque siempre en artículos y libros se cita a don Miguel de Unamuno como paradigma insigne de este retraso.
El fragmento de su obra El pórtico del templo -tan sobado como tergiversado- pronto se convirtió en la asunción atávica de la pereza científica: «Inventen, pues, ellos y nosotros nos aprovecharemos de sus invenciones. Pues confío y espero en que estarás convencido, como yo lo estoy, de que la luz eléctrica alumbra aquí tan bien como allí donde se inventó». Sea culpa o no de Unamuno (suponemos que no), lo cierto es que en España hemos inventado poco. Y el presente tampoco es optimista. Según el último informe de la Organización Mundial de la Propiedad Intelectual, ocupamos el puesto 18 a nivel europeo en innovación. En el mundo, la posición 28. En cuanto a solicitudes de patentes estamos todavía más retrasados.
¿Por qué no hay más rodrigosgarcías en España?
Hay gente muy buena y mucha creatividad, de eso no hay duda, pero hay cosas que podrían funcionar mejor. Se abusa del estudio teórico y no se enseña a resolver problemas prácticos. Otra cosa que he visto es que en España la edad es un factor muy importante en el ámbito laboral. En otros países les da igual que tengas 20 ó 30 años a la hora de dirigir equipos con gente más mayor.
Planteo la misma pregunta a Carlos Elías, catedrático de Ciencia, Tecnología y Opinión pública de la universidad Carlos III de Madrid. Su diagnóstico es similar: «En nuestro sistema hay un culto a las publicaciones y un desprecio a la experiencia. Es mucho más fácil que hagan catedrático de Cine a alguien que ha hecho una tesis sobre Almodóvar que al propio Almodóvar». Gran parte de nuestras patentes nacen en el sector público. Eso genera muchas veces una falta de incentivos. El premio que reciben por su investigación los funcionarios se traduce, tras una compleja evaluación periódica, en unos pocos euros más de sueldo. Los centros donde trabajan, principalmente universidades, son los propietarios de sus patentes y los que negocian su explotación comercial.
Los inventores públicos al final se quedan con un porcentaje de los royalties que generan. «Para mí el gran problema estructural es la falta de inversión en los alumnos. En Harvard el 10% de su dinero va destinado a los profesores, mientras que en las universidades españolas es el 90%. Eso quiere decir que ellos destinan muchísimos más fondos a iniciativas de sus estudiantes, a abogados especializados en patentes, asesores empresariales, etc», explica el profesor Elías. Esto hace que nuestros rodrigosgarcías sean fruto de la generación espontánea y muchos se vayan a otros países en busca de estímulos y mayores recompensas.
"En España hay creatividad, pero se abusa de la teoría y no se enseña a resolver problemas prácticos"
En España, según los expertos consultados, lo más preocupante es la falta de inversión privada. No existe interés de fondos de capital riesgo por nuestros creadores. La mayoría de los estudiantes de Diseño del curso que imparte García en el Reino Unido colaboran en proyectos reales impulsados por empresas. Incluso muchos cobran ya royalties ganados por su trabajo sin haberse destetado aún del aula universitaria.
¿Te planteas regresar?
Si me llaman para trabajar en un proyecto interesante con buenas condiciones, estoy seguro de que sí. Dile que queda por inventar a alguien que cree que ya está todo inventado...
No quiero llenar el mundo de cosas nuevas. Tan sólo quiero que las cosas sean más sencillas. A pesar de dedicarme una hora larga, se niega a que pague el zumo (que ya no sé si es evolutivo o revolucionario) y me invita al café, algo que hay que decir no hacía nunca Unamuno, que tenía fama de tacaño entre sus contemporáneos. Pero dejemos ya de echarle la culpa a Unamuno de todo.
CINCO INVENTOS DE RODRIGO GARCÍA
Proyecto denominado Ooho! en los países anglosajones. Surge a partir de un extracto de algas Kelp y con un proceso basado en la técnica de la esferificación. Se consigue un envase sencillo, barato, ecológico e incluso comestible.
AER es un artefacto autónomo diseñado por García similar a un dirigible que purifica, transporta y distribuye el agua. Es capaz de obtener vapor a partir del agua salda del mar gracias a la energía del sol. El vapor de agua es más ligero que el aire, así que el invento puede volar y dotar de agua limpia a poblaciones que la necesitan
El sistema ZIPZIP surgió cuando el inventor estudiaba Arquitectura. Permite realizar edificaciones desplegables de gran altura. Está formado por una estructura de pares de barras, transportable, que una vez desplegada es completada con distintos elementos constructivos generando espacios habitables.
WOW es una colección de objetos funcionales basados en técnicas utilizadas por los ilusionistas. Una fregona que aparece y desaparece, una bicicleta que se dobla rápidamente gracias a un material bioestable (en la imagen), un balón que rueda solo...
El sistema HOP de García permite que tu maleta te siga. Contiene tres receptores que son capaces de recibir, identificar y triangular las distintas señales que llegan desde el teléfono móvil. Aparte de su comodidad, suprimiría todos los elementos destinados al movimiento de equipajes.
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2016.09.18 17:34 EDUARDOMOLINA Las palomas de Juncker y Rajoy. Recordando una cita de Graham Greene: «Si quieres hablar del dolor humano, tienes el deber de compartirlo». No parece que Juncker o Rajoy compartan ni sientan la intemperie y el desarraigo de un refugiado o la impotencia de un joven desempleado.

Miguel Roig
http://www.eldiario.es/zonacritica/palomas-Juncker-Rajoy_6_559654047.html
"En la Cumbre entre la Unión Europea y la Asociación Oriental celebrada hace unos meses en Letonia, el presidente de la UE, Jean-Claude Juncker se mostró con un estado de ánimo más alegre que el habitual. Un vídeo de la televisión sueca lo muestra dando palmadas en la cara, besos en la mejilla y en la cabeza a algunos líderes mundiales. Reprochando, en broma, claro está, al primer ministro de Grecia, Alexis Tsipras, por no llevar corbata o haciendo un saludo militar al ministro español José García-Margallo. Algunos medios, no pocos, llegaron a preguntarse si Juncker no habría tomado alguna copa de más. Las bromas recordaron el día en el que agarró del cuello al ministro Luis de Guindos simulando que le estrangulaba frente a los fotógrafos. En esa ocasión a nadie se le ocurrió que podía estar ebrio.
Esta semana, Juncker, anunció en Estrasburgo, ante el Parlamento Europeo, un plan para reavivar el proyecto europeo duplicando su plan inversor. La parte emotiva la ocupó su llamado a una Europa en la que "la solidaridad tiene que ser voluntaria y no forzada". La solidaridad, viene a decir Juncker, sería un derecho ético y no un deber moral.
Sentimientos aparte y retornando a los hechos, reconoció que el plan que lleva su nombre generará crecimiento económico pero, tal como ya impone la tradición europea, no habrá empleo. Acto seguido pasó al relato compasivo: "No puedo aceptar que Europa sea el continente del desempleo juvenil".
¿Qué hacer? Su propuesta es crear un "cuerpo europeo de solidaridad" [sic] que participe en proyectos comunitarios como la atención a los refugiados. Para 2020, estima tener ocupados a unos 100.000 jóvenes. Según el último índice del Eurostat, solo en España el paro juvenil es de un 43,9% con 634.000 menores de 25 años desempleados. El voluntariado de Juncker para los próximos cinco años no despertará muchas expectativas, al menos, entre los jóvenes españoles.
Quizás el instante de mayor énfasis del discurso fue cuando Juncker sostuvo que Europa atraviesa una crisis existencial. ¿Fue este el momento filosófico del discurso? Tal vez pensaría en el Sartre que expresó que solo existimos en la mirada de los demás. De allí la solidaridad con los refugiados. O también, con el mismo colectivo en su mente, recordó que el infierno son los otros.
En Volar en círculos, el libro de memorias de John Le Carré que se acaba de publicar, su autor recuerda una cita de Graham Greene: «Si quieres hablar del dolor humano, tienes el deber de compartirlo». No parece que Juncker comparta ni sienta la intemperie y el desarraigo como los pueden experimentar un refugiado o la impotencia de un joven desempleado.
Esta levedad no es patrimonio de Juncker. Cuando George W. Bush presentó en el año 2000 en su plataforma electoral, el «conservadurismo compasivo» ( compassionate conservatism) como un programa de tolerancia, inclusión y multiculturalidad, se posicionaba en esta línea. La filósofa Michela Marzano explica la diferencia entre compasional y compasión: lo primero «es una emoción que va hacia uno mismo e intenta embellecer, por medio de otro, la bonita imagen que uno mismo se fabrica. La compasión, en cambio, tiende a eliminar la distancia entre el que la siente y el que es objeto de ella».
Juncker, al igual que Mariano Rajoy, intentan construir su imagen con relatos que solo buscan construir sus propias máscaras pero no pretenden modificar nada en el cuerpo social que se derrumba ante ellos.
Así como Junker no se pone en el lugar de un inmigrante, Mariano Rajoy no se coloca de manera compasiva en el sitio de un parado. Lo hace de manera compasional como cuando se sacó fotografías en la cola del INEM pero, jamás, lo ha hecho de manera real –a pesar de que no se cansa de invocar a la realidad–: hay una reforma laboral, un paro estructural y un crecimiento exponencial del trabajo temporal no solo de meses o de días, incluso de horas. En este sentido, las operaciones en el plano semántico dan resultado, ya que este tipo de empleo en el último Gobierno de Felipe González se le llamaba "trabajo basura".
Se ha perseguido en los últimos días a Rajoy para que se pronuncie sobre Rita Barberá. En su partido se oyen voces contemporizadoras con Barberá como la de María Dolores de Cospedal o radicales como las de Cristina Cifuentes. En el PSOE, obviamente son extremadamente críticos con el pack de la corrupción conservadora: Bárcenas, Soria, Matas y Barberá. Los populares, por su parte, señalan a Griñán y Chaves. ¿Cuál es peor?
La corrupción es un problema político que no se agota, como pretenden, solo con la ley sino con herramientas políticas que lo superen y como parte de un programa más amplio que incluya a los problemas sociales. La cuestión social es el sujeto de la crisis y no la corrupción, una consecuencia lógica de este sistema.
La fórmula Junker, por su parte, utiliza la solidaridad voluntaria para el drama de los refugiados y menciona el populismo como problema derivado de ellos cuando el populismo, la "primavera patriótica" de Le Pen o el Brexit de Nigel Farage y Boris Johnson, son obra del plan de crecimiento asimétrico, cuya nueva etapa –dice Junker– entre otros beneficios, disminuirá el desempleo juvenil con un voluntariado para asistir a los refugiados.
Cuenta Le Carré en la introducción de su biografía que el título original ( The Pigeon Tunnel, "el túnel de las palomas") tiene origen en una visión suya, adolescente, en Montecarlo. Junto al casino, cuenta Le Carré, había un club de tiro y debajo de este, unos túneles subterráneos en los que introducían a las palomas vivas, nacidas y atrapadas debajo del tejado del casino. Las palomas avanzaban aleteando por esas galerías oscuras hasta salir al cielo abierto del Mediterráneo. Los tiradores del club descargaban, entonces, sus escopetas sobre ellas. Las que se salvaban volvían, como suelen hacer las palomas, al lugar de partida, debajo del tejado del casino para repetir otra vez el ciclo.
Propone Le Carré al lector que piense en el significado de esta parábola ("sabrá juzgar mejor que yo", escribe). Podríamos aventurar, por ejemplo, que los parados, momentáneamente ocupados en un trabajo basura, y los refugiados tienen la misma suerte que las palomas del casino de Montecarlo."
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2016.08.14 13:57 ShaunaDorothy El enfoque marxista de la liberación de la mujer - El comunismo y la familia ( 2 - 2 ) (Mayo de 2016)

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Pero, ¿cómo se logrará esta reducción y redistribución del trabajo doméstico? En la transición de la dictadura del proletariado al comunismo pleno, la transformación de la familia es un corolario de la expansión de la producción y el aumento de la abundancia. Su extinción o desintegración es resultado del éxito económico. En el proceso, será remplazada por nuevas formas de vivir que serán inconmensurablemente más ricas, humanas y gratificantes. Bien puede haber la necesidad de desarrollar algunas reglas en el curso de esta transformación conforme la gente busque nuevos modos de vida. En el periodo de transición, será la tarea del colectivo democrático de los obreros, el soviet, construir alternativas y guiar el proceso.
Vogel no plantea la cuestión crucial: cuando la mujer se libere de la esclavitud doméstica, ¿será libre para hacer qué? ¿La reducción del tiempo que pase en el trabajo doméstico será compensada por un aumento comparable en el tiempo que pase en su trabajo, dos horas menos lavando ropa y trapeando pisos, dos horas más en la línea de ensamblaje de la fábrica? Ésa ciertamente no es la idea marxista de la liberación de la mujer.
Remplazar el trabajo doméstico y la crianza de los niños con instituciones colectivas son aspectos de un cambio fundamental en la relación entre producción y tiempo de trabajo. Bajo una economía socialista planificada, todo tipo de actividad económica —desde la producción de acero y computadoras hasta la limpieza de la ropa, los pisos y los muebles— pasará por un constante y rápido aumento en la cantidad de producto por unidad de trabajo aplicado. Mucho antes de que se logre una sociedad comunista, es probable que la mayor parte del trabajo doméstico ya se haya automatizado. Más en general, habrá una reducción continua del tiempo de trabajo total necesario para la producción y el mantenimiento de los bienes de consumo y los medios de producción.
En una sociedad plenamente comunista, la mayor parte del tiempo será lo que ahora llamamos “tiempo libre”. El trabajo necesario absorberá una porción tan pequeña de tiempo y energía que cada individuo se lo concederá libremente al colectivo social. Todos dispondrán del tiempo y de los recursos materiales y culturales necesarios para realizar trabajo creativo y gratificante. En los Grundrisse (1857), Marx cita la composición musical como ejemplo de trabajo genuinamente libre.
Los “feministas socialistas” falsifican la doctrina y la práctica bolcheviques
En 2005, Sharon Smith, figura dirigente de la ISO que se pretende una teórica, publicó un libro, Women and Socialism: Essays on Women’s Liberation (La mujer y el socialismo: Ensayos sobre la liberación de la mujer, Haymarket Books), del cual se espera una nueva edición revisada y expandida para este año [2015]. Un extracto de esta nueva edición, “Theorizing Women’s Oppression: Domestic Labor and Women’s Oppress-ion” [Teorizando sobre la opresión de la mujer: El trabajo doméstico y la opresión de la mujer], publicado en International Socialist Review (marzo de 2013), delinea lo que la ISO define como su nuevo enfoque del feminismo. La “teorización” de Smith se basa en gran medida en el concepto de que el trabajo doméstico no remunerado es el fundamento de la opresión de la mujer, como lo presenta Vogel en Marxism and the Oppression of Women: Toward a Unitary Theory.
Smith comienza criticando a Karl Marx y Friedrich Engels, un requisito esencial para acceder al medio feminista pequeñoburgués: “La manera en que Marx y Engels describen la opresión de la mujer presenta frecuentemente componentes contradictorios: en algunos sentidos cuestionando fundamentalmente el status quo de género, pero meramente reflejándolo en otros”. Smith critica incluso más agudamente la Revolución Bolchevique de 1917 en Rusia, un evento que los liberales, feministas o no, consideran en el mejor de los casos un experimento utópico fallido y, en el peor, el nacimiento de un estado policiaco totalitario.
Haciéndole el juego a los prejuicios anticomunistas, Smith afirma que los bolcheviques apoyaron el papel tradicional de la mujer, haciendo de la maternidad el más alto deber social: “A pesar de los enormes logros de la Revolución Rusa de 1917 —incluyendo la legalización del aborto y el divorcio, el derecho al voto y a contender por puestos públicos y la abrogación de leyes que criminalizaban la prostitución y la sexualidad gay—, ésta no produjo una teoría capaz de enfrentar las normas naturales heterosexuales o la prioridad dada al destino maternal de las mujeres”. Smith procede a citar una declaración de John Riddell, un historiador izquierdista que frecuentemente publica en la International Socialist Review de la ISO: “Las mujeres comunistas en ese periodo veían el tener hijos como una responsabilidad social y buscaban ayudar a las ‘mujeres pobres que desean experimentar la maternidad como la más elevada felicidad’”.
Apoyándose en una cita sacada de contexto, Smith y Riddell falsifican la doctrina y la práctica bolcheviques. Los bolcheviques veían el remplazo de la familia a través de métodos colectivos para la crianza de los niños no como un objetivo distante en una futura sociedad comunista, sino como un programa que estaban empezando a implementar en el estado obrero ruso soviético existente. Alexandra Kollontai, una de las dirigentes del trabajo bolchevique entre las mujeres, abogó por instituciones socializadas que asumieran completa responsabilidad por los niños y su bienestar físico y sicológico desde la infancia. En su discurso al I Congreso de Mujeres Trabajadoras de Toda Rusia en 1918, declaró:
“Gradualmente, la sociedad se hará cargo de todas aquellas obligaciones que antes recaían sobre los padres...
“Existen ya casas para los niños lactantes, guarderías infantiles, jardines de la infancia, colonias y hogares para niños, enfermerías y sanatorios para los enfermos o delicados, restaurantes, comedores gratuitos para los discípulos en escuelas, libros de estudio gratuitos, ropas de abrigo y calzado para los niños de los establecimientos de enseñanza. ¿Todo esto no demuestra suficientemente que el niño sale ya del marco estrecho de la familia, pasando la carga de su crianza y educación de los padres a la colectividad?”
—“El comunismo y la familia”, Editorial Marxista, Barcelona, 1937
En una sociedad socialista, el personal encargado del cuidado y la educación en guarderías, jardines de niños y las escuelas preescolares estará compuesto de hombres y mujeres. De este modo —y sólo de este modo—, podrá eliminarse la división ancestral del trabajo entre hombres y mujeres en el cuidado de los niños pequeños.
El punto de vista de Kollontai acerca del futuro de la familia no era inusual entre los dirigentes bolcheviques. En La mujer, el estado y la revolución: Política familiar y vida social soviéticas, 1917-1936 (Ediciones IPS, 2010), Wendy Goldman, una académica estadounidense de simpatías liberales feministas, escribe que Aleksandr Goijbarg, el principal autor del primer Código Sobre el Matrimonio, la Familia y la Tutela (1918), “alentaba a los padres a rechazar ‘su amor estrecho e irracional por sus hijos’. Según su punto de vista la crianza del estado ‘proveería resultados ampliamente superiores al abordaje privado, individual, irracional y no científico de padres individualmente “amorosos” pero “ignorantes”’”. Los bolcheviques no buscaban únicamente liberar a las mujeres del fastidio doméstico y la dominación patriarcal, sino también liberar a los niños de los efectos, frecuentemente nocivos, de la autoridad parental.
Los bolcheviques y el cuidado colectivo de los niños
Haciendo eco de Vogel, Smith escribe:
“Si la función económica de la familia obrera, tan crucial en la reproducción de la fuerza de trabajo para el sistema capitalista —y que al mismo tiempo forma la raíz social de toda la opresión de la mujer—, fuera eliminada, se sentarían las bases materiales para la liberación de la mujer. Este resultado sólo puede empezar a obtenerse mediante la eliminación del sistema capitalista y su remplazo por una sociedad socialista que colectivice el trabajo doméstico antes asignado a las mujeres”.
Aquí, el uso que hace Smith del término “trabajo doméstico” resulta ambiguo. ¿Se refiere únicamente a los quehaceres domésticos y al cuidado físico de los niños pequeños? ¿Y qué hay del “trabajo doméstico” que implica lo que se considera la tutela parental hoy día en EE.UU.? Smith no nos lo dice. Simplemente ignora la cuestión de las relaciones interpersonales entre las madres y sus hijos: escuchar y hablar con ellos de sus problemas, deseos y miedos; enseñarles los primeros pasos en el lenguaje y las bases de higiene, seguridad y otras tareas prácticas; jugar con ellos; ayudarles con su tarea. Al ignorar estas interacciones como parte del dominio colectivo, la idea del socialismo de Smith es enteramente compatible con la preservación de la familia, excluyendo los quehaceres domésticos.
¿Por qué esta ambigüedad en una cuestión tan crucial? La ISO apela a los jóvenes idealistas de la izquierda liberal promoviendo una versión del “marxismo” adaptada a sus puntos de vista y a sus prejuicios. Esta organización no toma casi nunca una posición sobre tema alguno que sea verdaderamente impopular en el medio de los radicales liberales estadounidenses. Las jóvenes feministas encontrarán muy atractiva la idea de una vida familiar sin quehaceres domésticos. Pero, ¿abandonar la perspectiva de un hogar familiar propio y la preocupación exclusiva por sus “propios” hijos? La audiencia pequeñoburguesa a la que se dirige Smith se horrorizaría ante el programa bolchevique para la transformación de la vida cotidiana a través de los métodos colectivos de vida. Como escribió Kollontai:
“La mujer, a la que invitamos a que luche por la gran causa de la liberación de los trabajadores, tiene que saber que en el nuevo estado no habrá motivo alguno para separaciones mezquinas, como ocurre ahora.
“‘Estos son mis hijos. Ellos son los únicos a quienes debo toda mi atención maternal, todo mi afecto; ésos son hijos tuyos; son los hijos del vecino. No tengo nada que ver con ellos. Tengo bastante con los míos propios’.
“Desde ahora, la madre obrera que tenga plena conciencia de su función social, se elevará a tal extremo que llegará a no establecer diferencias entre ‘los tuyos y los míos’; tendrá que recordar siempre que desde ahora no habrá más que ‘nuestros’ hijos, los del estado comunista, posesión común de todos los trabajadores”.
En 1929, el Partido Comunista (PC) ruso todavía llamaba por la extinción de la familia, a pesar del ascenso al poder político de una casta burocrática conservadora dirigida por I.V. Stalin cinco años antes. Pero como escribimos en “La Revolución Rusa y la emancipación de la mujer”: “Para 1936-37, cuando la degeneración del PC ruso ya estaba completa, la doctrina estalinista declaró eso un ‘craso error’ y llamó por una ‘reconstrucción de la familia sobre una nueva base socialista’”.
La familia como una construcción social
Mientras que Smith y Riddell afirman falsamente que el régimen bolchevique de los primeros años apoyaba el papel tradicional de las mujeres como principales cuidadoras de sus niños pequeños, Goldman lo critica por no hacerlo:
“Los bolcheviques les adjudicaban poca importancia a los poderosos lazos emocionales entre padres e hijos. Asumían que la mayor parte del cuidado necesario de los niños, hasta de los más pequeños, podía ser relegado a empleados públicos pagos. Tendían a menospreciar el rol del lazo madre-hijo en la supervivencia infantil y el desarrollo del niño en edad temprana, por más que hasta un conocimiento rudimentario del trabajo de guarderías pre-revolucionarias hubiera revelado las tasas de supervivencia escandalosamente bajas para niños pequeños en contextos institucionales y los obstáculos para el desarrollo infantil sano”.
Esta analogía es completamente inválida. El trato y la suerte de los niños pequeños en los empobrecidos orfanatorios de la Rusia zarista no pueden ser comparados de ningún modo con el cuidado colectivo de los niños en una sociedad revolucionaria. Un estado obrero, particularmente en un país económicamente avanzando, tendría los recursos humanos y materiales para proporcionar un cuidado para los niños pequeños muy superior en todos los aspectos al de una madre en el contexto privado del hogar familiar.
Más aún, los bolcheviques pusieron gran énfasis en la salud y el bienestar de las madres y los niños. El Código Laboral de 1918 proporcionaba un descanso pagado de 30 minutos al menos cada tres horas para alimentar a un bebé. El programa de seguridad maternal implementado ese mismo año proveía una licencia por maternidad pagada de ocho semanas, recesos para el cuidado infantil e instalaciones de descanso en las fábricas para las mujeres en el trabajo, cuidado pre y postnatal gratuito y pensiones en efectivo. Con la red de clínicas de maternidad, consultorios, comedores, guarderías y hogares para las madres y los bebés, este programa probablemente fue la innovación más popular del régimen soviético entre las mujeres.
Los feministas en EE.UU. y otros lugares denuncian frecuentemente la proposición de que “la biología determina el destino” como una expresión de machismo. Y, sin embargo, Goldman asume que las mujeres, o incluso los hombres, que no tienen relación biológica con los bebés ni los niños pequeños son incapaces de desarrollar los mismos sentimientos de protección hacia ellos que sus madres biológicas. Los padres de niños adoptados probablemente tendrán algo que decir contra esta idea. Pero la práctica moderna de la adopción en EE.UU. también está basada en la idea de que sólo en el contexto de una “familia” —ya sea de madre y padre biológicos, padres adoptivos o padres gay o transgénero— los niños pueden recibir el cuidado y el amor necesarios. Lejos de ser un hecho natural, la idea de que los niños sólo pueden desarrollarse con éxito en el contexto de una familia es una construcción social.
Cuando la gente vivía como cazadores-recolectores (durante la vasta mayoría de los 200 mil años en los que ha existido nuestra especie), la banda o la tribu, no “la pareja”, era la unidad básica de la existencia humana. Un ejemplo del pasado no muy distante viene del testimonio de los misioneros jesuitas del siglo XVII entre el pueblo de cazadores naskapi de Labrador. Como lo cuenta Eleanor Burke Leacock en su magnífica introducción a El origen de la familia, la propiedad privada y el estado de Engels (International Publishers, 1972), los jesuitas se quejaban de la libertad sexual de las mujeres naskapi, señalándole a un hombre que “no estaba seguro de que su hijo, que estaba ahí presente, fuera su hijo”. La respuesta del naskapi es reveladora: “Ustedes no tienen sentido. Ustedes los franceses aman sólo a sus propios hijos; pero nosotros amamos a todos los niños de nuestra tribu”.
La desaparición de las clases y la propiedad privada bajo el comunismo conduciría inevitablemente a la completa libertad en las relaciones sexuales y a la desaparición de cualquier concepto de legitimidad e ilegitimidad. Todo el mundo tendría acceso a los beneficios completos de la sociedad por el sólo hecho de ser ciudadano del soviet internacional.
La familia como portadora de la ideología burguesa
Vogel y Smith limitan implícitamente el concepto de trabajo doméstico a las actividades físicas. De ese modo, Smith escribe: “Las actividades cotidianas de la familia aún giran alrededor de la alimentación, el vestido, la limpieza y el cuidado en general de sus miembros, y esa responsabilidad aún recae principalmente en las mujeres”. Pero criar hijos con miras a su eventual ingreso al mercado laboral no es como criar becerros y corderos para el mercado ganadero. La reproducción de la fuerza de trabajo humana no tiene sólo un componente biológico, sino también uno social, es decir ideológico. Llevar a un niño a la iglesia o a recibir educación religiosa también es una forma de trabajo doméstico, importante a su modo para la preservación del sistema capitalista; lo mismo sucede con llevar a un niño a ver una película que glorifica los “valores familiares”, el patriotismo, etc. La familia es la principal institución a través de la cual la ideología burguesa en sus distintas formas se transmite de una generación a la siguiente.
En El ABC del comunismo (1919), escrito por dos dirigentes bolcheviques, Nikolai Bujarin y Evguenii Preobrazhensky, se explica cómo la diminuta minoría de capitalistas no puede dominar a la clase obrera utilizando sólo la fuerza física y la coerción impuestas por la policía y el ejército. La preservación del sistema capitalista también requiere de la fuerza de las ideas:
“La burguesía comprende que no puede someter a la clase obrera con la sola fuerza bruta. Sabe que es necesario nublar también el cerebro... El estado capitalista educa especialistas para el acretinamiento y la doma del proletariado: maestros burgueses y profesores, curas y obispos, plumíferos y periodistas burgueses”.
Bujarin y Preobrazhensky señalaron tres instituciones fundamentales para mantener el dominio ideológico de la burguesía: el sistema educativo, la iglesia y la prensa (los medios masivos actualmente incluyen también al cine, la televisión y el Internet).
En los países capitalistas avanzados, en los que los niños son normalmente considerados propiedad de sus padres, la familia tiene relaciones distintas con cada una de esas instituciones. A partir de los cinco o seis años, los niños están legalmente obligados a asistir a la escuela (pública o privada) y los niños más chicos con frecuencia van a preescolar. Desde muy temprana edad, los niños ven televisión; algunos padres, más frecuentemente las madres, controlan lo que ven. A diferencia de los maestros y los productores de televisión, los clérigos no tienen un acceso tan automático a los niños pequeños: en EE.UU. y otros países, los padres deciden si sus hijos reciben adoctrinamiento religioso o no. Al menos al inicio, este adoctrinamiento les es impuesto a los niños en contra de sus deseos subjetivos. Probablemente no hay en el planeta un niño de cuatro o cinco años que prefiera asistir a servicios religiosos en vez de jugar con otros niños.
Tomemos el caso de un niño de diez años cuyos padres son católicos practicantes. Desde que tiene memoria lo han llevado a misa. Ha ido a una escuela católica en vez de ir a la escuela pública, o adicionalmente a ésta. En casa, ha escuchado rezos antes de cada comida y experimentado múltiples expresiones de fe religiosa en la vida doméstica cotidiana. Hay grandes probabilidades de que un niño como éste suscriba las creencias y doctrinas católicas al menos hasta una etapa posterior de su vida en la que se vea libre de la autoridad de sus padres.
Por otro lado, veamos ahora el caso de un niño de diez años cuyos padres no son religiosos. Su conocimiento de la religión está limitado a lo que ha aprendido en la escuela pública e información ocasional obtenida de programas de televisión, películas y discusiones con otros niños de mentalidad religiosa. Un niño así casi seguramente no será religioso. Pero no tener religión no inmuniza a un niño de otras formas probablemente “progresistas” de ideología burguesa. Un niño criado por padres que suscriben el “humanismo secular” muy probablemente se considerará políticamente liberal en EE.UU. o socialdemócrata en Europa, y probablemente demostrará elitismo intelectual. Así mismo, existe una corriente del libertarismo ateo (asociada con Ayn Rand) que glorifica el individualismo egoísta y el capitalismo de “libre mercado”. La religión no es la única forma de ideología burguesa reaccionaria.
La familia oprime a los niños al igual que a las mujeres, y deforma muchísimo la conciencia de los hombres también. Los feministas, liberales y “socialistas”, ignoran este hecho social fundamental, si no es que abiertamente lo niegan. Para éstos, reconocer que la opresión de los niños es intrínseca a la familia significaría (¡horror de horrores!) criticar el comportamiento socialmente condicionado de las mujeres en su papel de madres. Marxistas autoproclamados como Vogel y Smith, que promueven la tesis de que el trabajo doméstico es la base de la opresión de las mujeres, tratan implícitamente a las mujeres como si sólo hicieran bien a sus hijos.
Contra la represión sexual de los niños
Aunque la mayoría de los feministas condenarían el abuso físico de los niños, en los hechos permanecen indiferentes al abuso sicológico. Por tomar sólo un ejemplo, los hijos de padres fundamentalistas cristianos (católicos o protestantes) sufren la tortura mental de creer que irán al infierno si no se portan bien.
La represión sexual de los niños, que se extiende a la adolescencia, está bastante más extendida y causa daños sicológicos más graves. La sociedad capitalista está diseñada para penalizar la expresión de sexualidad de los niños desde el nacimiento. Incluso los padres más instruidos no pueden proteger a sus hijos de la ideología moralista y antisexo que permea la sociedad estadounidense —desde los pasillos decorados en azul y rosa en las jugueterías hasta la prohibición de desnudez en público y la demonización de la actividad sexual de los niños, incluida la masturbación—. Como principales cuidadoras de los bebés y los niños pequeños, las madres (más que los padres), inician el proceso de represión sexual, enseñándoles a los niños a sentirse avergonzados de sus cuerpos y a suprimir su curiosidad natural.
August Bebel, uno de los principales dirigentes de la socialdemocracia alemana a finales del siglo XIX y principios del XX, parece un libertario sexual radical en comparación de los “feministas socialistas” de hoy en día. En La mujer y el socialismo, insistía:
“La satisfacción del instinto sexual es asunto personal de cada uno lo mismo que la satisfacción de cualquier otro instinto natural. Nadie tendrá que dar cuentas a otro ni se entremezclará nadie a quien no se le llame... El hecho de que desaparezca esa vergüenza tonta y ese ridículo secreto para hablar de las cosas sexuales, dará al trato entre los sexos una forma mucho más natural que hoy” [énfasis en el original].
Uno puede leer cientos de páginas escritas por los “feministas socialistas” modernos sin encontrar un solo argumento de que una sociedad socialista le permitirá a todo mundo satisfacer mejor sus deseos y necesidades sexuales.
El futuro comunista
Bajo el comunismo, la gente tendrá la genuina y auténtica libertad de construir y reconstruir sus relaciones interpersonales. Desde luego, esta libertad no es absoluta. La humanidad no puede trascender sus características biológicas y su relación con el entorno natural. El hombre y la mujer comunistas también envejecerán y morirán. Tampoco es posible borrar por completo el pasado y construir la sociedad desde cero. La humanidad comunista heredará, para bien y para mal, el legado cultural acumulado de nuestra especie. No podemos s aber qué prácticas sexuales existirán en la sociedad comunista porque serán determinadas en el futuro. Cualquier proyección, y más aún una prescripción, llevaría consigo las actitudes, los valores y los prejuicios formados en una sociedad de clases represiva.
Una diferencia fundamental entre los marxistas y los feministas, ya sean liberales o supuestamente socialistas, es que nuestro objetivo final no es la equidad entre los géneros como tal, sino el desarrollo progresista de la especie humana en su conjunto. La crianza comunal de los niños bajo condiciones de abundancia material y riqueza cultural producirá seres humanos cuyas capacidades mentales y bienestar sicológico serán vastamente superiores a las de la gente en esta sociedad empobrecida, opresiva y dividida en clases. En un discurso de 1932 acerca de la Revolución Rusa, “¿Qué fue la Revolución Rusa?”, León Trotsky dijo:
“Verdad es que la humanidad ha producido más de una vez gigantes del pensamiento y de la acción que sobrepasaban a sus contemporáneos como cumbres en una cadena de montañas. El género humano tiene derecho a estar orgulloso de sus Aristóteles, Shakespeare, Darwin, Beethoven, Goethe, Marx, Edison, Lenin. ¿Pero por qué estos hombres son tan escasos? Ante todo, porque han salido, casi sin excepción, de las clases elevadas y medias. Salvo raras excepciones, los destellos del genio quedan ahogados en las entrañas oprimidas del pueblo, antes que ellas puedan incluso brotar. Pero también porque el proceso de generación, de desarrollo y de educación del hombre permaneció y permanece siendo en su esencia obra del azar; no esclarecido por la teoría y la práctica; no sometido a la conciencia y a la voluntad...
“Cuando haya terminado con las fuerzas anárquicas de su propia sociedad, el hombre trabajará sobre sí mismo en los morteros, con las herramientas del químico. Por primera vez, la humanidad se considerará a sí misma como una materia prima y, en el mejor de los casos, como un producto semiacabado físico y psíquico. El socialismo significará un salto del reino de la necesidad al reino de la libertad. También es en este sentido que el hombre de hoy, lleno de contradicciones y sin armonía, franqueará la vía hacia una nueva especie más feliz”.
http://www.icl-fi.org/espanol/eo/45/familia.html
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2016.08.14 13:30 ShaunaDorothy El enfoque marxista de la liberación de la mujer - El comunismo y la familia ( 1 - 2 ) (Mayo de 2016)

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Espartaco No. 45 Mayo de 2016
En la Declaración de principios y algunos elementos de programa, la Liga Comunista Internacional (Cuartainternacionalista) expone nuestra tarea de “construir partidos leninistas como secciones nacionales de una internacional centralista-democrática cuyo propósito es dirigir a la clase obrera a la victoria mediante revoluciones socialistas a través del mundo” (Spartacist [Edición en español] No. 29, agosto de 1998). Sólo mediante la toma del poder podrá el proletariado acabar con el capitalismo como sistema y abrir el camino hacia un mundo sin explotación ni opresión. Crucial para esta perspectiva es la lucha por la emancipación de la mujer, cuya opresión se remonta al comienzo de la propiedad privada y no podrá ser eliminada sin la abolición de la sociedad de clases.
La Declaración explica que nuestra meta en última instancia es la creación de una sociedad nueva, una sociedad comunista:
“La victoria del proletariado a escala mundial pondría una abundancia material inimaginable al servicio de las necesidades humanas, sentaría las bases para la eliminación de las clases sociales y la erradicación de la desigualdad social basada en el sexo, y la abolición misma del significado social de la raza, nacionalidad o etnia. Por primera vez, la humanidad tomará las riendas de la historia y controlará su propia creación, la sociedad, llevando a una emancipación jamás imaginada del potencial humano, y a una ola monumental de avance de la civilización. Sólo entonces será posible realizar el desarrollo libre de cada individuo como la condición para el desarro- llo libre de todos”.
La mayoría de las organizaciones que se hacían llamar marxistas solían aceptar la meta de una sociedad comunista, aunque no coincidieran en nada más. Pero desde el colapso de la Unión Soviética en 1991-1992 esto ya no es así. Sólo la LCI se adhiere a la perspectiva del comunismo mundial que expusieron por primera vez Karl Marx y Friedrich Engels.
Este clima ideológico de la “muerte del comunismo” ha llevado a que prevalezcan nociones falsas y estrechas de lo que es el marxismo. En la conciencia popular, el comunismo ha quedado reducido a la nivelación económica (igualdad en un nivel bajo de ingreso y de consumo) bajo la propiedad estatal de los recursos económicos. Por el contrario, la base material para el cumplimiento del programa marxista es la superación de la escasez económica mediante el aumento progresivo de la productividad del trabajo. Para realizarse plenamente, ello exige varias generaciones de desarrollo socialista basado en una economía colectivizada a escala mundial. Así, se desarrollará una sociedad en la que el estado (aparato coercitivo especial que defiende el orden de la clase dominante a través de destacamentos de hombres armados) se habrá extinguido, la filiación nacional habrá desaparecido y la institución de la familia —principal fuente de la opresión de la mujer— habrá sido remplazada por medios colectivos para cuidar y socializar a los niños y por la más amplia libertad en las relaciones sexuales.
El marxismo y la “naturaleza humana”
En el pasado, los intelectuales que consideraban semejante sociedad indeseable y/o imposible, no dejaban de reconocer que era eso lo que los marxistas llamaban comunismo. Por ejemplo, en El malestar en la cultura (1930), una exposición popular de su concepción del mundo, Sigmund Freud ofrece una breve crítica del comunismo. No hay evidencia de que haya estudiado las obras de Marx y Engels ni de que haya leído las de V.I. Lenin y otros líderes bolcheviques. Su comprensión (e incomprensión) del comunismo le era común a muchos intelectuales europeos y estadounidenses de su tiempo, independientemente de sus convicciones políticas.
Freud basaba su crítica del comunismo en el punto de vista de que “la tendencia agresiva es una disposición instintiva innata y autónoma del ser humano” y concluía que el proyecto comunista de una sociedad armoniosa contravenía la naturaleza humana:
“No me concierne la crítica económica del sistema comunista; no me es posible investigar si la abolición de la propiedad privada es oportuna y conveniente; pero, en cambio, puedo reconocer como vana ilusión su hipótesis psicológica. Es verdad que al abolir la propiedad privada se sustrae a la agresividad humana uno de sus instrumentos, sin duda uno muy fuerte, pero de ningún modo el más fuerte de todos. Sin embargo, nada se habrá modificado con ello en las diferencias de poderío y de influencia que la agresividad aprovecha para sus propósitos; tampoco se habrá cambiado la esencia de ésta... Si se eliminara el derecho personal a poseer bienes materiales, aún subsistirían los privilegios derivados de las relaciones sexuales, que necesariamente deben convertirse en fuente de la más intensa envidia y de la más violenta hostilidad entre los seres humanos, equiparados en todo lo restante. Si también se aboliera este privilegio, decretando la completa libertad de la vida sexual, suprimiendo, pues, la familia, célula germinal de la cultura, entonces, es verdad, sería imposible predecir qué nuevos caminos seguiría la evolución de ésta; pero cualesquiera que ellos fueren, podemos aceptar que las inagotables tendencias intrínsecas de la naturaleza humana tampoco dejarían de seguirlos”.
Freud entendía correctamente que en la visión comunista de la sociedad futura la familia se habrá extinguido y habrá una “completa libertad de la vida sexual”. La visión de Freud era incorrecta en tanto que los marxistas reconocen que la familia no puede simplemente abolirse; sus funciones necesarias, especialmente la crianza de la siguiente generación, deben ser remplazadas por medios socializados de cuidado infantil y trabajo doméstico.
Si bien Freud ya no tiene la autoridad ideológica que solía tener, la idea de que la “naturaleza humana” hace imposible un mundo comunista sigue siendo común, aunque los argumentos específicos puedan diferir. Los marxistas, en cambio, insistimos en que es la escasez material lo que da lugar a las salvajes reyertas por los recursos escasos. Es por ello que el comunismo es concebible sólo con un nivel sin precedentes de abundancia material, acompañado de un inmenso salto en el nivel cultural de la sociedad. Es la existencia de las clases, actualmente en la forma de un orden capitalista-imperialista obsoleto, lo que infesta a la sociedad humana con brutalidad y violencia. Como escribió el autor marxista Isaac Deutscher en “Sobre el hombre socialista” (1966): “utilizan el homo homini lupus [el hombre es el lobo del hombre] como grito de guerra contra el progreso y el socialismo y agitan al espantajo del eterno lupus humano en provecho del verdadero y sanguinario lupus del imperialismo contemporáneo”.
Para Freud, la “agresión innata” de las relaciones sexuales era el problema con la naturaleza humana. ¿Cuál es la realidad? La patología social asociada a lo que Freud percibía como rivalidad sexual tendría poca razón de ser en una sociedad comunal plenamente libre en la que la vida sexual fuera independiente del acceso al alimento, la vivienda, la educación y demás necesidades y comodidades cotidianas. Cuando la familia se haya extinguido junto con las clases y el estado, la crianza comunal que la remplace llevará a una nueva sicología y cultura entre la gente que crezca en esas condiciones. Los valores sociales patriarcales —“mi” mujer, “mis” hijos— se desvanecerán junto con el sistema opresivo que los genera. La relación de los niños entre sí y con las personas que les enseñan y guían serán multilaterales, complejas y dinámicas. Es la institución de la familia lo que ata al sexo y al amor a la propiedad, con todo lo que salga de la camisa de fuerza de la monogamia heterosexual considerado “pecado”.
La familia bajo el capitalismo es el principal mecanismo de la opresión de la mujer y de la juventud, atada por innumerables lazos interrelacionados con las operaciones básicas de la economía de “libre mercado”. La familia, el estado y la religión organizada conforman un tripié de opresión en el que se sostiene el orden capitalista. En los países del Tercer Mundo, el atraso y la pobreza arraigados, promovidos por la dominación imperialista, conducen a prácticas horriblemente opresivas como el velo, el precio de la novia y la mutilación genital femenina.
En las sociedades capitalistas avanzadas, como la estadounidense, podría pensarse que la gente lleva una vida complicada, más parecida a las presentadas en programas de televisión como Modern Family o Transparent que a la comedia de los años cincuenta Papá lo sabe todo. Sin embargo, las decisiones personales de la gente están constreñidas por la ley, la economía y los prejuicios de la sociedad de clases; esto es especialmente cierto en el caso de la clase obrera y los pobres. Remplazar la familia por instituciones colectivas es el aspecto más radical del programa comunista, y el que traerá los cambios más profundos y drásticos en la vida cotidiana, incluida la de los niños.
Nuestros oponentes en la izquierda y la cacería de brujas antisexo
En la actualidad, la visión de una sociedad sin la institución opresiva de la familia ya no puede hallarse en la gran mayoría de los que dicen estar por el marxismo, el socialismo o la liberación de la mujer. Hace ya décadas que los estalinistas, con su dogma antimarxista del “socialismo en un solo país”, renunciaron al entendimiento de que era necesaria una sociedad socialista global para conseguir la plena liberación humana, incluyendo la de la mujer. Una consecuencia de ello fue la rehabilitación estalinista de la opresiva familia como un pilar “socialista”. En “La Revolución Rusa y la emancipación de la mujer” (Spartacist [Edición en español] No. 34, noviembre de 2006), tratamos esta cuestión a profundidad.
Hoy, otros supuestos marxistas, entre ellos algunos que afirman ser trotskistas, simplemente siguen la doctrina feminista liberal (burguesa) prevaleciente en cuanto a la liberación de la mujer, apoyando implícitamente a las instituciones de la familia y el estado burgués. Un ejemplo de ello lo dan las reacciones histéricas de nuestros oponentes ante nuestra defensa de los derechos de la North American Man/Boy Love Association (Asociación Norteamericana de Amor entre Hombres y Muchachos, NAMBLA), que está por la legalización del sexo consensual entre hombres y muchachos, así como de otros perseguidos por su “depravación” sexual. La LCI se ha opuesto consistentemente a la intervención del gobierno en la vida privada y exige derogar todas las leyes contra los “crímenes sin víctimas” consensuales, como la prostitución, el consumo de drogas y la pornografía.
Los aullidos de muchos radicales y feministas contra NAMBLA expresan los “valores familiares” que impulsan los políticos e ideólogos burgueses. Durante décadas, la reacción antisexo patrocinada por el gobierno ha tomado varias formas: el prejuicio fanático antigay, una cacería de brujas contra los trabajadores de las guarderías, la prohibición de que se distribuyan entre adolescentes anticonceptivos e información sobre el control de la natalidad, y el encarcelamiento de “desviados”. Este asalto reaccionario estuvo acompañado por terrorismo extralegal, como las bombas en las clínicas de aborto. Gran parte de esta persecución busca fortalecer al estado burgués en su regulación de la población y difundir el pánico como una distracción de la verdadera brutalidad de la vida en esta sociedad retorcida, cruel, prejuiciosa y racista.
En artículos anteriores, hemos explorado algunas de las ambigüedades de la sexualidad en una sociedad donde las deformidades de la desigualdad de clase y de la opresión racial y sexual pueden producir mucho sufrimiento personal y cosas desagradables. Hemos afirmado que, mientras que el abuso infantil es un crimen horrendo y cruel, muchos encuentros sexuales ilegales son totalmente consensuales y no producen por sí mismos ningún daño. La mezcolanza deliberada de todo lo que vaya desde las caricias mutuas entre hermanos hasta la violación horrenda de un niño pequeño por parte de un adulto crea un clima social de histeria antisexo en el que los perpetradores de la violencia real contra los niños a menudo quedan impunes. Hemos señalado que las proclividades sexuales de las especies gregarias de mamíferos como el Homo sapiens claramente no encajan en la rígida monogamia heterosexual decretada por la moral burguesa.
Como medida básica de defensa frente a la persecución estatal de los jóvenes que quieren tener sexo (así sea sexting), nos oponemos a las reaccionarias leyes de la “edad de consentimiento”, con las que el estado decreta cierta edad arbitraria a partir de la cual permite el sexo, sin importarle que dicha edad cambie con el tiempo y varíe de un estado a otro en EE.UU. Al tratar esas cuestiones, nos ubicamos firmemente en oposición al estado capitalista y todos sus esfuerzos por reforzar y sostener el orden burgués explotador. Ésa es la aplicación, bajo las actuales circunstancias, de nuestra meta de la libertad sexual para todos, incluyendo a los niños y los adolescentes, en un futuro comunista. Esto tiene una importancia particular para los jóvenes adultos, de los que se espera que pasen los años que siguen a la pubertad bajo el yugo de la dependencia de sus padres. Llamamos por estipendios plenos para todos los estudiantes como parte de nuestro programa por una educación gratuita y de calidad para todos, para que los jóvenes puedan ser genuinamente independientes de sus familias.
Por el contrario, la International Socialist Organization (ISO, Organización Socialista Internacional) se niega a llamar por la abolición de las leyes de la edad de consentimiento actuales. En un artículo titulado “Youth, Sexuality and the Left” [La juventud, la sexualidad y la izquierda], la dirigente de la ISO Sherry Wolf blande su pica contra el partidario de NAMBLA David Thorstad por ser “el más ardiente y añejo defensor de la pederastia en la izquierda” (socialistworker.org, 2 de marzo de 2010). Wolf cita su propio libro Sexuality and Socialism: History, Politics and Theory of LGBT Liberation (Sexualidad y socialismo: Historia, política y teoría de la liberación LGBT, Haymarket Books, 2009): “Un consentimiento genuino, libre de la desigualdad de poder, no puede dárselo un niño a un hombre de 30”. El artículo de Wolf continúa: “En nuestra sociedad, las relaciones entre adultos y niños no son las de individuos iguales en lo emocional, lo físico, lo social ni lo económico. Los niños y los púberes no tienen la madurez, la experiencia ni el poder para tomar decisiones realmente libres respecto a sus relaciones con adultos. Sin eso, no puede haber consentimiento genuino”.
¿“Decisiones realmente libres”? Pocas relaciones entre adultos cumplirían con esta definición de consentimiento. En los hechos, Wolf pone a los jóvenes menores de 18 años y a sus parejas a merced del estado burgués. El único principio guía para toda relación sexual debería ser el consentimiento efectivo —es decir, el acuerdo y entendimiento mutuo entre todas las partes involucradas— independientemente de la edad, el género o la preferencia sexual.
El que la ISO abandone a los jóvenes al opresivo status quo sexual refleja su acomodación a los prejuicios del orden capitalista y las actitudes atrasadas de la población en general. En última instancia, viene de la vieja oposición de la ISO a toda perspectiva de movilización revolucionaria de la clase obrera hacia la toma del poder y la creación de un estado obrero —la dictadura del proletariado— que abra el camino hacia una sociedad comunista. Para la ISO, el socialismo es más o menos la aplicación acumulada de la “democracia” a todos los sectores oprimidos, entre los cuales la clase obrera es simplemente uno más. La ISO procura presionar a los capitalistas para que reformen su sistema de explotación. Su perspectiva de la liberación de la mujer refleja la misma fe conmovedora en las fuerzas de la reforma.
Por qué los marxistas no somos feministas
Cosa interesante, en los últimos años la ISO ha estado discutiendo en las páginas de su periódico, el Socialist Worker, acerca de las teorías sobre la liberación de la mujer. Parece ser que su motivación es el deseo de abandonar su postura anterior de oposición al feminismo como una ideología burguesa, para poder adoptar activamente la etiqueta de feminista o “feminista socialista”. Por ejemplo, en una charla de la conferencia Social-ism de la ISO en 2013 (publicada en “Marxism, Feminism and the Fight for Liberation” [Marxismo, feminismo y la lucha por la liberación], socialistworker.org, 10 de julio de 2013), Abbie Bakan sugirió: “La afirmación teórica de que hay bases para un enfoque marxista coherente que esté por la ‘liberación de la mujer’, pero contra el ‘feminismo’, carece de sentido”. (Hasta marzo de ese año, Bakan había sido una destacada partidaria de los International Socialists [Socialistas Internacionales] de Canadá, primos políticos de la ISO.)
La reciente adopción teórica explícita por parte de la ISO del “feminismo socialista” no es más que otra cubierta para el mismo contenido liberal. Sin embargo, nos ofrece la oportunidad de reafirmar la vieja posición marxista respecto a la familia y enfatizar que la emancipación de la mujer es fundamental para la revolución socialista e inseparable de ella. Contra lo que dice la ideología feminista, la plena igualdad legal no basta para superar la opresión de la mujer, que está profundamente enraizada en la familia y la propiedad privada.
Como siempre hemos enfatizado, marxismo y feminismo son viejos enemigos políticos. Eso requiere una explicación. En Estados Unidos y otros lugares se ha vuelto común aplicar el término “feminista” a quienes piensan que hombres y mujeres deberían ser iguales. Sin embargo, al lidiar con la desigualdad, el feminismo acepta los confines de la sociedad capitalista existente. Como ideología, el feminismo nació a finales del siglo XIX, reflejando las aspiraciones de una capa de mujeres burguesas y pequeñoburguesas que reclamaban sus prerrogativas de clase: derecho a la propiedad y a la herencia, acceso a la educación y las profesiones, y derecho al voto. Los marxistas buscamos mucho más que esta limitada idea de “igualdad de género”.
Los marxistas reconocemos que la liberación de la mujer no puede ocurrir sin la liberación de toda la raza humana de la explotación y la opresión: ése es nuestro fin. Hace bastante más de un siglo August Bebel, el dirigente histórico del Partido Socialdemócrata de Alemania, lo explicó claramente en su libro La mujer y el socialismo (1879), un clásico marxista. Reeditada varias veces, esta obra fue leída por millones de obreros de distintas generaciones antes de la Primera Guerra Mundial. La riqueza de su visión de la emancipación de la mujer no puede hallarse en ninguno de los escritos de la ISO al respecto:
“[La mujer] elegirá para su actividad los terrenos que correspondan a sus deseos, inclinaciones y disposiciones y trabajará en las mismas condiciones que el hombre. Lo mismo que todavía será obrera práctica en cualquier oficio, durante otra parte del día será educadora, maestra, enfermera, y durante otra parte ejercitará cualquier arte o ciencia y cumplirá en una cuarta parte cualquier función administrativa”.
—La mujer y el socialismo (Ediciones de Cultura Popular, 1978)
Lo que es especialmente significativo de la descripción que hace Bebel de la naturaleza emancipadora del trabajo en la sociedad socialista es que se aplica igualmente a los hombres. Eso apunta al núcleo del motivo por el que marxismo y feminismo son mutuamente excluyentes y de hecho antagónicos. Los feministas consideran que la división básica de la sociedad es entre hombres y mujeres, mientras que los socialistas reconocemos que los obreros de ambos sexos deben luchar juntos para acabar con la opresión y la explotación que sufren por parte de la clase capitalista.
Marx desvirtuado
En su giro teórico a favor del “feminismo socialista”, la ISO está promoviendo el libro Marxism and the Oppression of Women: Toward a Unitary Theory (Marxismo y la opresión de la mujer: Hacia una teoría unitaria, Haymarket Books, 2013) de Lise Vogel. Publicado originalmente en 1983, el libro se reeditó como parte de la serie Historical Materialism con una introducción encomiástica de dos académicos canadienses partidarios del ultrarreformista New Socialist Group (Nuevo Grupo Socialista). Incluso hace 30 años, el medio “feminista socialista” al que se dirige Vogel ya se había disuelto en la nada. Pero, dado que Vogel pretende representar un polo marxista dentro del movimiento o corriente intelectual “socialfeminista”, hoy a la ISO le cuadra promover su libro.
En la sección introductoria del libro, Vogel se deslinda ecuánimemente tanto de los feministas no marxistas como de los marxistas no feministas. Se fija como su tarea principal analizar el carácter de la opresión de la mujer dentro de la estructura y dinámica del sistema económico capitalista. Su tratamiento de Marx y Engels es confuso, contradictorio y rimbombante. Se enfoca principalmente en la relación entre el trabajo doméstico y la reproducción generacional de la fuerza de trabajo. Para Vogel, la opresión de la mujer se reduce estrechamente al trabajo doméstico (no pagado). Afirmando explícitamente que “la categoría de ‘la familia’...es insuficiente como punto de partida analítico”, Vogel pasa por alto las cuestiones más amplias del papel de la familia en la opresión de la mujer y los niños y su importancia como sostén clave del orden capitalista. La familia sirve para atomizar a la clase obrera y propagar el individualismo burgués como barrera a la solidaridad de clase.
Su concepción estrecha de la opresión de la mujer no impide a Vogel calumniar a Engels como “determinista económico”. Simplemente deja de lado los aspectos culturales y sociales incluidos en la riqueza de los argumentos que Engels presenta en El origen de la familia, la propiedad privada y el estado (1884). Para tomar un ejemplo, Vogel se queja de que Engels “no vincula claramente el desarrollo de una esfera especial relacionada a la reproducción de la fuerza de trabajo con el surgimiento de la sociedad de clases o quizá la sociedad capitalista”. Aparentemente, esto significa que Engels no muestra cómo el surgimiento de la sociedad de clases llegó a pesar sobre el papel de la mujer en la crianza de los hijos. Esto simplemente no es verdad.
En El origen de la familia, la propiedad privada y el estado, Engels describe cómo la familia se originó en el neolítico cuando la sociedad se dividió en clases por vez primera. Apoyándose en la información disponible en aquella época, Engels se basó mucho en el trabajo pionero de Lewis Henry Morgan entre los iroqueses del norte del estado de Nueva York para entender las sociedades primitivas sin clases. Engels describió cómo la invención de la agricultura creó un excedente social que permitió, por primera vez, el desarrollo de una clase dominante ociosa que vivía del trabajo ajeno. La familia, específicamente la monogamia de la mujer, fue necesaria para asegurar la transmisión ordenada de la propiedad y el poder a los herederos del patriarca, la siguiente generación de la clase dominante. Si bien es mucho lo que se ha descubierto sobre las primeras etapas de la sociedad humana desde tiempos de Engels, su entendimiento fundamental ha resistido la prueba del tiempo.
Vogel no analiza la función social de la familia para la clase obrera bajo el capitalismo, donde sirve para criar a la siguiente generación de esclavos asalariados. En El capital, Marx explicó que el costo de la fuerza de trabajo está determinado por el costo de manutención y reproducción del obrero: sus gastos cotidianos, su capacitación y el sostén de su pareja y sus hijos. Para aumentar la ganancia, los capitalistas buscan bajar el costo del trabajo: no sólo de los salarios que pagan a los bolsillos de los obreros, sino también de los servicios como la educación y la salud públicas, que son necesarios para la manutención del proletariado.
El feminismo a veces critica algunos aspectos de la familia, pero en general sólo para quejarse de los “roles de género”, como si el problema fuera una discusión sobre el estilo de vida respecto a quién debe lavar los platos o darle al bebé su mamila. El problema es la institución de la familia, que integra a la gente a la sociedad desde la infancia de manera que acate ciertas normas, respete a la autoridad y desarrolle los hábitos de obediencia y deferencia que son tan útiles a la obtención de ganancias por parte de los capitalistas. La familia le es invaluable a la burguesía como reserva de pequeña propiedad privada y en algunos casos de pequeña producción, operando como freno ideológico a la conciencia social. Vogel pasa por alto estas cuestiones y se enfoca estrictamente en el “trabajo doméstico” no pagado de la mujer.
El fin último
La posición de Vogel es incluso más débil en lo que toca al fin último de la liberación de la mujer. Esto se ve especialmente en lo que no dice. Vogel divorcia la emancipación de la mujer de la superación de la escasez económica y del remplazo del trabajo enajenado —tanto en la fábrica como en el hogar— por el trabajo creativo y gratificante. Tanto el fin último de una sociedad comunista como los medios básicos para lograrlo quedan fuera de los confines intelectuales del “feminismo socialista” de Vogel.
Cuando Marx y Engels explicaron que suscribían un entendimiento materialista de la sociedad y del cambio social, no se referían sólo al capitalismo y las sociedades de clase anteriores (como el feudalismo). También proporcionaron un entendimiento materialista de la futura sociedad sin clases. De hecho, ésa era su diferencia fundamental con las principales corrientes socialistas de principios del siglo XIX —los owenistas, fourieristas y saint-simonianos— como las resumió Engels en Del socialismo utópico al socialismo científico (originalmente parte de su polémica de 1878, Anti-Dühring). Marx y Engels reconocían que una sociedad socialista —entendida como la etapa inicial del comunismo— requeriría un nivel de productividad del trabajo muy superior incluso a la de los países capitalistas más avanzados de hoy. Esto se logrará mediante una expansión continua del conocimiento científico y su aplicación tecnológica.
Vogel no comparte esa concepción. Esto queda particularmente claro en su análisis de los primeros años de la Rusia soviética. Expresando un gran aprecio del entendimiento que tenía Lenin de la opresión de la mujer y de su compromiso por superarla, cita con aprobación un discurso de 1919, “Las tareas del movimiento obrero femenino en la República Soviética”:
“Todas ustedes saben que incluso cuando las mujeres gozan de plenos derechos, en la práctica siguen esclavizadas, porque todas las tareas domésticas pesan sobre ellas. En la mayoría de los casos las tareas domésticas son el trabajo más improductivo, más embrutecedor y más arduo que pueda hacer una mujer. Es un trabajo extraordinariamente mezquino y no incluye nada que de algún modo pueda contribuir al desarrollo de la mujer.
“En la prosecución del ideal socialista, queremos luchar por la realización total del socialismo, y se abre aquí un amplio campo de acción para la mujer. Realizamos ahora serios preparativos a fin de desbrozar el terreno para la construcción del socialismo, pero la construcción del socialismo comenzará sólo cuando hayamos logrado la completa igualdad de la mujer, y cuando acometamos las nuevas tareas junto con la mujer, que habrá sido liberada del trabajo mezquino, embrutecedor, improductivo”.
Vogel presenta equivocadamente a Lenin como una voz solitaria clamando en el desierto e implica que el principal obstáculo para superar la opresión de la mujer en los primeros años de la Rusia soviética era ideológico: las generalizadas actitudes patriarcales entre los hombres de la clase obrera y el campesinado combinadas con una supuesta indiferencia por la liberación de la mujer entre los cuadros, mayoritariamente varones, del Partido Bolchevique. Vogel escribe:
“Los señalamientos de Lenin respecto al machismo nunca tomaron forma programática, y la campaña contra el atraso ideológico masculino nunca pasó de ser un tema menor en la práctica bolchevique. Sin embargo, sus observaciones sobre el problema representaron una admisión extremadamente inusual de la seriedad del mismo... Las contribuciones teóricas de Lenin no lograron dejar una impresión duradera”.
De hecho, el gobierno soviético realizó enormes esfuerzos para aliviar a la mujer obrera de la carga del trabajo doméstico y la crianza de niños mediante el establecimiento de cocinas comunales, lavanderías, guarderías, etc. Tanto los bolcheviques como la Internacional Comunista establecieron departamentos especiales para el trabajo entre las mujeres. Durante los primeros años del estado obrero soviético, el Zhenotdel estuvo activo tanto en las regiones europeas como en las del Asia Central.
Los límites de las medidas liberadoras del gobierno comunista bajo V.I. Lenin y León Trotsky no fueron ideológicos, sino producto de condiciones objetivas: la pobreza de recursos materiales, agravada por años de guerra imperialista y guerra civil. En un ensayo de 1923 titulado “De la vieja a la nueva familia”, incluido en la compilación de 1924 Problemas de la vida cotidiana (una obra que Vogel no menciona siquiera), Trotsky explicó:
“En principio, la preparación material de las condiciones para un nuevo modo de vida y una nueva familia no puede separarse tampoco del trabajo de la construcción socialista. El estado de los trabajadores necesita mayor prosperidad con el fin de que le sea posible tomar seriamente en sus manos la educación pública de los niños y aliviar asimismo a la familia de los cuidados de la limpieza y la cocina. La socialización de la familia, del manejo de la casa y de la educación de los niños no será posible sin una notable mejoría de toda nuestra economía. Necesitamos una mayor proporción de formas económicas socialistas. Sólo bajo tales condiciones, podremos liberar a la familia de las funciones y cuidados que actualmente la oprimen y desintegran. El lavado debe estar a cargo de una lavandería pública, la alimentación a cargo de comedores públicos, la confección del vestido debe realizarse en los talleres. Los niños deben ser educados por excelentes maestros pagados por el estado y que tengan una real vocación para su trabajo”.
La escasez material fue fuente de otro ámbito importante de desigualdad entre los hombres y las mujeres en los primeros años de la Rusia soviética (y por extensión en todo estado obrero económicamente atrasado). Se trata de la escasez de la mano de obra altamente calificada que requiere conocimientos y capacidades técnicas avanzados. A los obreros industriales calificados y los miembros de la intelectualidad técnica (ingenieros, arquitectos, etc.) había que pagarles salarios más altos que a los obreros no calificados, aunque la diferencia era mucho menor que en los países capitalistas. Este sector mejor pagado de la fuerza de trabajo, heredado del pequeño sector capitalista moderno de la Rusia zarista, era predominantemente masculino. Aunque se hicieron esfuerzos dirigidos a corregir esto, al joven estado obrero le faltaban los recursos materiales para educar y entrenar a las mujeres para que se volvieran maquinistas e ingenieras en cantidades suficientes a fin de superar el predominio masculino del trabajo calificado.
El libro de Vogel concluye con una proyección de cómo será la transición al comunismo tras el derrocamiento del capitalismo:
“Ante la terrible realidad de la opresión de la mujer, los socialistas utópicos del siglo XIX llamaron por la abolición de la familia. Todavía hoy, su drástica exigencia sigue teniendo adeptos entre los socialistas. En cambio, el materialismo histórico plantea la difícil cuestión de reducir y redistribuir simultáneamente el trabajo doméstico conforme éste se va transformando en un componente integral de la producción social en la sociedad comunista. Así como en la transición socialista ‘el estado no es “abolido”, sino que se extingue’, así también el trabajo doméstico debe extinguirse. Por lo tanto, durante la transición al comunismo una administración adecuada del trabajo doméstico y el trabajo femenino será un problema clave de la sociedad socialista, pues sólo sobre esta base pueden establecerse y conservarse las condiciones económicas, políticas e ideológicas de la verdadera liberación de la mujer. En el proceso, la familia, en su forma histórica particular como una unidad social basada en el parentesco para la reproducción de fuerza de trabajo explotable en la sociedad de clases, también se extinguirá, y con ella tanto las relaciones familiares patriarcales como la opresión de la mujer” [énfasis en el original].
http://www.icl-fi.org/espanol/eo/45/familia.html
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2016.06.20 16:51 EDUARDOMOLINA Susana Díaz, el as en la manga de Mariano. Susana Díaz no va a reclamar el liderazgo nacional. A cambio, patrocinará un sustituto o sustituta, más o menos interino o interina, que estampará la firma en el documento de la rendición y pondrá en práctica la ‘receta’ de Felipe González.

Por Rafael Alba
http://www.elboletin.com/opinion/135471/susana-diaz-mariano-rajoy.html
"Con escasas diferencias de matiz, probablemente provocadas por el diferente sesgo ideológico de las cocinas demoscópicas, las últimas encuestas publicadas estos días, incluida la ‘oficial’ realizada por el CIS parecen coincidir en lo esencial. El único cambio, más o menos significativo, que se produce ante la nueva cita electoral sobre los resultados que los distintos partidos obtuvieron el pasado mes de diciembre es la sustancial mejora que podría producirse en el número de escaños conseguidos por la nueva coalición Unidos Podemos, como consecuencia de la suma de los votos que habrían obtenido por separado Podemos e IU. Con las nuevas cantidades, la Ley D´Hont resulta más favorable para la coalición que podrá aumentar sustancialmente el número de diputados y conseguir quizá el famoso ‘sorpasso’ tanto en escaños como en votos, tras relegar al PSOE a una humillante tercera posición.
Pero, de hecho, tampoco esa nueva vía hacia el poder que se sustenta sobre la alianza de las formaciones que lideran Pablo Iglesias y Alberto Garzón, con el apoyo de las famosos ‘confluencias’, supone un elemento nuevo en el infernal y fragmentado tablero de juego político en el que se desarrolla la actual partida. Quizá lo incomprensible es que esa alianza no se hubiera realizado antes. O, a lo mejor no tanto. Al fin y al cabo, es probable que si IU no se hubiera llevado unos cuantos batacazos seguidos en las urnas en su afán por mantener una independencia que la actual ley electoral convertía en misión imposible, su nuevo coordinador, no hubiera tenido muchas posibilidades de dar por buena una alianza que convierte a su formación política en una suerte de muleta para que los ‘podemitas’ mejoren sus expectativas. Pero sin diputados y con una montaña de deudas las cuentas no iban a cuadrar y la propia supervivencia del portaviones electoral del PCE tampoco estaba asegurada.
Así las cosas, una vez más, las encuestas muestran la complicadísima situación en la que se encuentran en este momento el PSOE y su líder Pedro Sánchez. Desdibujados y sin un programa verdaderamente diferenciado en lo económico del que defenderían el PP y Ciudadanos, los socialistas parecen moverse sin remedio hacia la intranscendencia y la actual imagen de unidad que pretenden transmitir resulta casi una broma de mal gusto, ante la evidencia de que sólo un milagro en las urnas podría mantener con vida al actual secretario general a quienes sus compañeros y correligionarias parecen haber elegido como ‘chivo expiatorio’ del batacazo histórico que todos esperan. Si se consuma, el actual líder será sacrificado, dicen algunos, quizá la misma noche de autos y llegará el momento de volver a repartir cartas.
Los observadores más avezados en el día a día de Ferraz no creen que justo en esas circunstancias, con el partido en las horas más bajas de su historia en democracia, la líder andaluza Susana Díaz vaya a reclamar el liderazgo nacional. Más bien al contrario, de momento, según quienes defienden estas opiniones, lo alejará de sí. Y, a cambio, patrocinará un sustituto o sustituta, más o menos interino o interina, que estampará la firma en el documento de la rendición y pondrá en práctica la ‘receta’ de Felipe González. Ya saben, aquella solución salomónica en la que se instaba a los responsables de las dos formaciones políticas sobre las que se sustentó el bipartidismo, a dejar gobernar a aquel que hubiera obtenido una mayor cantidad de escaños. Un honor que, de confirmarse esas encuestas de las que hablábamos antes, le volvería a corresponder al PP.
Así que, según estas teorías conspiratorias de baja intensidad, Díaz se quedaría en su feudo del sur y, desde allí, procedería a explotar la excusa de la ‘unidad de España’ como principal mimbre del cesto de sacrificio institucionales por el bien de todos que empezaría a tejer para conseguir la recuperación del PSOE desde el centro. Una posibilidad que, como parece demostrar la coyuntura actual, no parece demasiado real en estos momentos, pero que no tendría más remedio que intentar.
Sobre todo, porque, a diferencia de otros líderes socialistas, el verdadero enemigo de la presidenta andaluza es Pablo Iglesias. Más que nada, porque el dinámico político de la ‘coleta’ es, siempre según estos analistas diletantes, la ‘bestia negra’ del ‘felipismo’ residual, Prisa y Juan Luis Cebrián y, por lo tanto, el único político con el que jamás pactaría esa corriente mayoritaria del socialismo que siempre ha dirigido la estrategia general del partido.
Así las cosas, Mariano Rajoy vuelve a sentirse seguro. Al fin y al cabo, con ese 27% del voto que parece haberse consolidado como un suelo ‘sólido’ para amortiguar la caída de la formación conservadora, a los populares les bastaría ‘arañar’ dos o tres puntitos, que le pueden llegar desde el zurrón de los muy desdibujados Ciudadanos de Albert Rivera para conseguir el propósito perseguido, que no es otro que mantenerse firmes en la presidencia del Gobierno. Al político gallego, que ha toreado en muchas plazas, no le asustan las andanadas de su competidor ‘naranja’, cuyo perfil, cada vez más derechista, pierde pie en el centro del espectro político. Sabe que esos votos no le van a faltar si los necesita para la investidura, o para aprobar unos presupuestos con más recortes, por mucho que ahora insistan en decir que no van a apoyarle.
Y como lo único que no consentirá Susana Díaz, siempre sobre la base del poder que han delegado en ella esos ‘verdaderos dueños del PSOE’ de los que hablábamos antes, es que Pablo Iglesias pueda convertirse en el nuevo inquilino de La Moncloa, la abstención socialista puede estar servida. Y la permanencia de Rajoy en el poder también. Sobre todo, porque no parece probable que, por mucho que Sánchez quisiera o no quisiera intentarlo, los socialistas vayan a repetir la jugada de poner sobre la mesa un nuevo pacto con Ciudadanos desde la ‘minoría mayoritaria’, como hicieron en la fallida legislatura que acaba de terminar. Más que nada porque como era de esperar, las bases electorales sobre las que siempre ha crecido el partido socialista, y siempre es casi desde los inicios de la última transición democrática, se sitúan claramente a la izquierda y no en el centro.
La moderación, ese perfil centrista que hasta no hace mucho todo partido con vocación de poder debía mantener, servía para arrancarle los votos tibios al enemigo y sumarlos a los propios, como modo único de obtener el complemento necesario para alcanzar el poder. Pero igual que el núcleo duro de los apoyos que siempre ha obtenido el PP se encuentra en el margen derecho del tablero político, el del PSOE se encontraba en la presunta orilla izquierda. Hasta que lo dejaron perder por pura incapacidad de entender que sus recetas no servían para motivar a unas nuevas generaciones que necesitan abrirse paso en la vida y no están en condiciones de soportar la precariedad laboral, simplemente porque no pueden permitírsela.
Porque es una opción que condiciona su futuro e hipoteca las posibilidades de prosperar en la vida que van a tener casi dos o tres generaciones enteras de españoles. Esas que han tenido la mala suerte de nacer en el mundo ideal de quienes, como el ministro del Interior, Alberto Fernández Díaz, creen que los “empleos para toda la vida se han acabado para siempre”.
Y esta es la única alternativa que, de momento, ofrecen a los menores de cuarenta años, los tres partidos que, en teoría, serían los defensores del sentido común y la seriedad en las propuestas. Un mundo distópico en el que la supervivencia no está asegurada. Sin entrar ya en terrenos espinosos como la corrupción, sobre la que tanto el PP como el PSOE, querrían pasar página rápidamente, el empecinamiento de los actuales líderes socialistas en no entender que para la mayoría la falta de un medio para ganarse la vida es bastante más horrible que la presunta ausencia de libertad, sumada a la obediencia ciega que mantienen a los dictados de ciertas élites, es lo que va a acabar para siempre con el partido.
Y Rajoy lo da por descontado, dicen. Cree que los socialistas se han conformado ya y están dispuestos a dejar de ser el gran partido estatal que fueron, para ser lo más parecido a una especie de partido nacionalista andaluz, con algunas cuotas de poder regional aquí y allá. Por eso, el presidente del Gobierno en funciones confía, aparentemente, en que Susana Díaz haga el trabajo sucio y, una vez amortizado Sánchez, le facilite el camino y le permita mantenerse en el poder.
¿Lo hará? Tal vez sí, pero debería replanteárselo. Y a lo mejor seguir el ejemplo, de otras figuras emblemáticas del ‘progresismo pactista’, o la izquierda exquisita, como la previsible candidata del Partido Demócrata a la presidencia de EEUU. Por duras que hayan sido las primarias, a Hillary Clinton no se le ocurriría jamás demonizar ni a Bernie Sanders ni a lo que representa. Necesita su ayuda para derrotar a Donald Trump."
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2016.06.17 12:51 EDUARDOMOLINA Ganar al PP para que haya cambio. Así las cosas, la manera más clara de romper la jugada de la oligarquía es que Unidos Podemos sea la primera fuerza política. Este escenario pondría en dificultades al PSOE para facilitar el poder al PP.

Por Agustín Moreno
http://iniciativadebate.org/2016/06/17/ganar-al-pp-para-que-haya-cambio/
“Estamos a punto de celebrar las segundas elecciones generales en seis meses. El debate, los pronósticos de las encuestas, la sucia campaña para evitar el cambio y la jugada que baraja el sistema, las van a convertir en una de las más trascendentales de la historia reciente de este país.
¿Cómo hemos llegado al 26J? Las elecciones del 20D acabaron con el bipartidismo, creando una nueva situación política en la que no es tan fácil aplicar las políticas socioeconómicas contrarias a la mayoría. La incapacidad de formar gobierno ha conducido a la nueva cita electoral. Pero las responsabilidades de los partidos no son las mismas. Siendo el PP el más votado, era también el más rechazado por los recortes sociales, de libertades y por la corrupción. Sin otra alternativa que ‘más de lo mismo’ e incapaz de gestionar con inteligencia la cuestión de Cataluña, su aislamiento no le permitió ni intentar la investidura.
El PSOE renunció a formar gobierno de progreso al rechazar un acuerdo con la izquierda y echarse en brazos de Ciudadanos (C´s). Cometió, además, dos errores. Por un lado, desplazarse hacia la derecha al pactar con C´s un programa que hacía imposible el acuerdo con la izquierda. Por otro, pactando con ellos reconocía a C´s un carácter centrista que no tiene. Estos errores le pasarán factura electoral.
Podemos, IU y otras fuerzas de progreso hicieron lo correcto al defender un gobierno progresista “a la valenciana” y negarse a apoyar a PSOE-C´s. También han acertado de pleno al crear la coalición Unidos Podemos (UP) que, tal como pronostican todas las encuestas, puede tener un excelente resultado, demostrando algo evidente: la unidad suma e incluso multiplica.
La campaña del miedo. Las tendencias electorales que se apuntan, el sorpasso anunciado de Unidos Podemos al PSOE y la disputa de primera posición (apenas hay 3 puntos de diferencia), han despertado las alarmas en los sectores del régimen. El recurso al anticomunismo, las acusaciones de extremismo, la grotesca utilización de Venezuela, la manipulación de poderes del Estado para construir montajes y la degradación de los medios de comunicación. Todo vale. Es especialmente vergonzosa la campaña de El País y su ataque a Unidos Podemos con primeras páginas, editoriales y colocando a columnistas en una actitud de servidumbre a la línea editorial. Estamos viviendo una campaña donde no se trata de convencer al elector de a quién tiene que votar y a qué ilusionante programa, sino de que no hay que votar a UP para que no vengan las plagas de Egipto. Los ataques a Pablo Iglesias, para quemar su figura, son una parte importante de esa estrategia de impedir a toda costa el gobierno de Unidos Podemos y la posibilidad de cambio.
La jugada del sistema. Si se confirman las encuestas, la operación que preparan los poderes fácticos para impedir un gobierno de progreso de Unidos Podemos, pasa por dos sacrificios: el de un Rajoy quemado y el del PSOE, al que se le intentaría obligar a abstenerse ante al pacto PP-C´s. Ya se está preguntando al electorado del PP qué apoyo tendría esta apuesta de sustituir a Rajoy por otra persona. En segundo lugar, el sistema sacrificaría al PSOE obligándole a dejar gobernar al PP, aunque la mayoría de sus electores estén en contra. Se justificaría con el argumento de no votar a nadie y dedicarse a su recomposición después del castigo electoral que puede recibir. Es la posición que defiende Felipe González: si no es posible la gran coalición por activa, que lo sea por pasiva al abstenerse el PSOE. Y es la que apuntó Pedro Sánchez en el encuentro con el Círculo de Empresarios el 27 de mayo: dejar gobernar al partido mayoritario. Hay quien, como Pedro Montes, califica de traición y entrega esta estrategia. Con ella, el PSOE se rompería o se hundiría o ambas cosas la vez.
Ganar al PP para que haya cambio. Así las cosas, la manera más clara de romper la jugada de la oligarquía es que Unidos Podemos sea la primera fuerza política. Este escenario pondría en dificultades al PSOE para facilitar el poder al PP. ¿Cómo se explicaría que en Portugal el partido socialista gobierne con la izquierda y en España deje gobernar a la peor derecha? Es evidente que allí hubo revolución y aquí transición, pero eso no justificaría la entrega del PSOE.
Vencer en las elecciones generales exige varias cosas: que no se pierda ningún voto de la izquierda por reticencias ante la unidad; que se realice una buena campaña electoral generando ilusión y utilizando todos los recursos disponibles. Que haya una alta participación: todo puede cambiar si la ciudadanía toma conciencia de que no puede hacer como que ignora al poder, porque como han demostrado los recortes, el poder no se olvida de los ciudadanos. Y, sobre todo, que se concentre todo el voto progresista en Unidos Podemos, incluido el de esa mayoría de votantes socialistas que son contrarios a facilitar el gobierno del PP. El electorado tiene derecho a saber a qué atenerse para no ser estafado con el sentido de su voto.
Me contaba un amigo que escuchó a un taxista decir que “iba a votar a Unidos-Podemos por sus hijos y por un futuro decente, para que cambien las cosas y limpiar el país…”, que no le preocupaban las acusaciones de radicalismo, “porque eso también lo decían del PSOE de 1982… ”En fin, un cambio sociológico y político que va a hacer que vote por el cambio mucha gente que no podemos ni imaginar. La crisis política en España ha llegado porque los de arriba ya no pueden gobernar como siempre han hecho, los de abajo no aguantan más y los de en medio están basculando hacia el cambio. Sí, se puede ganar al Partido Popular. Va a depender de muy pocos votos. El 26J está en nuestras manos cambiar el rumbo de la historia de nuestro país. Sabiendo que más importante que llegar al poder es dar solución a los problemas de la gente y, sobre todo, conquistar la hegemonía cultural y moral.”
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2016.06.12 11:07 EDUARDOMOLINA Del 20D al 26J: pocos cambios para que ¿todo siga igual?. El hartazgo ciudadano, algo menos de gasto, la batalla del PSOE contra Podemos y el merengue del PP, principales novedades de la nueva carrera electoral. Hablan los directores de campaña de los grandes partidos.

Por Cristina S. Barbarroja
http://ctxt.es/es/20160608/Politica/6569/26J-campaña-electoral-directores-de-campaña-Jorge-Moragas-Óscar-López-íñigo-Errejón-José-Manuel-Villegas-campaña-PP-campaña-PSOE-campaña-Podemos-campaña-Ciudadanos.htm
"No hace mucho recordaba un filósofo las palabras de un político catalán: “La política ha dejado de ser la cosa más interesante del mundo. Y lo malo es que la gente se ha dado cuenta”. El político desencantado es Ernest Maragall. El filósofo, golpeado por la cita, es hoy un osado pensador metido en política. Pero la gente… la gente está hasta las narices. Tanto, que el hartazgo del electorado es probablemente la principal novedad del 26J respecto del 20D.
Un 82,3% de los españoles encuestados por el Centro de Investigaciones Sociológicas (CIS) califica la situación política de mala o muy mala; en los momentos previos al 20D, el descontento era del 63%. En diciembre, sólo un 12% intuía que la cosa iría a peor. Y no se equivocaba. Quién sabe si también tendrán razón los pesimistas que, tras el fracaso de las negociaciones para formar gobierno, son el doble: un 20%. La política, como en los peores momentos de la crisis, ha escalado posiciones entre las preocupaciones de los españoles hasta situarse en el cuarto lugar.
¿Y los políticos? ¿No estarán hartos de sí mismos? No parece, a tenor de los gatitos, las flores, los corazones, y el machacón “cambio” de la cartelería electoral. Ni se intuye en las respuestas de los directores de campaña de los cuatro grandes partidos. De casi todos, vaya.
Cuestión primera: ¿qué diferencia el 26J del 20D?
Jorge Moragas (PP) salsea. “Siento comunicarte que el director de campaña no está atendiendo a medios”, responden en el gabinete de prensa del Partido Popular, el del lema #AFavor, los ritmos latinos y los 122 gatitos. Y un candidato –esto sí es que es noticia- al que le ha salido el valiente que escondía dentro y ha decidido sustituir a Soraya Sáenz de Santamaría en el único debate a cuatro.
Oscar López (PSOE): “Antes del 20-D los nuevos partidos, aunque se podían intuir, estaban por descubrir. Ahora, todo el mundo les ha visto actuar. Así que todo es diferente”. También lo cree el CIS que, como el resto de principales empresas demoscópicas, aventura batacazo socialista en beneficio de Unidos Podemos. Como buen responsable de la estrategia socialista, López niega tajante: “Podemos hizo fortuna de la gran coalición y al final ha votado con Rajoy para que siga en funciones; ha bloqueado el cambio hablando permanentemente de sillones, del control de jueces, de fiscales, de televisiones… de poder. Y eso lo ha visto todo el mundo. Gente que ha visto que votar a Podemos no es cambio, sino bloqueo, que ha tomado buena nota y le ha cogido la matrícula a Podemos”.
Iñigo Errejón (Podemos): “Se introduce una innovación que suma para el cambio y que deja clara la idea de que en Podemos vamos a por los que faltan”. La coalición con Izquierda Unida es la principal novedad para Errejón, que repite como jefe de campaña a pesar de la cacareada enemistad íntima con Pablo Iglesias. “La alianza ayuda a entender estas elecciones como una segunda vuelta tras el 20D en la que es necesario desempatar y que ese desempate lo protagonice la gente y no los partidos”, asegura. Aventura el número dos de Podemos “una campaña histórica en la que se podrá terminar el recorrido iniciado en las anteriores elecciones, cuando estuvimos a punto de tocar con los dedos la posibilidad de formar un Gobierno de Cambio que rescatara a la ciudadanía, regenerase nuestra democracia y construyese un nuevo pacto de convivencia, un nuevo proyecto de país”. Se olvida el padre de 'La sonrisa de un país', lema de los berenjena, de que igual necesita al PSOE y de que el PSOE (el de Sánchez o el de una gestora) quizá no esté por la labor.
José Manuel Villegas (C´s) no salsea como Moragas, pero es casi igual de parco en palabras. La escueta respuesta del jefe de campaña de Ciudadanos: “Cada campaña es diferente, y esta más al ser la primera vez que nos encontramos ante una repetición –enfatiza lo de repetición frente a la segunda vuelta que reclaman otros-- de elecciones”. Ya está.
¿Qué ha cambiado en el PP, PSOE, Podemos y Ciudadanos?
Jorge Moragas: Tirí, tirí, tiriririrí… (léase con el sonido de unas maracas de fondo)
Oscar López: “El PSOE está mucho mejor que el 20D; hay una transferencia de votos de vuelta de Podemos al PSOE”. Con un optimismo antropológico –que para sí quisiera Zapatero- y Podemos en el punto de mira --a pesar de las cuñas con sabor a cerveza fresca que reclaman un verano sin Mariano- el vicecoordinador del comité electoral socialista se justifica: “La gente ha visto que el PSOE ha intentado cambiar a Rajoy y sus políticas, y que otros han bloqueado el cambio; ha visto a Podemos hablar una y otra vez de poder, de sillones, de escaños, y nunca de la ciudadanía. No se puede sostener un proyecto político que no tiene principios, ni ideales; que es capaz de fichar a veintitantos partidos con un solo propósito, que es ganar al PSOE, y no cambiar a la derecha. A Podemos le faltan alma e ideología y le sobra márquetin”, concluye.
Iñigo Errejón: ”Si algo hemos aprendido estos meses en el Congreso es que, a veces, es mejor ser generosos para poder sumar. Fruto de esta reflexión nos presentamos a estas elecciones siendo más que nunca. Y aún quedan”. Afirma Errejón, protagonista de la página 42 del catálogo-programa-Ikea de Podemos, que la coalición presenta como aval de “una actividad parlamentaria de gran capacidad técnica y de compromiso con los de abajo”. Y tiene también para el PSOE: “Se confirma el mapa que ya dibujamos después del 20D: un bloque decidido a que nada cambie, otro decidido a que cambien muchas cosas, y un Partido Socialista que tiene que decidir de qué lado está”.
José Manuel Villegas… a pregunta sencilla, campechana respuesta: “En la anterior campaña éramos extraparlamentarios, ahora no”. Casi tan sencilla y campechana como los #HéroesAnónimos de su primer vídeo electoral.
¿Cuán diferente es la estrategia electoral?
Jorge Moragas (PP) ya detalló el 6 de junio, en rueda de prensa, que salen “a ganar”, que gastarán un 30% menos, que no habrá carteles y --lo más importante-- que ofrecerán menos mítines pero pasearán más por las calles. Es decir: Rajoy en su salsa… o en merengue. ¿Para qué iba a volverlo a explicar?
Oscar López: “Nuestra campaña pretende ser de propuestas. Somos los únicos que estamos hablando de pensiones, de empleo, de modelo territorial, somos los únicos que estamos hablándole al país para decirle qué queremos hacer”. No entran en la respuesta ni las flores, ni el ‘Sí’ de poliespán, tamaño Pedro Sánchez, que está recorriendo España junto al candidato. “El PP pide el voto del miedo para que no ganen otros. Y Podemos está haciendo una suma de siglas y de escaños, independientemente del proyecto político y de la ideología. Nadie sabe qué defiende Podemos”. Así que concluye mitinero el jefe de la campaña socialista: “El único que está hablando en serio al país y ofreciendo soluciones es el PSOE y en eso vamos a seguir insistiendo; en las propuestas y las soluciones. En apelar a esa mayoría que quiere un cambio real en este país”.
Iñigo Errejón: “El 20D quizás nos faltó solo una semana más, un mitin más, un debate más. Rozamos la victoria con la punta de los dedos, nos quedamos a mitad de camino”. En un “ay” por la segunda oportunidad, el estratega de Podemos tiende la mano “a quienes comparten un mismo compromiso con el cambio político”. Y termina con su ‘minuto de oro’: “Porque esta vez no puede quedarse nadie fuera, hay que sumar a todos y convocar a quienes quieran a un proyecto de país mejor, hayan votado lo que hayan votado en el pasado. Las fuerzas del cambio tenemos que poner lo que nos une por encima de lo que nos separa. Ahora viene el desempate”.
Y por fin, José Manuel Villegas: “Al ser una repetición, intentaremos que sea una campaña más ligera”. Ea.
Albert Rivera --seguro que más locuaz-- protagonizará 19 actos en una campaña de 17.000 kilómetros. El cierre: por la mañana en su tierra, Barcelona; y por la tarde en Madrid. Unidos Podemos echará el resto en la tele. Pablo Iglesias sólo será cabeza de cartel en siete ocasiones, la última también en Madrid. En las calles, se repartirán protagonismo el número cinco de su lista, Alberto Garzón, e Iñigo Errejón. Pedro Sánchez --y su ‘Sí’ de dos metros-- batirán el record: 23 actos que terminarán el 24 de junio en la capital. Mariano Rajoy… Mariano Rajoy paseará. Y participará en el debate a cuatro, oiga."
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2016.06.10 13:41 EDUARDOMOLINA Vicenç Navarro Vicenç Navarro. Las mentiras y falsedades del establishment político-mediático español sobre Unidos. Todos los medios escritos mienten a sabiendas, liderados por El País, sin el más mínimo reparo en su comportamiento con Podemos.

http://www.nuevatribuna.es/opinion/vicenc-navarro/mentiras-y-falsedades-establishment-politico-mediatico-espanol-unidos-podemos/20160609163832129171.html
"He escrito extensamente que la transición de la dictadura a la democracia en España no fue nada modélica, pues el equilibrio de fuerzas entre las derechas (que controlaban los aparatos del Estado y los grandes medios de información) y las izquierdas (que habían liderado a las fuerzas democráticas), que acababan de salir de la clandestinidad, era tan desigual que era prácticamente imposible que el producto de tal proceso fuera equilibrado y modélico. De ahí que las instituciones democráticas continuaron estando altamente influenciadas por las fuerzas conservadoras, próximas a los intereses financieros y económicos que dominaban la vida económica, política y mediática del país (ver mi libro Bienestar insuficiente, democracia incompleta. Sobre lo que no se habla en nuestro país. Anagrama, 2002).
Como consecuencia de ello, la democracia española se ha caracterizado por su escasa calidad, y como indicador de ello, la diversidad ideológica de los mayores medios de información ha sido siempre muy limitada en España. Todavía hoy, no hay un mayor medio de información que pudiera considerarse de izquierdas. Lo más próximo que hubo tiempo atrás fueron los rotativos de centro, como El País, que cuando estuvo dirigido por Joaquín Estefanía estuvo abierto a colaboradores de izquierdas. Pero tal abertura desapareció, transformándose en un rotativo de derechas bajo la dirección del actual director Antonio Caño, profundamente conservador. Su reportaje sobre Podemos carece de cualquier sentido de balance o equilibrio, destacando por su hostilidad y agresividad. Un tanto igual ocurre con la Radio Televisión Española (RTVE), que se ha ido derechizando más y más. Hay una diferencia notable entre la RTVE en la época de Iñaki Gabilondo, y la de ahora de Alfonso Nasarre, director de Radio Nacional de España (RNE). La discusión sobre Podemos en la tertulia de RNE de hoy, 8 de junio, era mucho peor que la discusión que había tenido lugar en la cadena de ultraderecha estadounidense Fox el día anterior sobre Bernie Sanders, el candidato socialista en las primarias del Partido Demócrata de aquel país.
Todos ellos mienten a sabiendas, sin el más mínimo reparo en su comportamiento
Veamos los datos. Todos los medios, liderados por El País, han reproducido extensamente las declaraciones del vice coordinador del Comité Electoral del PSOE, Óscar López, en las que acusaba a Unidos Podemos de querer nacionalizar toda la banca, señalando esta medida como ejemplo del extremismo de tal partido, algo impropio de la socialdemocracia, acusación que se ha repetido muchísimas veces en artículos y tertulias a lo largo del territorio español, sin nunca dar la oportunidad de ser respondida, mostrando la falsedad de tal acusación y tal presunción.
Miremos en primer lugar lo que dice el programa de Unidos Podemos sobre la banca. En la sección sobre la banca se dice lo siguiente: "En esta nueva política industrial cobran un mayor peso los instrumentos financieros públicos para crear sinergias entre las capacidades innovadoras y financieras del sector privado y del sector público. Con el fin de que España cuente también con una importante red de banca pública para llevar a cabo estas políticas, el Gobierno renegociará los términos del Memorando de entendimiento firmado con la UE para poner en marcha una potente y eficaz banca pública a partir de las entidades ya nacionalizadas Bankia y Banco Mare Nostrum, que no serán reprivatizadas, y del ICO".
Puede verse que lo que Unidos Podemos está proponiendo es que los bancos que se han rescatado con dinero público (bancos que habían colapsado por la incompetencia, cuando no corrupción, de su gestión privada) se mantengan en el sector público para desarrollar una función pública proveyendo crédito a las familias y a las empresas (sobre todo pequeñas y medianas empresas) que lo necesiten. Esta propuesta es opuesta a la del PSOE, que pretende privatizar de nuevo tales bancos, poniéndolos otra vez en manos de banqueros y accionistas que consideraran su objetivo principal el optimizar sus intereses, es decir, sus beneficios, a costa de los intereses de la ciudadanía, medida que va precisamente en contra del principio socialista de anteponer el bien común sobre el beneficio privado. Es un indicador más del abandono del proyecto socialista por parte del PSOE que critique ahora a Unidos Podemos por hacer lo que la socialdemocracia hizo siempre. Es un indicador más de la renuncia del PSOE al ideario socialista.
Las propuestas que hace Unidos Podemos, que ahora ridiculiza el PSOE, las llevaron a cabo partidos socialistas cuando gobernaron
Otra propuesta que hace Unidos Podemos es utilizar el ICO, el Instituto de Crédito Oficial, como institución bancaria pública que expandiría sus responsabilidades crediticias, propuesta muy necesaria que ya hicimos el Profesor Juan Torres y yo cuando apuntamos las líneas generales de un programa económico progresista, que Podemos hizo suyo. De nuevo, es importante señalar que cuando hicimos tal propuesta, el economista del PSOE y también gurú mediático de El País (y de La Sexta), el Sr. José Carlos Díez, la ridiculizó, ignorando que lo que estábamos proponiendo era una práctica común en muchos países de Europa, incluidos países de tradición socialdemócrata, como son Noruega, Suecia y Dinamarca. En realidad, España es uno de los países con uno de los sectores bancarios público más pequeños, siendo ello causa de que exista en España una hipertrofia del sector bancario privado (tres veces mayor que en EEUU, en términos proporcionales).
Este intento de ridiculizar una medida tradicionalmente socialdemócrata es un indicador más de la renuncia del PSOE a sus principios socialdemócratas, renuncia que es constante en su discurso y práctica política. Léanse los textos del director del equipo económico del Sr. Pedro Sánchez, el Sr. Jordi Sevilla. En su libro De nuevo socialismo, Jordi Sevilla, que se define explícitamente y sin tapujos como liberal, utiliza frases como “¿Quién a estas alturas quiere aumentar el gasto público?” y “¿Alguien puede defender a estas alturas del siglo que un programa socialdemócrata debe estar a favor de más impuestos y más gasto público e introducir rigideces normativas en la economía?”, dicho y escrito en el país que tiene uno de los gastos públicos (incluyendo el gasto público social, que financia los servicios públicos del Estado del Bienestar como sanidad, educación, escuelas de infancia, servicios domiciliarios, servicios sociales, vivienda social, entre otros) más bajos de la UE-15 (el grupo de países de semejante nivel de desarrollo al de España). Siguiendo esta mentalidad, Jordi Sevilla fue el inspirador del famoso dicho del presidente Zapatero de que "bajar impuestos es de izquierdas", creando un agujero en el presupuesto del Estado de nada menos que de 27.000 millones de euros. Los recortes de gasto público que inició el presidente Zapatero fueron precisamente para reducir el déficit público que tal recorte de impuestos había generado en las cuentas públicas. Ni que decir tiene que estos recortes debilitaron enormemente al ya insuficientemente financiado Estado del Bienestar español. A la luz de estos datos, hay que añadir a las preguntas que se hacía el Sr. Sevilla la más importante, que no cita: "¿Quién a estas alturas estaba renunciando al proyecto socialista en democracia, es decir, al proyecto socialdemócrata?". Pero crean que la dirección del PSOE nunca se hará esta pregunta. La falta de autocrítica de la dirección de este partido y la continuación de sus políticas neoliberales tiene poco que ver con tal proyecto político.
El miedo al comunismo: otra movilización en contra de Unidos Podemos
Donde las tertulias y artículos alcanzan un nivel casi histérico es al anunciar la implantación de “la dictadura del proletariado” que tendría lugar en el caso de que gane Unidos Podemos. En este punto, me temo que más que ante una mentira, estamos ante una enorme ignorancia debido al enorme conservadurismo en la enseñanza, sobre todo privada, gestionada por la Iglesia, donde gran número de tertulianos parecen haberse educado. El desconocimiento en España de los escritos de Marx, con la constante confusión entre lo que es marxismo, lo que es socialismo y lo que es comunismo, es enorme, incluso, por cierto, en los centros universitarios.
Como indiqué en otro artículo reciente (“Contestación a Susana Díaz: ¿qué es la socialdemocracia?”, Público, 08.06.15), el PSOE tiene en sus escritos oficiales el reconocimiento de la utilidad del marxismo como instrumento intelectual, crítico con el capitalismo. Y como subrayé en aquel artículo, las dos tradiciones basadas en el marxismo, tanto la socialdemocracia como el comunismo, tenían históricamente el mismo objetivo: alcanzar la sociedad socialista. Eran los medios para alcanzar tal objetivo lo que diferenciaban las dos sensibilidades. En los países capitalistas desarrollados, la vía revolucionaria no ha sido considerada posible, siendo la vía democrática la seguida no solo por los partidos socialdemócratas sino también por los partidos comunistas. Y cuando los partidos comunistas han gobernado, y lo han hecho, por lo general, en coalición con los partidos socialdemócratas, sus políticas han sido típicamente socialdemócratas. En realidad, en Italia, las regiones mejor gobernadas, con mejor desarrollo de las políticas públicas de sensibilidad socialdemócrata, fueron las gobernadas por el Partido Comunista Italiano, el mayor partido de prácticas socialdemócratas en Europa, después del SPD alemán. En realidad, lo mismo está pasando en gran número de países subdesarrollados. En la India, por ejemplo, el Estado que ha alcanzado mayores logros socialistas en democracia ha sido el gobernado por el Partido Comunista. Esta amplia experiencia, bien conocida a nivel internacional (y desconocida, ignorada y ocultada en España), muestra que la diferencia en la aplicación de políticas públicas entre partidos de distintas tradiciones socialistas ha ido desapareciendo.
En Europa, sin embargo, la característica más preocupante ha sido el creciente abandono de la socialdemocracia por parte de los partidos socialdemócratas, al incorporar estos partidos elementos muy importantes del neoliberalismo. La Tercera Vía, liderada por Blair y seguida también por Schröder en Alemania, por Zapatero en España y por Hollande en Francia, ha ido abandonando la socialdemocracia, convirtiendo a sus respectivos partidos en partidos socioliberales en los que dominan las políticas públicas neoliberales (véase mi libro Ataque a la democracia y al bienestar. Crítica al pensamiento económico dominante. Anagrama, 2015). En realidad, algunos de los responsables de imponer tales políticas neoliberales en el establishment europeo han sido y continúan siendo personas pertenecientes a partidos socialdemócratas. Ahí está la causa de su deterioro electoral.
El por qué del abandono de la socialdemocracia por parte de los partidos socialdemócratas
Este abandono está documentado, y algunos personajes del PSOE así lo han reconocido (en privado). Los argumentos que se han dado por parte de intelectuales de tal partido para explicar su descenso electoral no son creíbles. Uno es que la globalización o el establecimiento del euro (o cualquier elemento externo) no permiten llevar a cabo el proyecto socialdemócrata. Pero el hecho de que Zapatero congelara las pensiones para obtener 1.200 millones de euros para cubrir el déficit, en lugar de mantener el impuesto de patrimonio (con lo cual hubiera conseguido más dinero), no puede atribuirse a ningún factor externo. En realidad, todos los recortes podrían haberse reducido y disminuido mediante un gravamen de las rentas del capital al mismo nivel que las rentas del trabajo, propuesta que ha estado en la oferta electoral del PSOE en varias ocasiones, sin que ello se aplicara nunca. Hoy las rentas del capital (como porcentaje de todas las rentas) son las más altas de los últimos treinta años, a costa de que las rentas del trabajo sean las más bajas. Ni que decir tiene que el establecimiento de la Eurozona bajo el dominio del establishment neoliberal que controla la gobernanza del euro dificulta y obstaculiza la aplicación de políticas socialdemócratas de carácter redistributivo y de expansión de la protección social. Pero como ha mostrado la coalición de izquierdas del gobierno portugués, se pueden revertir las políticas de recortes que han causado tanto daño, si hay voluntad política.
Otro argumento utilizado por intelectuales afines al PSOE es que la clase trabajadora, la base electoral de la socialdemocracia, está desapareciendo, y por lo tanto el voto socialdemócrata también está bajando. Pero no hay ninguna evidencia que apoye esta tesis. En realidad, la clase trabajadora existe, y en algunos países vota a la ultraderecha (decepcionada y enfadada con los partidos que renunciaron a la socialdemocracia), y en otros como en España vota a Podemos, y ahora votará a Unidos Podemos. De ahí surge el pánico del establishment político-mediático. El abandono de la socialdemocracia por parte de los partidos socioliberales se debe predominantemente al dominio de los aparatos de tales partidos por parte de profesionales (consecuencia de la profesionalización de la política), la mayoría de clase media de renta alta (la clase profesional) que hacen de la política su profesión y su modus vivendi, desarrollando unos intereses corporativos que dan pie a estas complicidades entre tales aparatos y los grupos financieros y económicos que dominan la vida económica, política y mediática del país. Este maridaje los aleja de la clase trabajadora y otros componentes de las clases populares, que quedan cada vez más distantes, anteponiendo en muchas ocasiones (como en la reforma laboral del presidente Zapatero) los intereses de aquellos grupos sobre los del mundo del trabajo. Esta realidad, fácilmente documentable, se da con particular intensidad en los equipos económicos de tales partidos, tradicionalmente muy próximos al mundo del capital. Y de ahí deriva el problema.
La nueva socialdemocracia
El aspecto más novedoso del surgimiento de nuevas izquierdas a lo largo de todo el territorio español y la radicalización de otras ya existentes (con la excepción del PSOE) es que sus inicios fueron el movimiento 15-M, cuya demanda central no fue la revolución o el socialismo, sino la democracia, señalando como el motivo de su protesta la no existencia de esta democracia en las instituciones representativas. El eslogan del 15-M “No nos representan” resume muy bien dicha denuncia. Y el otro, “No hay pan para tanto chorizo” también definió las raíces del problema de falta de democracia: el maridaje entre los grupos económicos y financieros y el establishment político (incluyendo el PSOE) y mediático (la gran mayoría de los medios).
Pero tal demanda exigiendo democracia entra en conflicto con la enorme concentración de la riqueza en España y en la mayoría de países capitalistas avanzados, puesto que poder económico se traduce en poder político. Y es ahí donde encontramos una clara contradicción entre las exigencias de mayor democracia, por un lado, y la lógica de la acumulación de capital vigente en el capitalismo de hoy por el otro. De ahí que las políticas redistributivas deban ser esenciales en un programa que exige la democratización de este país, puesto que las desigualdades (a cuyo crecimiento han contribuido las políticas del PSOE) han alcanzado unos niveles inaceptables para cualquier persona con sensibilidad democrática. La enorme hostilidad que la coalición Unidos Podemos está recibiendo se basa precisamente en este hecho. Los grandes centros de poder financiero y económico se sienten amenazados por Unidos Podemos y temen perder sus privilegios. De ahí que movilicen sus instrumentos políticos y mediáticos para intentar destruir a dicha coalición. Y esto es lo que está pasando en este país. Así de claro.
Última observación
Agradecería al lector que si ve mérito en lo que estoy diciendo, distribuya este artículo ampliamente, puesto que por desgracia no tengo acceso a los mayores medios de información, en los cuales estoy prácticamente vetado.
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2016.06.09 09:31 bmrdelap Artículo para recomendar y difundir entre los socialdemócratas traicionados por el PSOE

Por Vicenç Navarro Catedrático de Ciencias Políticas y Políticas Públicas. Universidad Pompeu Fabra, y autor del libro ‘Ataque a la democracia y al bienestar. Crítica al pensamiento económico dominante’ (Anagrama, 2015)
He escrito extensamente que la transición de la dictadura a la democracia en España no fue nada modélica, pues el equilibrio de fuerzas entre las derechas (que controlaban los aparatos del Estado y los grandes medios de información) y las izquierdas (que habían liderado a las fuerzas democráticas), que acababan de salir de la clandestinidad, era tan desigual que era prácticamente imposible que el producto de tal proceso fuera equilibrado y modélico. De ahí que las instituciones democráticas continuaron estando altamente influenciadas por las fuerzas conservadoras, próximas a los intereses financieros y económicos que dominaban la vida económica, política y mediática del país (ver mi libro Bienestar insuficiente, democracia incompleta. Sobre lo que no se habla en nuestro país. Anagrama, 2002).
Como consecuencia de ello, la democracia española se ha caracterizado por su escasa calidad, y como indicador de ello, la diversidad ideológica de los mayores medios de información ha sido siempre muy limitada en España. Todavía hoy, no hay un mayor medio de información que pudiera considerarse de izquierdas. Lo más próximo que hubo tiempo atrás fueron los rotativos de centro, como El País, que cuando estuvo dirigido por Joaquín Estefanía estuvo abierto a colaboradores de izquierdas. Pero tal abertura desapareció, transformándose en un rotativo de derechas bajo la dirección del actual director Antonio Caño, profundamente conservador. Su reportaje sobre Podemos carece de cualquier sentido de balance o equilibrio, destacando por su hostilidad y agresividad. Un tanto igual ocurre con la Radio Televisión Española (RTVE), que se ha ido derechizando más y más. Hay una diferencia notable entre la RTVE en la época de Iñaki Gabilondo, y la de ahora de Alfonso Nasarre, director de Radio Nacional de España (RNE). La discusión sobre Podemos en la tertulia de RNE de hoy, 8 de junio, era mucho peor que la discusión que había tenido lugar en la cadena de ultraderecha estadounidense Fox el día anterior sobre Bernie Sanders, el candidato socialista en las primarias del Partido Demócrata de aquel país.
Todos ellos mienten a sabiendas, sin el más mínimo reparo en su comportamiento
Veamos los datos. Todos los medios, liderados por El País, han reproducido extensamente las declaraciones del vice coordinador del Comité Electoral del PSOE, Óscar López, en las que acusaba a Unidos Podemos de querer nacionalizar toda la banca, señalando esta medida como ejemplo del extremismo de tal partido, algo impropio de la socialdemocracia, acusación que se ha repetido muchísimas veces en artículos y tertulias a lo largo del territorio español, sin nunca dar la oportunidad de ser respondida, mostrando la falsedad de tal acusación y tal presunción.
Miremos en primer lugar lo que dice el programa de Unidos Podemos sobre la banca. En la sección sobre la banca se dice lo siguiente: “En esta nueva política industrial cobran un mayor peso los instrumentos financieros públicos para crear sinergias entre las capacidades innovadoras y financieras del sector privado y del sector público. Con el fin de que España cuente también con una importante red de banca pública para llevar a cabo estas políticas, el Gobierno renegociará los términos del Memorando de entendimiento firmado con la UE para poner en marcha una potente y eficaz banca pública a partir de las entidades ya nacionalizadas Bankia y Banco Mare Nostrum, que no serán reprivatizadas, y del ICO“.
Puede verse que lo que Unidos Podemos está proponiendo es que los bancos que se han rescatado con dinero público (bancos que habían colapsado por la incompetencia, cuando no corrupción, de su gestión privada) se mantengan en el sector público para desarrollar una función pública proveyendo crédito a las familias y a las empresas (sobre todo pequeñas y medianas empresas) que lo necesiten. Esta propuesta es opuesta a la del PSOE, que pretende privatizar de nuevo tales bancos, poniéndolos otra vez en manos de banqueros y accionistas que consideraran su objetivo principal el optimizar sus intereses, es decir, sus beneficios, a costa de los intereses de la ciudadanía, medida que va precisamente en contra del principio socialista de anteponer el bien común sobre el beneficio privado. Es un indicador más del abandono del proyecto socialista por parte del PSOE que critique ahora a Unidos Podemos por hacer lo que la socialdemocracia hizo siempre. Es un indicador más de la renuncia del PSOE al ideario socialista.
Otra propuesta que hace Unidos Podemos es utilizar el ICO, el Instituto de Crédito Oficial, como institución bancaria pública que expandiría sus responsabilidades crediticias, propuesta muy necesaria que ya hicimos el Profesor Juan Torres y yo cuando apuntamos las líneas generales de un programa económico progresista, que Podemos hizo suyo. De nuevo, es importante señalar que cuando hicimos tal propuesta, el economista del PSOE y también gurú mediático de El País (y de La Sexta), el Sr. José Carlos Díez, la ridiculizó, ignorando que lo que estábamos proponiendo era una práctica común en muchos países de Europa, incluidos países de tradición socialdemócrata, como son Noruega, Suecia y Dinamarca. En realidad, España es uno de los países con uno de los sectores bancarios público más pequeños, siendo ello causa de que exista en España una hipertrofia del sector bancario privado (tres veces mayor que en EEUU, en términos proporcionales).
Este intento de ridiculizar una medida tradicionalmente socialdemócrata es un indicador más de la renuncia del PSOE a sus principios socialdemócratas, renuncia que es constante en su discurso y práctica política. Léanse los textos del director del equipo económico del Sr. Pedro Sánchez, el Sr. Jordi Sevilla. En su libro De nuevo socialismo, Jordi Sevilla, que se define explícitamente y sin tapujos como liberal, utiliza frases como “¿Quién a estas alturas quiere aumentar el gasto público?” y “¿Alguien puede defender a estas alturas del siglo que un programa socialdemócrata debe estar a favor de más impuestos y más gasto público e introducir rigideces normativas en la economía?”, dicho y escrito en el país que tiene uno de los gastos públicos (incluyendo el gasto público social, que financia los servicios públicos del Estado del Bienestar como sanidad, educación, escuelas de infancia, servicios domiciliarios, servicios sociales, vivienda social, entre otros) más bajos de la UE-15 (el grupo de países de semejante nivel de desarrollo al de España). Siguiendo esta mentalidad, Jordi Sevilla fue el inspirador del famoso dicho del presidente Zapatero de que “bajar impuestos es de izquierdas”, creando un agujero en el presupuesto del Estado de nada menos que de 27.000 millones de euros. Los recortes de gasto público que inició el presidente Zapatero fueron precisamente para reducir el déficit público que tal recorte de impuestos había generado en las cuentas públicas. Ni que decir tiene que estos recortes debilitaron enormemente al ya insuficientemente financiado Estado del Bienestar español. A la luz de estos datos, hay que añadir a las preguntas que se hacía el Sr. Sevilla la más importante, que no cita: “¿Quién a estas alturas estaba renunciando al proyecto socialista en democracia, es decir, al proyecto socialdemócrata?”. Pero crean que la dirección del PSOE nunca se hará esta pregunta. La falta de autocrítica de la dirección de este partido y la continuación de sus políticas neoliberales tiene poco que ver con tal proyecto político.
El miedo al comunismo: otra movilización en contra de Unidos Podemos
Donde las tertulias y artículos alcanzan un nivel casi histérico es al anunciar la implantación de “la dictadura del proletariado” que tendría lugar en el caso de que gane Unidos Podemos. En este punto, me temo que más que ante una mentira, estamos ante una enorme ignorancia debido al enorme conservadurismo en la enseñanza, sobre todo privada, gestionada por la Iglesia, donde gran número de tertulianos parecen haberse educado. El desconocimiento en España de los escritos de Marx, con la constante confusión entre lo que es marxismo, lo que es socialismo y lo que es comunismo, es enorme, incluso, por cierto, en los centros universitarios.
Como indiqué en otro artículo reciente (“Contestación a Susana Díaz: ¿qué es la socialdemocracia?”, Público, 08.06.15), el PSOE tiene en sus escritos oficiales el reconocimiento de la utilidad del marxismo como instrumento intelectual, crítico con el capitalismo. Y como subrayé en aquel artículo, las dos tradiciones basadas en el marxismo, tanto la socialdemocracia como el comunismo, tenían históricamente el mismo objetivo: alcanzar la sociedad socialista. Eran los medios para alcanzar tal objetivo lo que diferenciaban las dos sensibilidades. En los países capitalistas desarrollados, la vía revolucionaria no ha sido considerada posible, siendo la vía democrática la seguida no solo por los partidos socialdemócratas sino también por los partidos comunistas. Y cuando los partidos comunistas han gobernado, y lo han hecho, por lo general, en coalición con los partidos socialdemócratas, sus políticas han sido típicamente socialdemócratas. En realidad, en Italia, las regiones mejor gobernadas, con mejor desarrollo de las políticas públicas de sensibilidad socialdemócrata, fueron las gobernadas por el Partido Comunista Italiano, el mayor partido de prácticas socialdemócratas en Europa, después del SPD alemán. En realidad, lo mismo está pasando en gran número de países subdesarrollados. En la India, por ejemplo, el Estado que ha alcanzado mayores logros socialistas en democracia ha sido el gobernado por el Partido Comunista. Esta amplia experiencia, bien conocida a nivel internacional (y desconocida, ignorada y ocultada en España), muestra que la diferencia en la aplicación de políticas públicas entre partidos de distintas tradiciones ha ido desapareciendo.
En Europa, sin embargo, la característica más preocupante ha sido el creciente abandono de la socialdemocracia por parte de los partidos socialdemócratas, al incorporar estos partidos elementos muy importantes del neoliberalismo. La Tercera Vía, liderada por Blair y seguida también por Schröder en Alemania, por Zapatero en España y por Hollande en Francia, ha ido abandonando la socialdemocracia, convirtiendo a sus respectivos partidos en partidos socioliberales en los que dominan las políticas públicas neoliberales (véase mi libro Ataque a la democracia y al bienestar. Crítica al pensamiento económico dominante. Anagrama, 2015). En realidad, algunos de los responsables de imponer tales políticas neoliberales en el establishment europeo han sido y continúan siendo personas pertenecientes a partidos socialdemócratas. Ahí está la causa de su deterioro electoral.
El por qué del abandono de la socialdemocracia por parte de los partidos socialdemócratas
Este abandono está documentado, y algunos personajes del PSOE así lo han reconocido (en privado). Los argumentos que se han dado por parte de intelectuales de tal partido para explicar su descenso electoral no son creíbles. Uno es que la globalización o el establecimiento del euro (o cualquier elemento externo) no permiten llevar a cabo el proyecto socialdemócrata. Pero el hecho de que Zapatero congelara las pensiones para obtener 1.200 millones de euros para cubrir el déficit, en lugar de mantener el impuesto de patrimonio (con lo cual hubiera conseguido más dinero), no puede atribuirse a ningún factor externo. En realidad, todos los recortes podrían haberse reducido y disminuido mediante un gravamen de las rentas del capital al mismo nivel que las rentas del trabajo, propuesta que ha estado en la oferta electoral del PSOE en varias ocasiones, sin que ello se aplicara nunca. Hoy las rentas del capital (como porcentaje de todas las rentas) son las más altas de los últimos treinta años, a costa de que las rentas del trabajo sean las más bajas. Ni que decir tiene que el establecimiento de la Eurozona bajo el dominio del establishment neoliberal que controla la gobernanza del euro dificulta y obstaculiza la aplicación de políticas socialdemócratas de carácter redistributivo y de expansión de la protección social. Pero como ha mostrado la coalición de izquierdas del gobierno portugués, se pueden revertir las políticas de recortes que han causado tanto daño, si hay voluntad política.
Otro argumento utilizado por intelectuales afines al PSOE es que la clase trabajadora, la base electoral de la socialdemocracia, está desapareciendo, y por lo tanto el voto socialdemócrata también está bajando. Pero no hay ninguna evidencia que apoye esta tesis. En realidad, la clase trabajadora existe, y en algunos países vota a la ultraderecha (decepcionada y enfadada con los partidos que renunciaron a la socialdemocracia), y en otros como en España vota a Podemos, y ahora votará a Unidos Podemos. De ahí surge el pánico del establishment político-mediático. El abandono de la socialdemocracia por parte de los partidos socioliberales se debe predominantemente al dominio de los aparatos de tales partidos por parte de profesionales (consecuencia de la profesionalización de la política), la mayoría de clase media de renta alta (la clase profesional) que hacen de la política su profesión y su modus vivendi, desarrollando unos intereses corporativos que dan pie a estas complicidades entre tales aparatos y los grupos financieros y económicos que dominan la vida económica, política y mediática del país. Este maridaje los aleja de la clase trabajadora y otros componentes de las clases populares, que quedan cada vez más distantes, anteponiendo en muchas ocasiones (como en la reforma laboral del presidente Zapatero) los intereses de aquellos grupos sobre los del mundo del trabajo. Esta realidad, fácilmente documentable, se da con particular intensidad en los equipos económicos de tales partidos, tradicionalmente muy próximos al mundo del capital. Y de ahí deriva el problema.
La nueva socialdemocracia
El aspecto más novedoso del surgimiento de nuevas izquierdas a lo largo de todo el territorio español y la radicalización de otras ya existentes (con la excepción del PSOE) es que sus inicios fueron el movimiento 15-M, cuya demanda central no fue la revolución o el socialismo, sino la democracia, señalando como el motivo de su protesta la no existencia de esta democracia en las instituciones representativas. El eslogan del 15-M “No nos representan” resume muy bien dicha denuncia. Y el otro, “No hay pan para tanto chorizo” también definió las raíces del problema de falta de democracia: el maridaje entre los grupos económicos y financieros y el establishment político (incluyendo el PSOE) y mediático (la gran mayoría de los medios).
Pero tal demanda entra en conflicto con la enorme concentración de la riqueza en España y en la mayoría de países capitalistas avanzados, puesto que poder económico se traduce en poder político. Y es ahí donde encontramos una clara contradicción entre las exigencias de mayor democracia, por un lado, y la lógica de la acumulación de capital vigente en el capitalismo de hoy por el otro. De ahí que las políticas redistributivas deban ser esenciales en un programa que exige la democratización de este país, puesto que las desigualdades (a cuyo crecimiento han contribuido las políticas del PSOE) han alcanzado unos niveles inaceptables para cualquier persona con sensibilidad democrática. La enorme hostilidad que la coalición Unidos Podemos está recibiendo se basa precisamente en este hecho. Los grandes centros de poder financiero y económico se sienten amenazados por Unidos Podemos y temen perder sus privilegios. De ahí que movilicen sus instrumentos políticos y mediáticos para destruir a dicha coalición. Y esto es lo que está pasando en este país. Agradecería al lector que si ve mérito en lo que estoy diciendo, distribuya este artículo ampliamente, puesto que por desgracia no tengo acceso a los mayores medios de información, en los cuales estoy prácticamente vetado.
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